Inesperado

Pôr do sol das quatro estrelas, aqueles dois sóis irradiando luz e calor, me deparo com Ifrit, Balder e Vichama para tomar um chá e divagar sobre a vida…

A dor é inevitável

É, eu sei… A dor vem pra todos, uma hora ou outra ela bate na porta, ela dilacera, rasga, marca, de uma forma inimaginável. Ela chega como um ladrão, te rouba devagar, sem vestígios e quando você percebe, ela já foi funda demais, ela fica surreal, profunda, insana, dilacerante.

Mas no fim você percebe que ela foi boa, apesar de não ser bondosa, ela foi aceitável, te tornou mais forte, se tornou menos insensível, você começa a perceber que nem tudo na vida é doce, você precisa experimentar o amargo pra ter noção da realidade, do que é doce.

Na verdade a vida é essa mixagem de experiências de bons e maus momentos, decepções e concepções, escolhas e consequências que você traça durante sua vida achando que é o melhor caminho, mas na verdade você nunca decidiu nada, tudo estava previsto pra acontecer.
Tem pessoas que vivem a plenitude divina de uma vida perfeita, tem outros que tem que se fuder pra dar valor. Alguns chamam de carma, eu chamo de vida.

Pare de se lamentar pelas coisas que não fez e começa a se responsabilizar pelas coisas que fez. É 100% melhor dormir sabendo o que fez e pagando o preço do que dormir pensando no que poderia ter sido feito.

A vida é isso, é encontros e desencontros, é romances e amores que vem, passam, rasgam e definem a sua alma, de forma única, distinta e surreal e depois passa…

No fim você percebe que não vale a pena perder tempo. A vida é MUITO preciosa pra você perder tempo tentando agradar os outros, tentando ser alguém que não é.
O mundo está carente de sentimento. Maldita era digital que todo mundo foca Status.

Eu só quero ser feliz, simples assim. Cansado desse povo focado em status e aparência.

Mundo de cristal esse que vivemos. Uma hora a máscara cai. É isso aí. Acordar 2 da matina com vontade de digitar. Vida que segue.

Pessoas ímpares

Drummond já dizia: “ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar”. Somos diferentes em opiniões, sonhos e vontades e é exatamente isso que nos torna únicos.

Tem-se por definição que pessoas ímpares são pessoas solitárias e amargas, mas isso é tão errado quanto contrário. Pessoas ímpares são pessoas reais, verdadeiras e simples. São pessoas que, embora saibam o valor da solidão, também, valorizam a companhia do outro.São pessoas que aprenderam a se amar, antes de despertar o amor ao próximo.

Chega a ser assustador essa necessidade em amar e ser amado que algumas pessoas apresentam, como se isso fosse um objetivo de vida e não e não um acaso. Muitos não entendem a diferença entre estar só e ser só e fazem dos momentos de solidão verdadeiros martírios para a alma.

Fernando Pessoa afirmava que o homem que não se encontra na própria solidão, não é verdadeiramente livre: “a liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.”

Artur da Távola tem uma das definições de amor mais realistas da literatura moderna: “é preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, “solamente”, não basta. Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.

Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.”

O insucesso de muitos relacionamentos se dá exatamente por essa razão: além de idealizarem um amor romântico inexistente, não conseguem ser boas pessoas ímpares, logo não são boas pessoas pares.

Outro grande problema que envolve o relacionamento é a responsabilidade que se coloca no outro em fazer o relacionamento dar certo. É preciso entender que não está nas mãos de ninguém a sua felicidade. O grande amor da sua vida é você! Honre-se! Respeite sua história, sua vida, sua família. Não crie expectativas que o outro não poderá suprir. Seja ímpar antes de ser par!

Quando falamos em pessoas ímpares falamos em pessoas que sabem ser felizes nos momentos mais delicados da vida. Falamos de pessoas guerreiras, simples, reais e que, por terem enfrentado as dificuldades de peito aberto, estão prontas para serem e fazerem outras pessoas felizes.

Pessoas ímpares são boas porque acreditam no amor, mas sabem que ele não tem poder de vencer tudo. São fieis, constantes e responsáveis. Possuem endereço fixo, são fáceis de encontrar e não somem no meio da relação como o mestre dos magos.

