Gandhi e o Professor

gandhiEnquanto estudava Direito na University College, de Londres, um professor de sobrenome Peters tinha-lhe aversão, mas o estudante Gandhi nunca baixou a cabeça e os seus encontros eram frequentes.

Certo dia o professor Peters almoçava no refeitório da Universidade quando o aluno, com sua bandeja, senta-se ao seu lado.

O professor, altivo, diz:

– Sr. Gandhi, você não entende … Um porco e um pássaro não se sentam juntos para comer.

Gandhi respondeu-lhe:

– Fique tranquilo, professor. Eu vou voando… – e mudou-se para outra mesa.

Mr. Peters, enfurecido, decidiu vingar-se no dia seguinte, quando uma prova seria aplicada. Mas o aluno respondeu de forma brilhante a cada questão. Então, o professor fez-lhe mais uma pergunta:

– Sr. Gandhi, você está andando na rua e encontra um saco contendo em seu interior a sabedoria e uma grande quantidade de dinheiro. Qual dos dois o sr. escolhe?
Gandhi responde-lhe, sem hesitar:

– É claro, professor, que fico com o dinheiro!
O professor Peters, sorrindo, diz:

– Eu, ao contrário, teria agarrado a sabedoria, você não acha?
– Compreendo… Cada um escolhe o que não tem! – responde Gandhi.

O professor Peters fica histérico e escreve no papel da prova que foi aplicada: “Idiota!”.
O jovem Gandhi recebe a folha e lê atentamente. Depois de alguns minutos, dirige-se ao professor e diz:

– Mr. Peters, reparo que assinou a minha prova, mas não colocou a nota.

  Moral da História

” Semeie a paz, o amor, a compreensão. Mas trate com firmeza quem te trata com desprezo.”

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Ficção do Eu

Para Freud, o eu é uma ficção necessária à ação. Em todas as suas versões, a psicanálise se baseia no desenvolvimento complexo dessa idéia. Na descrição freudiana, o ser humano é um animal que nasce prematuramente, em condição de dependência absoluta, desde cedo busca o amparo e a proteção necessários à sobrevivência, e é instado a responder a solicitações e injunções dos meios físico, biológico e cultural. O complexo processo de constituição de um eu capaz de se reconhecer como sujeito frente aos outros começa com os primeiros movimentos e ações do bebê, passa pelo mergulho da criança no universo das significações propiciadas pelo equipamento lingüístico e pela conquista de um lugar na cadeia de gerações e na divisão dos sexos e segue por toda a vida, ao longo da interminável trajetória de construção de narrativas e identificações com as quais o indivíduo dota de sentido sua existência pessoal.

INST.PESQ.DE RELÍQUIAS CULTURAIS DA CIDADE DE YAN`NA.PROVÍNCIA DE SHANXI


Alguns estudiosos dizem que somos montagens, arranjos sintomáticos mais ou menos bem-sucedidos

A experiência de si, aos olhos da teoria freudiana, é o resultado complexo, mutante e inacabado de um equilíbrio instável entre um enorme conjunto de fatores, que vão das exigências conflitantes de instâncias internas (id, ego, superego), às difíceis mediações entre desejos inconscientes e normas sociais internalizadas, mecanismos de defesa contra a angústia, necessidades psicossomáticas e demandas produzidas culturalmente, e assim por diante. O eu da psicanálise é, portanto, fragmentado, governado por forças que não domina, uma montagem mais ou menos bem-sucedida que leva o sujeito a agir no mundo, buscar satisfações e lidar de alguma maneira com o desamparo, a angústia e o desejo. Ele é, para usar uma expressão do filósofo Daniel Dennett, um centro de gravidade: não tem substância, tudo nele deriva dos efeitos produzidos pelas interações com os outros aspectos significativos de sua história, com o ambiente natural e simbólico que o circunda, com as expectativas e desejos projetados sobre ele (mesmo antes que tivesse nascido, no desejo inconsciente dos pais). O eu é uma imagem (daquilo que vejo refletido no olhar do outro, daquilo que suponho poder causar no outro) e uma trajetória (de identificações, de configurações sintomáticas, de posicionamentos subjetivos frente aos outros) que resultam dessas interações e permitem ao sujeito projetar-se em um futuro.

Freud definiu a psicanálise como uma teoria do funcionamento subjetivo, um método de investigação da vida mental e uma forma de tratamento do sofrimento psíquico. Apesar da origem médica, ele sempre recusou a subordinação de sua criação às expectativas curativas da psicologia e da medicina. Em sua abordagem da experiência subjetiva não há lugar para uma normalidade cuja restituição seria o objetivo da prática clínica. Como somos em verdade montagens, arranjos sintomáticos mais ou menos bem-sucedidos, o que o dispositivo analítico pretende não é a simples redução ou eliminação de sintomas ou do sofrimento (isto se consegue de muitas outras maneiras, de sugestão a medicamentos), mas uma ampliação da normatividade do sujeito, ou seja, de sua capacidade de se reposicionar subjetivamente, de ser mais espontâneo e criativo na vida de que desfruta, não se fixando excessivamente a imagens do eu, respostas sintomáticas ou estereotipias da ação que limitam e estreitam seu horizonte existencial.

