Você já?

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“Você já amou como se não houvesse o amanhã?
Aquele amor que quando bate cê perde o medo da morte?
E quem foi que disse que não existe o amanhã
E se esse amor ainda tá lá, ai cê é um cara de sorte, hein?
Nem sempre a gente escolhe o caminho certo
Não consegue ou não tá esperto
Porque o certo nem sempre está perto
Perto, digo, aos olhos do coração
Não se pode ter tudo e nem tudo que se
tem está ao alcance das mãos
Ninguém aguenta ouvir os outros reclamar
Ninguém aguenta mais ouvir os outros reclamar
Chega pra cá, então, que eu vou te dar um plá
Vamos lá, vamos lá, wake up que é hora de acordar
Sei que cê tá e todos estamos na luta
Cê tem uma boca e dois ouvidos, filhão, então escuta
A coisa aperta e cê já quer meter o pé
Vai me dizer que cê prefere o ódio ou o amor, neguinho, coé?

Você diz que amor não dói, e amor dói no coração (x4)

Então
Mais uma vez o bem vem correndo por fora
Sem novela, fera, agora chegou a nossa hora
Disfarça e chora mas não corre da treta
E nem venha me dizer que a coisa aqui está preta
Meu Caro amigo, me acompanhe, por favor
É tanto hipócrita nesse mundo que os bons acabam
entrando no jogo
Esse é o jogo, brincou com fogo
O sol nasce para todos mas a sombra é pra poucos
O legal agora é tirar onda de careta
Diz que não fuma maconha mas se junta com os picaretas
Julgando os outros, metendo o pau
Eu sei que o amor faz bem, eu sei que o amor vence o mal
Eu sou daqueles que são chamados de louco
Mas quando entram no jogo não se contentam com pouco
Dado o recado, não entro em parada errada
Sem essa de pecado..”

(Vagalume)

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Ironias da Vida

Sinestesias Melódicas

testeVentos sopram pelos tantos tempos que vemos, somos.
Verdades alheias, dúvidas certeiras, uma bomba em Hiroshima.
Site de compra web, a gata da internet, o futebol da quarta feira.
Eletricidade mentirosa, parábola de carambola, um sentido anormal.

Entre anjos e Demônios, criando caos e livre arbítrio.
Somos seres estúpidos, monocromáticos, cinzas.
Origens diversas, desejos incontáveis e decisões obsoletas.
E pra quem se importa
A poesia começa agora.

Dentre todas as criaturas, bicho homem apareceu
Meio cérebro e muito questionamento
Fritou ideias e criou o pensamento
E a livre escolha fixou em um Plebeu.

Eu estou aqui, quem não está aqui sou Eu
Vivo invisível pra algumas garotas
Para outras sou visivelmente colorido,
Sexo sem compromisso não preenche coração travado,
A busca de um amor satura a solidão
Mas também não preenche o coração.

Vagando entre incertezas e desigualdades
traço um caminho cheio de dúvidas e verdades
Onde quem ganha não é o Rei e nem a Rainha
Mas o destino que é traçado por uma varinha.

E o afeto se desfaz na escuridão
O ser se torna sujo, imundo e insensível
A longa noite se torna eterna e vaga solidão
Será que encontro outro amor, algo possível?

Pensam que sou Galinha, porque conheço meio mundo
Mas não encontrei minha boca no lixo
Falam dos cotovelos pra fora, tem lógica bicho?!
Mas sei quem sou e o que procuro.

Uma linda garota, gostosa por dentro e por fora.
De personalidade forte, daquelas que aflora
Ideais distintos que fascinam até a alma.
E que tenha gosto de amora.

Aí descubro que a vida é um mistério.
Cheio de quebra cabeças radicais
A aventura tem um sabor deutério
Simples é a vida de certos animais.

E termino o que mal comecei,
Em uma jornada na simplicidade do avaro.
Na ponta da língua falo a verdade que sei:
“O essencial é invisível aos olhos, meu caro”

O essencial é invisível aos olhos.

litte” O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor. Uma flor de três pétalas, uma florzinha insignificante….

– Bom dia – disse o príncipe.

– Bom dia – disse a flor.

– Onde estão os homens? – Perguntou ele educadamente.

A flor, um dia, vira passar uma caravana:

– Os homens? Eu creio que existem seis ou sete. Vi-os faz muito tempo. Mas não se pode nunca saber onde se encontram. O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes.

-Adeus – disse o principezinho.

-Adeus – disse a flor.

O pequeno príncipe escalou uma grande montanha. As únicas montanhas que conhecera eram os três vulcões que batiam no joelho. O vulcão extinto servia-lhe de tamborete. “De uma montanha tão alta como esta”, pensava ele, “verei todo o planeta e todos os homens…” Mas só viu pedras pontudas, como agulhas.

– Bom dia! – disse ele ao léu.

– Bom dia… bom dia… bom dia… – respondeu o eco.

– Quem és tu? – perguntou o principezinho.

– Quem és tu… quem és tu… quem és tu… – respondeu o eco.

– Sejam meus amigos, eu estou só… – disse ele.

– Estou só… estou só… estou só… – respondeu o eco.

“Que planeta engraçado!”, pensou então. “É completamente seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz… No meu planeta eu tinha uma flor; e era sempre ela que falava primeiro.”

Mas aconteceu que o pequeno príncipe, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas em direção aos homens.

– Bom dia! – disse ele.

Era um jardim cheio de rosas.

– Bom dia! – disseram as rosas.

Ele as contemplou. Eram todas iguais à sua flor.

– Quem sois? – perguntou ele espantado.

– Somos as rosas – responderam elas.

– Ah! – exclamou o principezinho…

E ele se sentiu profundamente infeliz. Sua flor lhe havia dito que ele era a única de sua espécie em todo o Universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim!

“Ela teria se envergonhado”, pensou ele, “se visse isto… Começaria a tossir, simularia morrer, para escapar ao ridículo. E eu seria obrigado a fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela seria bem capaz de morrer de verdade…”

Depois, refletiu ainda: “Eu me julgava rico por ter uma flor única, e possuo apenas uma rosa comum. Uma rosa e três vulcões que não passam do meu joelho, estando um, talvez, extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito poderoso…”

E, deitado na relva, ele chorou.

E foi então que apareceu a raposa:

– Bom dia – disse a raposa.

– Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, olhando a sua volta, nada viu.

– Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira…

– Quem és tu? – Perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita…

– Sou uma raposa – disse a raposa.

– Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste…

-Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.

– Ah! Desculpa – disse o principezinho.

Mas, após refletir, acrescentou:

– Que quer dizer “cativar”?

– Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?

– Procuro os homens – disse o pequeno príncipe. – Que quer dizer “cativar”?

– Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?

– Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?

– É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. Significa “criar laços”…

– Criar laços?

– Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…

– Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. – Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…

– É possível – disse a raposa. – Vê-se tanta coisa na Terra…

– Oh! Não foi na Terra – disse o principezinho.

– A raposa pareceu intrigada:

– Num outro planeta?

– Sim.

– Há caçadores nesse planeta?

– Não.

– Que bom! E galinhas?

– Também não.

– Nada é perfeito – suspirou a raposa. “