Pessoas ímpares são fortes. Encaram os problemas de frente e não culpam os outros pelas cicatrizes que carregam. Sabem que o companheiro atual não tem culpa do que os anteriores fizeram. Sabem que a felicidade não possui fórmula mágica e encontram na rotina motivos para serem felizes.

Pessoas ímpares não temem o tempo, as rugas, a solidão. Esperam por seus milagres lutando e não acreditam em resultados sem esforços. Pessoas ímpares são imperfeitas, cometem erros e sabem o valor do perdão. Sabem que a mudança de comportamento tem mais valor que meia dúzia de rosas entregues sem arrependimento.

Pessoas ímpares perdoam traições, mas não ficam vítimas delas. Terminam relacionamentos, mas se curam dos traumas. Carregam cicatrizes, mas não carregam as dores.

Pessoas ímpares são gratas, felizes e doces. Eternas aprendizes da vida, acreditam que essa vida é apenas uma passagem e, por isso, conseguem ver além das dificuldades.
Pessoas ímpares são raras, mas existem e eu desejo que, antes de você encontrá-las, você saiba a importância de se tornar uma.

E se eu te contasse…

Para outro ser que está em algum pontinho desse, também não existimos e eles são os mais “evoluídos”.

Primeiro venho lhe dizer que leia o texto com a mente aberta. O texto não é recomendado pra mentes medianas ou religiosas demais. O tema não é religião, é lógica, com uma pitada de matemática e surrealidades cotidianas.

Vamos por partes: O sol em comparação com outras estrelas, é pequeno, muito pequeno. A via láctea, que é uma galáxia espiral do qual nosso Sistema solar faz parte, é pequena. Agora imagine milhares de milhares de galáxias com bilhões de planetas no sistema Solar, e tudo isso é pequeno comparado ao “universo” que conhecemos.

E se eu te contasse que tudo que conhecemos sobre o “Universo” fosse comparado à um grão de areia na imensidão de todos os desertos deste mundo juntos mil vezes, ouso até dizer milhares de vezes. Veja bem, isso é uma comparação mínima do que realmente é a dimensão do verdadeiro universo, que com absoluta certeza jamais iremos conhecer. Digo isto com convicção, porque a lua que tá pertinho daqui, não conhecemos, e pior… nem o nosso planeta conhecemos direito(o máximo que o homem já chegou foi a 15 mil metros dentro do planeta).

Agora que você já começou a imaginar e ter uma noção mínima do que nós somos, vamos aos fatos:

