O tempo não existe.

dd.jpgMe incomoda um bocado sempre que ouço algo do gênero “ela não tem mais tempo para isso” ou “ela tem que decidir antes que seja tarde demais” ou qualquer outra frase que enfoque o tempo como se este tempo fosse igual para qualquer um de nós. Cada pessoa nasceu no seu tempo e morrerá no seu tempo. O que ela fizer a partir da linha de partida e antes de cruzar a linha de chegada será única e exclusivamente realizado dentro do seu único e exclusivo tempo.

Não existe a “hora certa” de casar, de ter o primeiro filho, de ter o segundo filho, de estudar, de namorar, de deixar um emprego, de abrir um negócio. Não existe hora marcada em lugar nenhum. Cada um de nós enfrenta uma jornada própria e a felicidade é uma experiência singular.

Quem faz a nossa hora somos nós. Não existe regras em relação ao tempo. Alguém viu algum relógio por aí? O tempo é único, individual e está dentro de cada um de nós. Só nós sabemos em que tempo estamos de nossas vidas.

Sou fiel seguidora dos ensinamentos do líder espiritual indiano Sri Sri Ravi Shankar. Há um trecho de um texto dele que tenho emoldurado em meu quarto de ioga e meditação e que diz assim:

“Alguns estão solteiros, alguns estão casados e esperaram 10 anos para ter um filho. Outros tiveram um filho depois de um ano de casados. Alguns se formaram aos 22 anos e esperaram cinco anos para conseguir um bom emprego. Outros se formaram aos 27 e encontraram o emprego de seus sonhos imediatamente. Alguns se tornaram presidentes de grandes empresas aos 25 e morreram aos 50, enquanto outros se tornaram presidentes aos 50 e viveram até os 90.

Cada um trabalha com seu próprio fuso horário. As pessoas conseguem lidar com situações apenas de acordo com seu próprio tempo. Trabalhe com seu próprio tempo. Seus colegas, amigos, conhecidos mais jovens podem parecer estar “à frente” de você; outros podem parecer estar “atrás”. Não os inveje nem zombe deles. Apenas estão em seu próprio tempo – e você está no seu. Você não está atrasado nem adiantado. Você está exatamente na hora certa”.

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Não é o amor que sustenta o relacionamento, é o modo de se relacionar que sustenta o amor

abraçoAmar é tão simples. As pessoas é que complicam, as pessoas é que idealizam demais e esquecem de viver a realidade que, por mais complicada que possa parecer, continua linda de viver. As pessoas se esquecem de que o amor precisa ser alimentado não com presentes e jantares caros. Não, o amor não precisa ser financiado para se manter.

O problema é que as pessoas se esquecem do chocolate favorito quando vão ao mercado, se esquecem de que aquela camiseta do Star Wars vai fazer o coração do outro bater mais forte e que o sorriso vai ser desenhado aos poucos em seu rosto como quem diz obrigada.

As pessoas se esquecem da cor favorita, da sobremesa preferida, se esquecem de que um filme de comédia romântica, em um final de tarde no domingo, faz bem. As pessoas se esquecem de elogiar aquele vestido novo, de dizer o quanto está linda naquele pijama velho que a deixa ainda mais bonita.

As pessoas se esquecem da importância de assistir um jogo de futebol com o parceiro, de gritar com ele quando o seu time faz um gol e de vibrar com os “quase” gols.

As pessoas se esquecem de tirar um tempo de qualidade para escutar o outro. As pessoas se esquecem de dar uma flor dessas que a gente rouba do quintal dos outros (risos). De elogiar o perfume novo e de dizer aos pés do ouvido o quanto ama esse alguém.

Não precisa de buquê no trabalho, não precisa levar para jantar em um restaurante caro, não precisa encher de joias, comprar presentes caros. Não precisa disso para manter a chama do amor acesa. Não é isso que faz pegar fogo.

Um beijo na testa faz o coração de qualquer mulher se acalmar, um abraço quando as coisas não estão bem faz com que a gente se sinta protegido e assistir aquele filme que o outro tanto quer, também sabe agradar.

Beijos ao pé da orelha causam arrepios e o toque sincero faz o corpo balançar. O problema é que as pessoas são intensas demais no começo de um relacionamento e fazem de tudo para conquistar o outro, mas não sabem como lidar com todo o sentimento que, às vezes – na maioria das vezes – parece não caber dentro da gente.

