Eles

O vídeo acima mostra um Gray durante uma interação em alguma base secreta dos EUA a respeito do Caso Roswell.(OBS: Este é o único Video de  um ET Gray visto realmente, o resto é tudo farsa, mas a mídia militar e o Governo secreto usa de vários recursos para misturar a verdade com a mentira.)

Fragmentos abaixo foram tirados do livro chamado de ” The Book of Alien Races” o “Livro de Raças Alienígenas”. O livro foi dado para os “Smersh- agents “, agentes russos por volta de 1946, Há também alguns alienígenas bons mas alguns são malevolentes. Nós iremos mostrar diferentes tipos, alguns são mencionados no livro.

Agharianos – (ou Agartianos): Um grupo de Asiáticos ou humanos nórdicos, que descobriram um sistema vasto de cavernas embaixo da região do deserto de Gobi e áreas subjacentes milhares de anos atrás, e estabeleceu um reino próspero, interagindo com outros sistemas planetários até hoje.

Alpha-Dracoanos – Seres reptilianos que dizem ter estabelecido colonias em Alpha Draconis. Como todos os reptilianos, pode terem se originado na Terra milhares de anos atrás, um fato que eles usam para justificar a tentativa de reconquistar a Terra que era deles.Eles são aparentemente, parte de um plano de invasão, que está eventualmente mudando de encoberta para uma invasão aberta, dependendo da “janela de oportunidade”, o intervalo de tempo, (antes que a sociedade internacional torne-se uma fonte interplanetária e interestelar) lentamente começa a se fechar. Eles estão tentando manter a janela  aberta, suprimindo tecnologia avançada das massas, que poderá levar a uma eventual colonização da Terra de outros planetas e um eventual solução para a o crescimento da população, poluição, fome e outros problemas de meio ambiente. Sendo que os terráqueos têm um instinto puro de  guerreiros draconianos,  não querendo que nós atingimos capacidades interestelares e, portanto, tornarmos  uma ameaça às suas agendas imperialistas.

Altairianos – Alegados habitantes reptilianos do sistema estelar Altair na constelação da Águia, em colaboração com um elemento menor de nórdico humano e um dos colaboradores Greys e presença  entre os militares Terrenos. Sede de uma raça conhecida como o grupo que mantém laços com o Ashtar e as raças Draconian (draconiana – Comando Ashtar).

Anfíbios  – Similar aos Saurianos ou reptilianos, ainda sendo criaturas humanoides como os reptilianos, tem características como anfíbios e são semi aquáticos na natureza, podem ter uma vez vivido em terra, se tornando mais aquático ao longo dos séculos. Eles foram encontrados perto de regiões pantanosas, rios, etc, e ter sido conhecidos  por atacar as pessoas sem ser provocado. É interessante que alguns tipos de cinzas e reptilianos podem ser meio aquáticos com dedos das mãos e pés de pato.

Anakim – Nephilins – Conhecidos como “RA”, abreviação de “raça anciã” ou simplesmente que refere-se aos gigantes, na antiga tradição hebraica (Nefilins), esta raça está ligada com seres humanos antigos, que desligaram-se da humanidade, porque o tamanho de sua raça foi devido a anomalias genéticas feitas por eles. A altura deles, podem variar entre  2 até 3,7 metros, embora na aparência eles são muito semelhantes aos humanos. Possuem um meio de condensação molecular e expansão que permite que alguns de sua espécie podem misturarem-se entre os humanos da superfície. Eles foram supostamente encontrados em sistemas de cavernas profundas e extensas abaixo da parte ocidental da América do Norte, no extremo norte do Alasca, até o sul do México e Texas.Acredita-se que têm capacidades de viagem interestelar.

Andromedanos –  O conselho de Andromeda  ordenou que toda presença extraterrestre esteja completamente fora do nosso espaço (espaço terrestre). Eles querem que todos os extraterrestres , benevolentes ou não, fora do planeta Terra. Isso é muito interessante porque existem 1,833 reptilianos vivendo em nosso planeta  e mais de 18.000 Greys vivendo em bases subterrâneas e e também em outras bases subterrâneas na Lua. O conselho quer ver como os humanos iriam conviverem entre si quando não estivemos sendo manipulados pelos extraterrestres, desde quase 5.723 anos!