Este reposicionamento é alcançado na medida em que o dispositivo analítico oferece ao sujeito as condições para que ele se reconheça como autor de sua própria existência. Ao implicar-se no próprio sintoma que aparecia antes como um alien estranho e desconhecido a assombrá-lo, o sujeito amplia a percepção dos vários elementos e fatores que incidiram sobre seu percurso pessoal, sobre o papel de suas escolhas (conscientes ou inconscientes) na construção do eu que ele é, da vida que experimenta e do mundo que habita. Assim ele se habilita ao desprendimento de si, a ocupar sua existência com gestos mais espontâneos e menos autocentrados, mais criativos e menos auto-indulgentes. Deste ângulo, portanto, percebe-se que a psicanálise e o budismo se afirmam, por caminhos distintos, como saberes que visam a transformação da existência e como práticas que buscam a liberdade.

(Para o filósofo Slavoj Zizek o budismo é a prática ideal para os tempos neoliberais:cada vez mais se aproxima das neurociências e já não é visto como fenomêno exótico)

Tudo ou nada

soundCerta vez viajei pelas entranhas de meu mundo e percebi várias metáforas que faziam sentido e várias verdades que não. Ao primeiro momento entrei em estado de choque aclamado por conseguinte de uma suave sensação de gelo na cabeça(aquela dor insuportável que você adquire ao saciar-se se algo EXTREMAMENTE gelado e por alguns meros segundos seu cérebro CONGELA. PS: É sério, ele para de funcionar alguns segundos, ou seja, vc tecnicamente ja morreu varias vezes! Pense nisso.)
Ao abrir o livro de minhas memórias pude constatar que está faltando várias páginas interessantes, ou supostamente parecido com isso. Percebo que já não sou mais criança, apesar de não possuir os meus tão sonhados 2m, me contento com meus 87,3% deste pódio. Já me perdi milhares de vezes dentro de mim mesmo, e me achei poucas vezes. Acho que a vida é feita de momentos e esses momentos são quando você se acha…
Demorei pra entender(e ainda não entendo muito) que o cérebro humano é ligado à várias dimensões. Catalogado e totalmente aleatório. Chega ser cômico se não fosse baseado em fatos reais. Digo fatos porque você não é o primeiro e nem será o último a ter um cérebro. E cá entre nós, deixando esse papo nas entrelinhas, somos  quase nada de um quase tudo. Temos na ponta da mão TODA a Galáxia e ao mesmo tempo não sabemos o que fazer com praticamente quase tudo. Resumindo em outras palavras menos árduas e sinistras, somos donos do livre arbítrio, mas não somos donos de nossas verdades… Isso é VIDA! Isso é PSICOLOGIA!
Você pode ser quem você quiser! opa! Mentira! A verdade é que você pode tentar ser quem você quiser, mas na maioria das vezes isso não acontece. Por que? Porque no fundo do fundo do mais profundo senso comum de sua mente mediana, o que você quer de verdade não existe, é apenas um pensamento ligeiramente passageiro que se petrifica com a maturidade.

Nooooooooooossswaaa! Chega deu secura na boca de TANTO escrever. Não fez sentido? Como não? A primeira escrita vem na mente. Ou você acha que as palavras simplesmente saem sem nexo algum? Bem… às vezes sim, mas todas vieram de um único lugar, sua mente. Pensar cansa. Cansa muito. Ele é enrugado e dividido como uma noz gigante. Sim minha gente, estou falando do Cérebro! E tudo se baseia no autoconhecimento, você precisa primeiramente se conhecer, se permitir pra poder tentar viver.

Falando em Religião, uma delas que mais se destacou sobre o estudo da mente foi o Budismo. Mas também não podemos deixar a psicologia de fora deste ramo. Vou ser prático. A busca pelo conhecimento de si e a abordagem holística do ser humano e do mundo são apenas alguns dos aspectos comuns entre psicanálise e budismo. Que pode haver em comum entre uma tradição religiosa de 25 séculos nascida na Índia uma sociedade de castas altamente hierarquizada e marcada pela visão holística do mundo e uma prática clínica inventada na Europa há pouco mais de 100 anos, surgida como expressão de uma cultura laica, racional e individualista. Se prestarmos atenção aos percursos históricos, aos vocabulários, a práticas e rituais e a certos objetivos específicos desses dois campos, podemos ver budismo e psicanálise como universos MUUUUUUUUUUITO distintos: de um lado espiritualidade, contemplação e desapego ao eu, de outro teorias leigas, dispositivos clínicos e uma prática voltada para a ampliação da capacidade normativa do sujeito. No entanto, um olhar mais atento perceberá que por trás das aparentes diferenças há algumas afinidades muito importantes. Podemos citar pelo menos quatro.