  • Se existem milhares de galáxias, com bilhões de planetas, porque existiria somente um universo? Isso seria limitar demais ao conhecimento humano.
  • Não criamos nada, nunca foi criado nada, tudo que acontece são descobertas, transformações. Seria hipocrisia dizer que o ser humano inventou algo novo, mesmo porque o planeta terra, por ser um planeta jovem tem mais de 4 bilhões de anos, cara… é totalmente surreal achar que somos uma civilização evoluída, como seres inteligentes e únicos no universo(melhor termo é galáxia.)
  • Aí vem outro fator bastante interessante, o termo Deus que usamos está limitado. Fomos sim criados e gerados por uma força extraordinariamente divina e imensuravelmente poderosa, isso é um fato que todas as religiões, crenças, discussões, filosofias e história mundanas explicam e reexplicam de tempos em tempos, é uma verdade irrefutável e absoluta. Mas veja bem, vamos comparar pequeno: A Galáxia por exemplo, com seus bilhões de planetas, sistemas e etc, equiparada a uma grande corporação, existe vários setores com divisões e subdivisões responsáveis por cada setor, e as vezes a corporação é tão grande, que alguns setores não tem idéia que existem outros departamentos.
    Lembrando, eu não estou em momento nenhum retirando a “Divindade” e muito menos a soberania de Deus, só estou comparando-o a um chefe de departamento de uma grande corporação. Agora imagine o universo dividido em bilhões de departamentos, com bilhões de chefes por ai, coordenando tudo, com seus subalternos, com aqueles estagiários bisonhos(isso acontece em todas as empresas), tentando orquestrar esse serviço que supostamente jamais entenderemos.
  • Digo isto de não entendermos, faço exemplo este planeta: existem seres inferiores a nós, apesar de parecermos ser a raça mais evoluída daqui(eu não acho, porque o ser humano é estúpido o suficiente para se auto destruir e depois correr atrás do prejuízo que ele mesmo causou).
  • Imagine você tentando ensinar uma formiga a conversar, ou ensinar um cachorro a tocar guitarra, eles não entendem nada disso, porque vivem em “outro universo”, a formiga nasceu pra fazer aquilo, viver a vida dela, e morrer pela vida dela, como se fosse programada. Porque o ser humano seria diferente?
  • E apesar desta suposta análise e descrição do mínimo que somos, eu fico imaginando o porque o ser humano briga e faz guerra e as demais atrocidades sendo que existe uma concepção, uma força e claro, vários seres estonteantes superiores e divinos lá fora e que poderiam compartilhar, nem que fosse o mínimo possível com a gente.
  • A questão agora é: Fazer o que fomos programados a fazer(que a maioria esqueceu ou não acessou) tudo que pudermos ao nosso alcance para chegar o mais próximo possível de Deus, para que ele possa nos mostrar ainda mais toda a luz, verdade e o caminho que ainda temos que percorrer para começarmos a ascender em outros setores.
  • Está próximo uma pequena mudança na concepção humana, mínima pra não dizer ínfima, mas que fará uma enorme diferença.
  • Veja bem, somos formigas dentro de uma árvore(planeta) em um floresta(galáxia), de um estado(universo), que faz parte de um país(verdadeiro universo), que está em um continente (nem sei o nome acima disso), que supostamente está em um planeta( conjuntos de algo que não me concederam o nome). E depois disso tudo, ainda existem pessoas que acham que o mundo gira em torno delas.

Segue um video do que seria o “suposto” universo que conhecemos, que não deixa de ser apenas mais um dos milhares de milhares de universos que existem. Clique aqui.

O Caminho da Vida



O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. 

(Charles Chaplin)

Meu amor começa com Café


Meu amor começa com café
Com muitas colheres de fé
A suavidade de uma mulher
O aroma diferente do chulé

Meu amor começa com samba
Aquele passo que zomba
Que deixa a perna bamba
E alegria a gente grita: Caramba!

Meu amor começa com o agora
rindo do tempo que passou, embora
lembranças que a alma revigora
Nossa! to atrasado, ora!

Meu amor começa sutileza
Misturado com gentileza
Querendo passar as férias em Fortaleza
Olha o camarão de praia! Que beleza.

Meu amor começa com amor
Uma chama viva de clamor
Azar no jogo e sorte no amor.
Paz e… amor.

O Temor Combate-se com a Esperança

Não haverá razão para viver, nem termo para as nossas misérias, se for mister temer tudo quanto seja temível. Neste ponto, põe em ação a tua prudência; mercê da animosidade de espírito, repele inclusive o temor que te acomete de cara descoberta. Pelo menos, combate uma fraqueza com outra: tempera o receio com a esperança. Por certo que possa ser qualquer um dos riscos que tememos, é ainda mais certo que os nossos temores se apaziguam, quando as nossas esperanças nos enganam.
Estabelece equilíbrio, pois, entre a esperança e o temor; sempre que houver completa incerteza, inclina a balança em teu favor: crê no que te agrada. Mesmo que o temor reúna maior número de sufrágios, inclina-a sempre para o lado da esperança; deixa de afligir o coração, e figura-te, sem cessar, que a maior parte dos mortais, sem ser afetada, sem se ver seriamente ameaçada por mal algum, vive em permanente e confusa agitação. É que nenhum conserva o governo de si mesmo: deixa-se levar pelos impulsos, e não mantém o seu temor dentro de limites razoáveis.

Nenhum diz:
– Autoridade vã, espírito vão: ou inventou, ou lho contaram.

Flutuamos ao mínimo sopro. De circunstâncias duvidosas, fazemos certezas que nos aterrorizam. Como a justa medida não é do nosso feitio, instantaneamente uma inquietude se converte em medo.

Séneca, in ‘Dos Reveses’