Anunnaki – Nimrod era um adorador de Anu, Ninmrod ao contrário de Abraão, não acreditava em uma divindade invisível. Nimrod queria que Abraão adorasse Anu, a mais alta entidade da raça conhecida como Ellyown Ellyown El. (raça anciã). Ninrod foi o fundador da cidade chamada Babilônia, e sua influência arquitetônica mais famosa foi a construção da Torre de Babel. Nimrod tinha também uma cidade nomeada em honra de Anu. Foi chamada de Calnech ou Kaneh (Gênesis 10:10), que significa “fortaleza de Anu”. Costumava ser a antiga capital da Babilônia, Mesopotamia.Calneh é freqüentemente associada com Nippur, foi a cidade onde moravam os Anunnakis. Nippur também era conhecido como Kodesh, foi originalmente chamado de “Nibruq” que significa “lugar de Nibiru na Terra “. Era a cidade de Enlil, o Anunnaki Eloheem, filho de Anu e Antum. Não só foi Calneh uma das cidades de Ninrod, houve também Babel ou Babilônia, o sítio antigo  e a capital do Babilonia perto do rio Euphates. Erek uma cidade a 40 milhas a noroeste de Ur, em direção a Babilonia no lado esquerdo do rio Eufrates, e Accad ou Akkad – uma cidade ao norte da Babilônia e uma parte do distrito em torno dela, são todas parte da terra de Sinar, chamado por muitos de “o país de dois rios “, que significa literalmente” planícies das planícies “. Na terra de Sinar, chamda hoje de Iraque, é o lugar onde os antigos sumérios construíram uma  das civilizações mais avançadas do mundo, onde poderemos encontrar pictogramas e  escritas cuneiformes. Frases do feitiço de Leviatham “666” (Spell of Kingu) Dr.Malach.

Antartianos – Esta é supostamente uma área secreta de operações para ambos seres humanos e reptilianos. Dis-se, que os  cientistas arianos-nazistas realmente desenvolveram aeronaves em forma de disco, capazes de desempenho aéreo muito avançado, e alguns símbolos da suásticas foram vistos em alguns discos.Eles eram pilotados por homens de cabelos louros, de olhos azuis e arianos, e chamados de “raça pura”.Parece que houve mais do que uma sociedade humana de cabelos louros envolvidos no assunto OVNIs, e as sociedades humanas, especialmente subterrâneas podem ter desenvolvido o cabelo louro devido à falta de luz solar. Não parece ser nada mais do que uma conexão de periféricos (ou seja, vamos nos referir aos Antartianos como os arianos, os telosianos que estão para os louros, e Pleiadianos para os nórdicos, a fim de desencorajar a confusão). Os antartianos podem consistir em grande parte de um remessa (SERÁ QUE HITLER FEZ GENÉTICA HUMANA COM OS ALEMÃES?) de olhos azuis produzidos, puros, arianos louros que se tornaram vítimas da obsessão de Hitler para criar uma super-raça, e como sugerido por Harbinson e outros, a maioria destes pode ser controlada por meio de manipulação da mente e implantes, sendo “drones humanos “que são utilizados para manter esta sociedade oculta em funcionamento. Um sistema subterrâneo maciço de humanoides-reptilóides chamado de “New Berlin”, é dito que se encontram abaixo das montanhas de Neu Schwadenland, Antarctica. Diz-se por algumas fontes que esta força humano-alienígena,  espalhou terror por este setor da galáxia, conquistando e cometendo atrocidades inenarráveis contra os habitantes pacíficos de outros planetas.O  famoso caso Barney Hill, que juntamente com sua esposa foram abduzidos por Greys Zeta Reticulanos, em 1961, declarou sob hipnose regressiva que ele tinha encontrado um cientista nazista alemão de olhos demoníacos com os Greys a bordo da nave, é sabido que o tratado original com os Greys foi estabelecido pela Illuminati da sociedade Thule, Bavária, já em 1933, e esta sociedade foi trazida para a América através da CIA, qual foi criada com a ajuda de nazistas agentes da Quinta Coluna Americana, bem como um grupo de cientistas que foram trazidos para a América através do projeto  Clipe de papel ou  “operação paperclip” e outras operações.

Raça Antares  – Grupo alienígena que era afiliado com projeto Mountauk, mas apenas como observadores. Eles olhar humano.