O ponto de partida na experiência: tanto o budismo quanto a psicanálise partem da descrição e compreensão da experiência para desvelar a Natureza , o funcionamento do eu e para encontrar formas mais interessantes de lidar com os problemas. Aí se percebe um colorido fenomenológico comum a ambas as tradições porque seu centro (o que está sempre em questão, sendo observado e descrito) não é uma suposta natureza objetiva, acabada e independente é a experiência de si, do mundo, das relações com os outros, o modo como vivenciamos e interagimos com esses fenômenos.  Ou seja, poderia até chamar de destino, mas em outras palavras, um corpo e mente sã em perfeita harmonia com o universo faz a vida continuar.

Espólios e nada mais.

era ali

Não posso dizer que sou um cientista excêntrico, porém muitas de minhas virtudes e vaidades são fruto de uma disciplina rígida e atípica para pessoas de minha época. Vivi em um mundo caótico, onde a Guerra era algo comum, sentíamos o medo como um sentimento primário. Ser corajoso ou valente era suicídio. Éramos ovelhas aconselhadas por lobos internos.

Me lembro de um ditado uma vez, que minha mãe recitou aos cochichos da invasão de propriedade naquela noite:

“Existem dois lobos com fome, um de amor e esperança e o outro de medo e incertezas, qual dos lobos ganha?” A resposta: “O que vc alimentar mais.”

Os espólios fizeram pessoas como nós, professores, cientistas, médicos às vezes, mas o que me intrigou foi a causa disso. Não podemos condenar uma macieira por causa de uma fruta podre. Tivemos ensinamentos rigorosos, intensos porém o que define e diferencia o bem do mal é a sua escolha.

Achei que não nevaria naquela noite de lua cheia. Era quase natal, um sussurro pairava sobre a vila, era comum ouvir o vento cantarolar nas entrelinhas. Subiu um calafrio à espinha, não podia ter certeza, mas suspeitava que poderia ser aquele dia.

E por incrível que pareça…foi naquela madrugada… e tudo começou a fazer sentido naquela madrugada…

Faltou Sal.

epaE foi assim, acordando meio troncho que me deparei com aquela vista espetacular. Era um dia radiante, cheio de vida, o vento entrelaçando as poucas barbas de quase nada que eu possuía em minha escultural face. Ao abrir a Janela me deparei com aquela brisa, cintilante e gostosa, tipo a capa da playboy deste mês.

Ao olhar a escrivaninha, percebi que tinha várias cartas, alguns rabiscos, outros recortes de revistas e não me lembro de tê-los adquiridos. Era uma cabana bonita. Eu falei que era cabana? Não não, estava mais pra um Apêzim a beira do mar, porque eu conseguia ver a areia, chamei de apê porque eu descia uma escada na parte de trás  que me dava acesso a uma guarita de vidro de frente pra Rua. Parecia mais um duplex, ou talvez uma casa, fodasse (irrelevante agora).

Como a vida é estranha não? Uma hora você está na praia, curtindo o Verão, 40 graus tipo Rio, mas aquela maresia de Guarulhos, vendo aquele esgoto desabrochando odores agradáveis ao mar. Aí a criança não sabe o que é, pergunta ao pai, e o cara meio burro fala que é “encontro das Águas”, tipo aquele shopping da Capital, só que não é ele. Ou as vezes pode ser, meio sujo pá porra. Falando em pá, certa vez uma guria me chamou de Feipa, e pior que ela era gata viu.

Até perguntei o que seria isso, o tal do “FEIPA” e ela me respondeu sorrindo: Significa Fei pá porra (Feio pra porra), a gente riu várias vezes, e eu mentalmente quis dar 32 tiros na cara dela. Mas a vontade passou. Sou da paz, tipo Nelson Mandela com cara de Morgan Freeman, mas no estilo Charlie Brown!
Queria ter conhecido Fukushima, diziam que tinha um dos melhores doces de chocolate japoneses, aqueles que vc vê em padaria, chamado de “bomba” heuHEUhueUEuhe, entendeu a piada? Não? Fodasse.

Já sei!!! Às vezes escuto em minha mente algo assim: “Você é ridículo”, “Para com isso”, “São 200 reais amor”, acho que estou com fome, isso é sinal de fome, tenho quase certeza. I’m pretty sure! I guess… whatever.

Ahhhhhhhhhhhh tá, voltando ao assunto, então é isso aí, praia bonita, vento quente, cheiro do café, acho que vou fazer um macarrão com Bacon já que estou com Sono.

Ciao.

Treze!

Treze

Certas coisas de parar o trânsito!
Verdade incalculáveis

Semestre ja acabou eu acho.

NÃO me dê ordens papa!

What?!

Vejo peoples comendo nugets! (sei lá como escreve)

Às vezes a mão que balança o berço é diferente.

Imagens de Fukushima nunca vistas pelo homem.

Ai guésti jostiiiiii eveeeeeriiitiiingue!

Crepe por favor! Com duas bolas de chocolate, sem molho.

Tano nombre

Yes sir! Came Over Here!