E aí vem os inúmeros presentes, os inúmeros agrados, os inúmeros elogios e depois de um tempo, a insegurança vai embora e a gente se esquece de que é preciso conquistar todos os dias. Mas isso, ao contrário do que muita gente pensa, não é um fardo, obrigação e está longe de ser um sacrifício.

É a simplicidade que emociona, é o beijo de bom dia, é o “sonhei com você”, é o elogio sincero e inesperado, é o cuidado, é fazer aquele mousse de maracujá, preparar uma janta em casa mesmo e dizer: “Só tinha ovos, fiz um omelete delicioso pra nós dois. Espero que goste”. Um recado deixado no meio dos seus livros é o suficiente para fazer o nosso coração sorrir.

Vai, manda um SMS no meio da tarde dizendo que não consegue parar de pensar nele, compra o seu chocolate favorito e aparece de surpresa. Vai, compra uma rosa – não um buquê- e deixa um bilhete dizendo o quanto você a ama.

Não deixe cair na mesmice, continue fazendo aquele belo sorriso brotar, aqueles lindos olhos brilharem. Vai, continua fazendo aquele corpo balançar com o teu toque. Vai, mantém essa chama acesa e deixe incendiar. O amor se alegra com a simplicidade e são as pequenas coisas que fazem o nosso coração sorrir sem medo, como quem tem alguém ao seu lado querendo fazer morada.

(Retirado do ResiliênciaMag)

Theobaldo – O Semi-deus Bastardo

caolhoNascido sem um pé, gago, coxo e caolho, Theo(para os íntimos), começou sua jornada no puteiro, limpando os lençóis da grécia antiga. Era assíduo, nervoso, calmo, bipolar de qualidades mensuráveis.
Certa vez um rapaz precisou de 2 moedas de bronze e Theobaldo não sabendo contar, lhe deu 4 de ouro, neste dia, Theobaldo perdeu o outro pé. Começou sua saga de grande dificuldade, coxo de ambas as pernas, Theo(para os íntimos), conseguia ter a capacidade de enxergar além, apesar de ter somente um olho. O caolho da rua Afístones, local onde morava começou sua jornada depois de muito sofrimento e diferenças.

Foi assim que Spasméno Aíma, identificou seu grande potencial e começou a lhe instruir. Theo não sabia o que fazer, aliás não sabia nem andar direito, agora sem os pés ficou fudido na vida. Buscou ajuda no Templo de Megála skatá, Deusa de todo tipo de merda, e assim ele conseguiu dois pedaços de pau bem desenhados e que amarrados com as ataduras certas das cortinas sagradas da Biblioteca de Den xéro, ele poderia andar novamente.

Theobaldo saiu em sua jornada com seu mestre e vagou pela grécia inteira. Ouviu grandes histórias dos Deuses famosos, conheceu seu irmão de 7ª Grau, Hércules, ficou impressionado com nenhuma semelhança e até duvidou que era filho de Zeus. Até que um dia frio, com uma tempestade daquelas(Theo tinha medo de trovão), e através do seu medo, ele mijou na roupa inteira, e cagou também.

Hércules vendo aquela situação escrota, resolveu lhe ajudar, pois mal conseguia se levantar. Hércules ao tirar a roupa do Theo, Theo mijou na cara dele, e foi assim que Theo descobriu seu poder oculto, a urina ácida!

Hércules ficou cego com tanta urina ácida em sua face, que saiu destruindo tudo e foi assim que ele morreu, seus inimigos descobriram que ele estava vulnerável e o matou. Theo foi honrado por Hades e o Tratou super bem por este feitio.

Theo nunca tinha recebido tanta atenção durante toda a sua vida e por isso ficou impressionado demais, acabou tendo um AVC. Hades não podendo deixá-lo morrer pois precisara de sua urina ácida, levou-o nas mais profundas cavernas do inferno e o hospitalizou no Santuário Único Supremo (pode chamar de S.U.S).

Hades descobriu que a urina de Theobaldo misturada com ramos, casca da raiz e folhas de diversas plantas, uma especial com nome de Khat Huabba, dava origem a uma poderosíssima bebiba. Essa bebida existe até hj e mudaram o nome para Catuaba.

Mata tudo saporra. Essa é a crônica do Theobaldo, o bastardo que não mudou nada na história da Grécia.

Fim.