Arcturianos – Leia no link a seguir pretendo escrever muito sobre eles: Clique Aqui

Atlantes –  Eles são humanos, usualmente descritos como sendo benevolentes, em comparação  com outros grupos, que também habitam vasto e complexas cidades em cavernas do sul do Brasil e regiões subjacentes. O termo Atlantes ou Atlan, em referência a essas raças, foi colocada neles por causa do fato de que esses sistemas de cavernas ao longo da costa leste do Brasil, uma vez foi parte do império Atlante, antediluviano. Os presentes habitantes não tem direta relação genética com os atlantes  que viveram com a sociedade Atlântida, qual controlou estas cavernas milhares de anos atrás, mas são referidos como Atlantes, simplesmente porque são descendentes daqueles que redescobriram e habitaram as antigas instalações Atlânticas. Como na América do norte  e outros continentes, ambos e comuns gnomo-humanos, são encontrados aqui, alguns possuem discos voadores com tecnologia avançada. Os Telosianos reivindicam ter conexões com a América do Sul, especialmente com o Mato Grosso, região onde  uma cidade irmã Posid existe em um enorme sistema de cavernas subterrâneas.

 

 

VIVA DE ACORDO COM AS SUAS ESCOLHAS E NÃO COM AS DOS OUTROS

shee

Era uma vez uma menina que tinha tudo para ser feliz. E ela foi. Até que um dia percebeu que aquela felicidade toda não a pertencia, que era o contentamento de outras pessoas projetado nela, assim como as expectativas e os desejos alheios que nela refletiam, mas que não brotavam do seu interior. Então, numa noite de inverno ela partiu com uma mala e poucos pertences. Levava consigo o que tinha de mais valioso: o seu coração, uns trocados de paz e um sonho de liberdade. Arrastou a bagagem junto com a responsabilidade pela desventura que causaria aos seus dominadores, e ao mesmo tempo, com a leveza de quem, por fim, encontrava o seu próprio caminho.

Escolhas e mais escolhas. Quando não as fazemos, alguém faz por nós, e só nos resta aceitar e interpretar o papel que nos foi dado. Apesar de tudo, a esperança é a nossa fiel companheira e com ela sempre haverá um tempo de parar o jogo, mudar de time, abandonar a partida, descansar ou recomeçar.

As vezes estamos tão imersos numa vida contida, designados diante de uma rotina sóbria, que não percebemos o tamanho do incômodo. Notamos o rombo somente quando o tiro se alastra e nossos pedaços vão ficando pela estrada. Nos tornamos pessoas esburacadas, dessas que a tristeza vai corroendo pouco a pouco, impedindo que a alegria se instale e tampe os furos. Porque mesmo que nos emprestem felicidade, de nada adianta se ela não vir de dentro. Somente quando brota de nós ela é capaz de fechar os buracos da sorte ilusória.

Para que a felicidade nasça no peito é preciso libertar-se do peso que se carrega para agradar os outros, jogar fora os personagens que foram criados para somente dizer sim, abrir mão da cordialidade forçada e da aceitação sem questionamento. Seremos ininterruptamente tristes enquanto não houver uma quebra do comportamento passivo.

Eu sei que é bem comum nos deixar levar pelas situações sem medir os riscos e as consequências que as nossas eleições podem causar. Existem momentos que somos honestamente felizes, desejamos com todo o nosso coração seguir determinado caminho. Até que as certezas começam a embaralhar e a vida se consuma em uma enxurrada de lamúrias, pesares e arrependimentos. Neste momento você se dá conta de que está cumprindo um papel para que outros estejam contentes, enquanto você se priva da própria glória, se mutila em frustrações, se afunda na sensação de incapacidade para dar um basta, virar a página, mudar o rumo.

O fato é que das mais banais às mais complexas, todas as rotas têm as suas flores e os seus espinhos. Cabe à nós termos força suficiente para desencravar os ferrões, mesmo sentindo dor, e seguir adiante. Seja no solo quente ou em águas geladas, o importante é abandonar o padecimento e buscar outra saída antes que o fel nos sorva.

