Paleo + Low carb: um dia, na prática!

Paleo + Low carb: um dia, na prática!

equilibrio emagrecimento na Dieta PaleoMuitas pessoas têm se interessado por este estilo de vida e pela dieta paleolítica (dieta paleo). As comunidades virtuais estão crescendo. Reportagens estão chegando à TV aberta. Diretrizes nutricionais oficiais sendo revistas! Há esperança! Tenho recebido interações por mensagens em busca de conhecimento!

Antes de buscar por cardápio (pratos, refeições, receitas) para emagrecer, é interessante conhecer os fundamentos da dieta paleolítica (primal ou paleo). Caso não conheça estes princípios e queira começar por eles: base teórica da dieta paleo.

Organização deste artigo:

As seções 1 a 3 do artigo explicam por que, para emagrecer, devemos usar dieta paleolítica em uma variação com um cardápio low carb – LCHF, ou seja, com restrição de carboidratos e não de gorduras (útil principalmente se você veio direto para este artigo e ainda não leu postagens anteriores).

Na seção 4, compartilho dicas de como seguir um dia de refeições low carb que realmente emagrecem de maneira rápida e extremamente saudável. É um cardápio mais prático e pessoal, mas que pode ajudar bastante a entender o estilo low carb.  Caso já conheça a base teórica, sugiro que clique e vá direto para a prática (cardápio): seção 4.

Este artigo trata de uma abordagem nutricional bastante eficiente, baseada na melhor ciência nutricional atual, que foi capaz de me salvar, em menos de 3 meses, da obesidade, hipertensão e pré-diabetes, aos 36 anos (o que me motivou a escrever estes artigos). Para saber como foi esta minha jornada, acesse:

Veja como perdi mais de 20kg em 2 meses, me livrando da obesidade, hipertensão e pré-diabetes, aos 36 anos de idade 


1. DIETA PALEOLÍTICA: EMAGRECER COMENDO BEM

Sabemos que, exceto em um pequeno grupo de pessoas privilegiadas pela genética, a alimentação tradicional, com carboidratos de grãos na base da pirâmide e consumo deliberado de alimentos industrializados não beneficia ninguém. Muito pelo contrário!

emagrecer com a Dieta Paleo
emagrecer com a Dieta Paleolítica

O sintoma mais comum é o aumento de peso (obesidade e o sobrepeso). Dieta Paleolítica é nossa inspiração, mas não foi criada exatamente para combater a obesidade. Ganho de peso não é causa, é sintoma. É sinal de que o seu organismo não está em equilíbrio funcional. Alimentação natural (Paleo) emagrece muito as pessoas (as que têm peso para perder!)

Pessoas magras também se beneficiam muito da dieta paleolítica. Mas este artigo, especificamente, é dedicado aos obesos ou a quem está acima do peso. Me desculpem os demais, que praticam a dieta para manter a saúde e disposição. Sei que vocês não o fazem pela aparência, e sim para viver sempre com autonomia física e mental. E haja disposição! 😀

 

energia e disposição com a Dieta PaleoUm organismo nutrido adequadamente apresenta equilíbrio em suas regulações hormonais (apetite, queima e armazenamento de gordura, compulsões alimentares, disposição, etc). Um organismo assim dificilmente apresenta problemas funcionais. É uma “máquina” perfeita e eficiente! Não armazena gordura sem motivo, não apresenta compulsões e vontades incontroláveis de comer a cada 2 ou 3 horas. Se é magro, não engoda. Se é gordo, emagrece. Se comeu demais, ele descarta o excesso. Se faltam nutrientes, vem a fome na hora certa.

Estamos buscando, então, este equilíbrio hormonal. Consequentemente, você, que está acima do peso, se beneficiará bastante dessas dicas que seguem abaixo, pois elas irão colocar o seu organismo, rapidamente, no “estado de queima” de gordura.

 

2. LOW CARB: PONTO CHAVE PARA COMEÇAR EMAGRECER COM DIETA PALEOLÍTICA!

O foco deste artigo é ajudar quem está acima do peso ideal e quer perder o excesso o mais rapidamente possível, de uma maneira saudável. Antes de começar exatamente a mostrar um dia de refeições emagrecedoras na dieta paleolítica (cardápio na seção 4), peço que não se assuste e leia até o final, pois pode ser que haja conflitos fortes com o que você já aprendeu sobre “boa” alimentação.