Mas e aquela menina, o que aconteceu com ela? Ah, ela ousou encontrar a satisfação nos altos e baixos que a nova vida possibilitava. Com menos dinheiro e mais autonomia, poucas cobranças e muita coragem, com escassez de pressão e sem depreciação, com excesso de perseverança e dignidade. Assim, já sem reproches e pessoas que a tolhessem das suas capacidades e desejos, ela conheceu a felicidade genuína na grandeza do amor próprio, na enormidade dos poucos e verdadeiros amigos. Descobriu que tudo o que tinha de nada valia, que nessa vida só é possível ser feliz quando seguimos o coração.

Por Karen Curi(colunistas)

Zygmunt Bauman

zygmunt-bauman-vivemos-tempos-liquidos-nada-e-para-durar.html‘Três décadas de orgia consumista resultaram em uma sensação de urgência sem fim’

Zygmunt Bauman presenciou os principais acontecimentos do século 20 e na virada do milênio criou uma teoria que levaria seu nome para além do campo da sociologia e o tornaria um escritor best-seller – sobre a liquidez da sociedade, das relações, do nosso tempo. Um dos principais pensadores da modernidade, este polonês prestes a completar 91 anos não perde um debate, e tudo que o inquieta é transformado em livro. Fecundo autor, já escreveu cerca de 70 títulos – entre os mais de 30 publicados no Brasil, todos pela Zahar, estão Modernidade Líquida, Amor Líquido e o mais recente A Riqueza de Poucos Beneficia Todos Nós? Ele está lançando agora Babel – Entre a Incerteza e a Esperança, mas, nesta entrevista concedida ao Aliás, já anuncia uma nova obra para 2017, Retrotopia, e comenta sobre Strangers at Our Door, de 2016 e ainda inédito aqui.

Babel fala do interregno – termo usado por Bauman e pelo jornalista Ezio Mauro, seu interlocutor na obra – em que estamos vivendo. Um tempo entre o que não existe mais e o que não existe ainda. De incertezas e instabilidade. Para eles, não há, no momento, movimento político que ajude a minar o velho mundo e esteja preparado para herdá-lo. Um período em que testemunhamos uma guinada conservadora geral, a instalação do medo devido a ameaças terroristas constantes – a ponto de um grupo de espanhóis confundir uma flashmob com um ataque e entrar em pânico – e as crises diversas – econômica, política, migratória, e, sobretudo da democracia que, depois de muito esforço para derrotar ditaduras, ainda precisa lutar diariamente por sua supremacia e para provar sua legitimidade, como apontam os autores. A seguir, trechos da entrevista de Bauman, professor emérito das universidades de Varsóvia e de Leeds.

Quando o sr. criou o conceito de modernidade líquida, vivíamos tempos melhores ou piores? O conceito ainda se aplica hoje ou já caminhamos para um outro tempo? Que interregno é esse que estamos vivendo e o que acontece depois?

Como medir a relativa excelência do nosso estilo de vida? Em que aspectos, por quais critérios? E quem são os “nós” cuja vida queremos analisar? Entre os diferentes setores da sociedade nem o ritmo e nem as direções tomadas são coordenadas (pense no fabuloso crescimento da renda e da riqueza dos 1% que estão no topo da hierarquia social frente à estagnação ou mesmo piora do nível de vida dos restantes 99%, e a outrora confiante classe média se juntando ao ‘proletariado’ ortodoxo para formar uma nova categoria, do ‘precariado’ – notória pela posição social frágil e suas perspectivas indefinidas). No geral, podemos dizer que 15 anos depois da publicação de Modernidade Líquida, a nova era, ainda incipiente e pouco percebida em meio a 30 anos de orgia consumista, de gastar dinheiro não ganho e de viver o pouco tempo que resta em novos bairros já moribundos está chegando à sua total fruição: estamos vivendo à sombra de suas consequências. E isso significa incerteza existencial, medo do futuro, uma perpétua ansiedade e uma sensação de urgência sem fim, com a primeira geração do pós-guerra sentindo a queda do nível de bem-estar social conseguido por seus pais e, na vida pública, a perda total de confiança na capacidade dos governos cumprirem suas promessas e o dever de proteger os direitos dos cidadãos e atender aos seus interesses. O fim desta confiança engendra, por outro lado, um ambiente em que ‘ninguém assume o controle’, em que os assuntos do estado e seus sujeitos estão em queda livre, e prever com alguma certeza que caminho seguir, sem falar em controlar o curso dos acontecimentos, transcende a capacidade humana individual e coletiva. O ‘interregno’ significa que velhas maneiras de agir não dão mais resultado, contudo, as novas ainda precisam ser encontradas ou inventadas. Ou: tudo pode acontecer, mas nada pode ser feito e visto com certeza.

bauman

De repente, parece que o mundo virou de ponta-cabeça: ameaças terroristas, crises econômicas, sociais e migratórias – e uma guinada conservadora está em curso. Como chegamos até aqui? Isso foi uma surpresa? 

A probabilidade dos fenômenos que você mencionou foi sugerida – na verdade, inferida – pelos sintomas que se acumulam da cada vez mais ampla separação, beirando o divórcio, do poder (ou seja, a capacidade de realizar as coisas) e da política (a capacidade de decidir quais coisas necessitam ser feitas). Essas duas condições indispensáveis para uma ação efetiva até mais ou menos 50 anos atrás caminhavam de mãos dadas no Estado-nação, mas se separaram e seguiram destinos diferentes: enquanto o poder em grande medida ficou ‘globalizado’ – e se tornou ‘extraterritorial’, livre de controles, direção e orientação por instituições políticas – a política permaneceu como antes, local, confinada ao território do Estado e impotente diante da influência importante dos poderes que não se submetem a controles e que são os que importam na escala global. Hoje, os poderes emancipados do monitoramento e da supervisão política enfrentam políticos pé no chão e sofrendo o contínuo, e até agora incurável, déficit de poder. Vivemos uma crise institucional permanente. Os instrumentos de ação coletiva herdados dos nossos ancestrais e cujo fim foi servir à causa da independência de estados territorialmente soberanos não são mais adequados nesta situação de interdependência mundial criada pela globalização do poder.

A atual crise da democracia, e, portanto, a crise das instituições democráticas, como o sr. coloca, são importantes tópicos de ‘Babel’. O senhor diz que os governos democráticos são instáveis porque tudo está fora de controle, e que a democracia não é autossuficiente. Qual é a real ameaça que enfrentamos? E qual é a origem desta crise?

Uma advertência: ‘crise de democracia’ é uma abreviação, uma noção limitada. Em países com constituições democráticas, a crise de um Estado-nação territorialmente confinado é culpa (afirmação fácil, mas não muito competente) de seus órgãos e características definidos constitucionalmente, com a divisão de poderes, liberdade de expressão, equilíbrio de poderes, direitos das minorias, para citar alguns. Mas se a democracia está ‘em crise’ é porque o Estado-nação territorialmente soberano (concebido em 1648 pelo Tratado de Westfalia e cuja fórmula é cuius regio eius religio – os súditos obedecem ao governante) está em crise, incapaz de atacar e enfrentar, sem falar em solucionar, problemas gerados pela nova interdependência da humanidade. Houvesse um governo autoritário ou ditatorial substituindo um regime democrático, os órgãos políticos resultantes não estariam livres da fragilidade dos órgãos de governos democráticos que ele substituiu e pela qual a democracia hoje é acusada. Quero acrescentar que o veredicto atribuído a Winston Churchill (“democracia é o pior dos sistemas políticos, à exceção de todos os outros”) continua verdadeiro até hoje. Para não dar confusão, acho que é aconselhável evitar atribuir responsabilidades pela impotência observada hoje dos Estados territorialmente soberanos e, em vez disso, analisar a incongruência fundamental do nosso tempo ansiando por uma revisão radical das ideias e uma reformulação das formas de coabitação da humanidade na Terra. Segundo Ulrich Beck, essa incongruência deriva do fato de que nós todos, gostemos ou não, já estamos inseridos numa situação cosmopolita, mas não nos preparamos seriamente para a tarefa extremamente urgente de desenvolver e assimilar a consciência cosmopolita.

No Brasil existe um grupo pedindo a volta dos militares ao poder e outro dizendo que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff é golpe político. Na Turquia, os militares tentaram tomar o poder. De onde vem essa vontade de “ordem”? O quão prejudicial isso pode ser para o atual estado das coisas? Enquanto isso, Trump conquista legitimamente mais e mais eleitores. O que sua vitória pode representar para o mundo? E o que sua ascensão nos diz sobre os EUA de hoje?