Caso você já esteja no peso ideal, há várias maneiras de conduzir uma dieta paleolítica. São possíveis variações que dependem do objetivo de cada um. Se você quer conhecer as variações antes de continuar com o artigo, leia a segunda parte deste artigo: DIETA PALEOLÍTICA: PRINCÍPIOS E PRÁTICA.

Carboidratos no cardápio para emagrecimento: evitar a armadilha da insulina

Você já deve ter percebido que as variações mais eficientes para emagrecimento rápido são as que restringem carboidratos (low carb). POR QUE LOW CARB? Ou seja, quer saber mais sobre por que deve reduzir drasticamente a quantidade de carboidratos ingerida, ou como funciona a questão dos picos de insulina (“modo de engorda”)? Acesse abaixo (e depois retorne aqui, ok?):

Artigo: POR QUE REDUZIR CARBOIDRATOS? ARMADILHA DA INSULINA

Portanto, se você está obesa(o) ou com sobrepeso, busque um teto máximo de 50g de carboidratos/dia (este teto varia muito para cada organismo. O ideal é fazer testes em si próprio), lembrando que legumes, verduras e frutas contém carboidratos e a prioridade é toda para esses alimentos ricos em fibras. Se for consumir um vegetal com carga maior carboidratos, priorize os ricos em fibras (ex: cenoura, berinjela, chuchu). Se for consumir frutas, consuma no estado natural, de preferência frutas silvestres (com menor carga de açúcares). Não é útil contar calorias! Ao invés disso, contabilize gramas de carboidratos por dia. Falo sobre contar calorias neste artigo.

As dietas anteriores que provavelmente você já tentou não funcionavam, ou funcionavam por um tempo e você voltava a engordar, certo? Você sempre cortou carboidratos e gorduras (pois achava que gorduras, além de engordar, entupiriam suas veias). Eu sempre acreditei nisso e o efeito sanfona (engorda, emagrece, engorda mais, etc….) me acompanhou por meia vida! Então, o que é diferente na dieta paleolítica? É que não nos preocupamos com as gorduras naturais e isso faz toda a diferença!

3. CARDÁPIO LOW CARB CORTANDO GORDURA NÃO É A MELHOR ESTRATÉGIA PARA EMAGRECER SEM EFEITO-SANFONA

exemplo de gordura natural. A dieta paleolítica não condena o consumo dessas gorduras
exemplo de gordura natural, não condenada pela dieta paleolítica.

OK! você já conhece a base da dieta paleolítica (comer bichos e plantas evitando carboidratos processados, grãos e açúcares), está acima do peso e sabe que o ponto chave para emagrecer rápido é fazer low carb. Começamos bem! Agora, falta um detalhe:

É chato, ruim, sem graça e nada sustentável fazer low carb com medo de gorduras. Low Carb + Low Fat não funciona por muito tempo. As pessoas que realmente mudam definitivamente suas vidas e não voltam a engordar (efeito-sanfona) são as que praticam LCHF (Low Carb + High Fat).

Se esse é o primeiro artigo que lê sobre o assunto, pode ser que queira desistir dessa leitura agora e voltar para sua dieta antiga baseada em arroz integral e pãozinho 12 grãos com leite desnatado, além de lanches light a cada 3 horas. :D. Se essa é sua vontade, ESPERE mais um pouco e leia abaixo.

Rápidas verdades sobre gorduras no cardápio:

  • Esta estratégia convencional não funciona por não ser sustentável e a maioria das pessoas que consegue perder peso voltam a engordar.
  • GORDURAS NATURAIS NÃO AUMENTAM RISCO CARDÍACO (NA VERDADE, DIMINUEM – Leia artigo com o link abaixo dessa lista, se não acredita)
  • GORDURAS NÃO ELEVAM A GLICEMIA / INSULINA
  • GORDURAS SÃO SACIANTES
  • A GORDURA QUE VOCÊ COME NÃO SE TRANSFORMA EM GORDURA CORPORAL (os açúcares e amidos, sim!)
  • Se ainda tem medo de GORDURAS NATURAIS, ACESSE O LINK ABAIXO (e volte aqui para a parte prática):

Artigo: GORDURAS NATURAIS: NÃO TENHA MAIS MEDO

Pessoalmente, apesar de gostar de carnes gordas, eu não adiciono gordura aos alimentos e nem acho que você precise fazer isso. Só recomendo que pare de retirar as gorduras naturais que vêm com os alimentos, como a pele do frango, a gema do ovo ou a beirada da fatia da picanha, por exemplo.