O problema não é o número crescente, em vários países, de pretendentes a regimes autoritários, mas do ainda mais rápido crescimento de seus devotados apoiadores. Não é uma questão sobre os que querem o poder (eles sempre serão muitos, já que a demanda popular por eles é abundante), mas sobre a ampliação da demanda pelos serviços que eles falsamente prometem que constitui indiscutivelmente o mais perigoso dos desafios futuros que enfrentaremos. Aproveito para citar, neste aspecto, um fragmento do meu recente livro Strangers At Our Doors: “Numa flagrante violação da intenção e das promessas modernas de substituir as incertezas do destino por uma ordem coerente das coisas, sem ambiguidades, orientada por princípios morais de justiça e responsabilidade – assegurando assim uma correspondência estrita entre as aflições dos humanos e suas opções comportamentais –, os humanos hoje veem-se expostos a uma sociedade repleta de riscos, mas vazia de certezas e garantias. A primeira causa é a transcendental ‘individualização’, codinome dos que representam para a imaginada insistência da ‘sociedade’ em subsidiar a tarefa de resolver os problemas gerados pela incerteza existencial com recursos eminentemente inadequados exigidos dos próprios indivíduos. (…) Como Byung-Chul Han sugere, nossa ‘sociedade de desempenho’ se especializou numa mudança no campo da manufatura e no expurgo de ‘depressivos e desajustados’. Eles são simultaneamente vítimas e cúmplices do seu fracasso e da depressão que ao mesmo tempo é causa e consequência. (…) Com os poderes do alto lavando as mãos e rejeitando seu dever de tornar a vida das pessoas suportável, as incertezas da existência humana são privatizadas, a responsabilidade para enfrentá-las tem de ser arcada pelo frágil indivíduo, enquanto as opressões e calamidades existenciais são descartadas como tarefas tipo ‘faça você mesmo’ a serem executadas pelo indivíduo que padece. (…) Para o indivíduo que se vê abandonado e desalojado com a retirada do Estado, a ‘individualização’ pressagia uma nova precariedade da condição existencial: uma situação ruim que se torna cada vez pior.” Agora este é um contexto psicossocial em que a ânsia de um homem forte (ou mulher) que proponha ‘me deem o poder absoluto e eu o libertarei das tormentas de riscos que você não consegue enfrentar e das decisões que não consegue tomar’, só se expande.

Onde estão nossas utopias? Estamos perdendo nossa capacidade de sonhar?

Acho que uma mudança transcendental é provável. Ao sonharmos com uma sociedade mais acolhedora e uma vida decente e significativa, avançamos gradativamente da utopia (lugar ainda inexistente, mas à espera no futuro) para o que chamo de ‘retrotopia’ (‘volta ao passado’, ao modo de vida que foi exageradamente, irrefletidamente e imprudentemente abandonado). Trato disso no meu novo livro, <CF742>Retrotopia</CF>, a ser publicado pela Polity Books em 2017. Podemos concluir que passado e futuro estão nesse quadro intercambiando suas respectivas virtudes e vícios. Agora é o futuro que parece ter chegado ao tempo de ser ridicularizado, sendo primeiro condenado pela falta de confiança e dificuldade de manejar e que está em débito. E agora o passado é o credor – um crédito merecido porque neste caso a escolha ainda é livre e o investimento é na esperança na qual ainda se acredita.

O senhor é otimista com relação ao futuro próximo do mundo? A esperança é mesmo imortal, como o senhor afirma em ‘Babel’?

Procuro seguir o preceito de Antonio Gramsci: ser pessimista a curto prazo e otimista a longo prazo. Afinal, esta não é a primeira crise na história da humanidade. De alguma maneira, as pessoas encontraram meios para superá-las no passado. Eles podem (e é essa capacidade que nos torna humanos) repetir a façanha mais uma vez. A única preocupação é: quantas pessoas pagarão com suas vidas desperdiçadas e oportunidades perdidas até que isto ocorra? /TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Os Vampiros Emocionais

eessIndivíduos que se alimentam da energia emocional dos outros são susceptíveis a manipular emocionalmente suas ‘vítimas’ para atingir seus objetivos. Muitas vezes eles se aproximam das pessoas ao seu redor para externar a sua negatividade e se aproveitar do poder do seu interlocutor.

Além disso, uma vez que descarregam seus pensamentos e emoções negativas, eles deixam a cena e se preparam para encontrar outra pessoa para descarregar o seu desconforto.

Empatia zero

Vampiros emocionais se caracterizam por ter muito pouca empatia. Se mostram claramente egoístas ao usar a presença de outra pessoa para esvaziar toda a sua negatividade acumulada, não se importando que isso possa gerar desconforto e angústia  para o seu interlocutor. Eles não se colocam no lugar do outro.

Embora tenham certos aspectos em comum, vampiros emocionais podem assumir várias formas. É por isso que segmentamos um total de sete personalidades típicas de pessoas que roubam o seu otimismo.

1. Personalidade exigente

Não só se encarrega de apontar suas falhas como também contraria tudo o que você faz ou diz. O seu objectivo principal é fazer você se sentir inferior a ele. Você está sempre errado e ele sabe a verdade de tudo. Além disso, se você questionar a sua atitude, o normal é que ele se justifique dizendo que “só quer o melhor para você.”

Se você ficar perto dessa pessoa por algumas horas vai notar que muito do que ela diz são críticas e mais críticas. Nada parece certo, desde coisas banais como o último filme que você viu ou a série de televisão que está na moda, até as suas idéias, seus gostos ou o seu comportamento.

Este tipo de vampiro emocional é tão intransigente que acaba sendo irritante e pode levá-lo a um estado emocional terrível. Tenha cuidado para não se infectar e começar a criticá-lo também!

2. Personalidade pessimista

O vampiro emocional também pode assumir a forma de pessimista inveterado. Sempre vê a vida com o copo meio vazio, tudo parece negativo e você vai sofrer horrores para convencê-lo de que está sendo pessimista demais … porque ele sempre prepara um contra-argumento que “prova” que a existência não vale a pena.

Se você conviver com este tipo de pessoa, pode acontecer de você acabar se convencendo de que a sua visão das coisas estava errada e se tornar também uma pessoa pessimista, negativa e sem esperança de melhoras.

3. Personalidade catastrófica

Os vampiros emocionais também podem ser alarmantes. Esta personalidade leva o pessimismo ao extremo, para eles qualquer fato ou situação leva a uma escala apocalíptica.

Seus tópicos de conversação favoritos se referem a catástrofes e matanças que ouviram nos programas de notícias ou mesmo desastres que não ocorreram, mas que na sua opinião, acreditam que poderiam acontecer.

Este tipo de vampiro emocional acredita firmemente que a vida se resume a enfrentar uma longa lista de perigos iminentes e infortúnios. Se você tiver a infelicidade de conviver com alguém assim, vai logo perceber que se sente exausto com frequência e, na pior das hipóteses, pode começar a incorporar algumas de suas paranóias.

4. Personalidade vitimista

É aquela típica pessoa que não para de reclamar sobre tudo o que acontece. Indiferente se as coisas estão indo bem ou mal, ela sempre encontra razões para se queixar e se fazer de vítima.

Em uma pessoa vitimista é muito difícil de encontrar apoio emocional, pois ela sempre vai acreditar que seus problemas são muito mais importantes do que os seus. É provável que você note que o vitimista quer que você faça um download de todos os seus problemas quando ele fala, mas raramente se mostra aberto para ouvir e oferecer apoio quando é você quem precisa falar dos seus problemas pela ele.

5. personalidade agressiva

São pessoas que reagem violentamente sem motivo. Se você dizer ou fazer algo que não lhes parece bom como, por exemplo, um gesto mal interpretado ou por um comentário fora de contexto, isso poderia ser o suficiente para acender a sua fúria.

Suas reações são desproporcionais, de modo que pode ser um problema grave se você não tiver cuidado com o que faz ou diz. É claro que conviver com uma pessoa que o obriga a calcular milimetricamente tudo o que você faz ou diz não é positivo para a sua saúde mental. E, escusado será dizer, que você vai se sentir esgotado após dez minutos de conversa com o vampiro emocional agressivo.

6. Personalidade sarcástica

Esta é a personalidade de um vampiro emocional especialmente irritante. A pessoa sarcástica adora jogar ironias sobre você, dardos envenenados, e ao mesmo tempo se proteger atrás da leveza de uma “simples brincadeira.” Assim, ninguém pode culpá-lo por ser rude, porque “era apenas uma piada”.

Embora, às vezes, as suas observações possam ser engraçadas e espirituosas, a verdade é que muitas vezes excedem os limites do respeito e são cruéis para outras pessoas. Se você estiver muito exposto a uma pessoa que faz comentários sarcásticos e cortantes sobre você, isso pode acabar com a sua auto-estima. Além disso, é cansativo. É como um soldado isolado em território inimigo: você só pode rezar para que as bombas não caiam sobre você.

Como são vampiros emocionais comportam?

Vampiros emocionais se aproveitam de dois elementos para começarem a roubar a energia emocional daqueles que os rodeiam: Tempo e proximidade. É preciso que consigam definir certos laços emocionais e de amizade com a outra pessoa. A partir daí, basta tirar proveito de suas fraquezas.

Por isso é muito difícil manter um bom estado emocional se o vampiro emocional é uma pessoa que faz parte do nosso círculo interno: família, amigos ou cônjuge. Quando mais próxima for a relação, mais ela vai lhe causar efeitos nocivos.

O vampiro emocional sabe como escapar

Normalmente, o vampiro emocional tenta humilhar ou desqualificar os outros, mas muitas vezes se escondem atrás de justificativas e pretextos para demonstrar o seu ponto de vista e ”provar” para os outros como é bom.

Alguns vampiros podem não estar cientes de que estão roubando a sua energia emocional

No entanto, é claro que podem haver casos em que a personalidade do vampiro emocional não é experimentada conscientemente. Alguns vampiros emocionais não são capazes de perceber que se comportam assim, e não estão cientes dos efeitos negativos de suas ações sobre as pessoas ao seu redor.

As causas do comportamento vampírico

 

Às vezes não percebem que o seu comportamento pode ser causado por situações ou eventos traumáticos que viveu anos atrás (ou talvez também por imitar comportamentos e atitudes  disfuncionais que viu em seus pais), e o produto disso é que suas relações com outras pessoas é influenciada por esses mecanismos de defesa que foram adquiridos e consolidados como parte de sua personalidade.

Cabe a você avaliar se o vampiro emocional merece uma segunda chance

Naturalmente, o fato de que alguns vampiros emocionais não estarem completamente cientes de que estão sugando o seu bem-estar emocional não é desculpa para irrelevar o dano que causam em você.

É uma questão de detectar o problema cedo e tomar as medidas adequadas e justas: em alguns casos, uma conversa sincera pode surtir efeito e consertar a situação. Em outros casos, a melhor solução é se distanciar deles.

Fonte: psicologiaymente traduzido e adaptado por Psiconlinews

Paz

pieceE a paz eu encontro ao fechar os olhos. Ao abri-los eu contemplo a vida. Bendito aquele que sente tudo de um pouco ao invés de um pouco de tudo.

Pescador de Palavras

sureal.jpg

Por quê a busca incessante pelo progresso é algo imensurável?

Existia aquele que buscava a palavra, o jeito que as escolhia, a sabedoria em cada movimento. Era de uma idoneidade marcante, mal sabia que se tornaria um ser lendário com o passar dos tempos.

Sua afeição refletia a serenidade de uma criança, a pureza de uma rosa, o andando calmo de um ancião. Era a sintonia perfeita, em um mundo imperfeito. Deixava o medíocre discutir com as pessoas, o comum discutir os fatos e os sábios discutir ideias.

E mesmo assim, ele cultivava as palavras… semeando as mais precisas e guardando-a para um futuro próximo.  

 

Religião

f.jpg

A religião é um sistema de doutrinas e promessas que, por um lado, lhe explicam os enigmas deste mundo com perfeição invejável e que, por outro lado, lhe garantem que uma Providência cuidadosa velará por sua vida e o compensará, numa existência futura, de quaisquer frustrações que tenha experimentado aqui. O homem comum só pode imaginar essa Providência sob a figura de um pai ilimitadamente engrandecido. Apenas um ser desse tipo pode compreender as necessidades dos filhos dos homens, enternecer-se com suas preces e aplacar-se com os sinais de seu remorso. Tudo é tão patentemente infantil tão estranho à realidade, que, para qualquer pessoa que manifeste uma atitude amistosa em relação à humanidade, é penoso pensar que a grande maioria dos mortais nunca será capaz de superar essa visão da vida. Mais humilhante ainda é descobrir como é vasto o número de pessoas de hoje que não podem deixar de perceber que essa religião é insustentável e, não obstante isso, tentam defendê-la, item por item, numa série de lamentáveis atos retrógrados.

Sigmund Freud