Se você puder comer carnes de animais criados soltos (que pastam), excelente! Se não puder, não se preocupe! Transcrevo uma frase recorrente do Dr. Souto: “O bom não pode ser inimigo do ótimo!”.


4. VAMOS À PRATICA: UM DIA EMAGRECEDOR NA DIETA PALEO – LOW CARB

4.1. CAFÉ DA MANHÃ PALEO LOW CARB

Café da manhã? Ovo é importante na Dieta Paleo!
Seu novo pão na Dieta Paleolítica!

Segunda-feira (toda dieta começa segunda-feira!), você acabou de acordar e, com certeza, teve um final de semana cheio de carboidratos. Naturalmente, e por conta disso, está com muita fome! Lembre-se: nunca sentimos fome em uma dieta paleolítica LCHF (low carb consumindo gordura).

Esqueça qualquer tipo de pão. Pão não existe mais! Nem tapioca, nem biscoitos, nem barrinhas de cereais, nem bolos. Junte tudo isso e faça uma média com sua sogra: doe gentilmente a ela. (Por favor, nada contra as sogras! A minha é bacana! 😀 ).

Pegue leites integrais, iogurtes light sem gordura, margarinas, pasta de amendoim e também coloque no mesmo pacote acima (para a sua linda sogra!).

Se você gosta de ovos (omeletes), seu caminho será muito fácil. Várias massas podem ser feitas sem farinhas de grãos, usando ovos, castanhas, couve-flor ralada, coco ralado e outros alimentos de verdade como base. Há muitas receitas e grupos nas redes sociais e no youtube!

Retirado do Saúde Primal

Czar Invertido

pliticUma matéria do El Pais Brasil (Segue o link abaixo) mostra como as eleições para a DUMA (Baixo parlamento da Rússia), estão seguindo em “banho Maria”. Segundo o site, o principal motivo se dá pelo parlamento russo estar desacreditado perante a população local. Lá, eles só querem saber do presidente Vladmir Putin. Segundo a matéria, isso se dá, em parte, pelo povo da antiga União Soviética ainda respeitar o presidente como respeitavam os CZARES russos, que eram os donos do país.

Muitos falam que a Rússia e a Itália são o Brasil da Europa. Na política, os dois países tem diversas semelhanças com a nossa terra. Na Itália e na Rússia, a corrupção ainda é um problema. Na bota, coronéis como Silvio Berlusconi e a família Agnelli comandam o país e as decisões governamentais, já na Rússia, a corrupção, como aqui, é um vírus que não sai das veias de seus políticos. Na terra de Putin, os políticos são despreparados, vindos única e exclusivamente das fortes hierarquias familiares que são piores do que aqui e na bota.

Mas, percebamos como uma coisa se inverte nesse espelho sangrento entre Brasil e Rússia. Aqui, ao invés de culparmos somente as câmaras, ateamos todo o fogo na figura do presidente. Não falo aqui só de Dilma, me refiro a história da nossa política. Qualquer problema é ligado diretamente a figura do presidente, seja ele Lula, FHC, Itamar Franco ou Dilma. Enquanto os russos só reclamam do parlamento, esquecendo a figura de Putin, nós só atiramos em nossos “Putins”, esquecendo tudo que está por trás deles.

Isso se torna notório quando estamos em período de campanha eleitoral. Poucos são os debates sobre em qual vereador fulano irá votar. Todos os questionamentos estão em torno da figura dos prefeitos, esquecendo que as decisões passam pelos vereadores e que sem eles nenhuma lei poderá ser homologada.

A explicação para todo esse rebanhado de informações pode vir de não termos na nossa história a figura do líder “herói”. Nunca tivemos um rei, um czar, um monge, um sacerdote ou seja lá o que for, que fosse uma unanimidade burra em termos de hipnotizar a população.

Por um lado isso pode ser bom. Não criamos a cultura de acreditar piamente no líder e em suas ações. Mas, devido a nossa infantilidade política, levamos essa vantagem para um outro lado, onde toda culpa recai nos ombros do líder supremo.

Enquanto tivermos a cultura do Czar invertido, continuaremos preocupados somente com a figura central do poder sem se atentar para as laterais, lugar onde os abutres continuam comendo pelas beiradas sem que façamos diferença disso.

[In]Side.

Surreal

Sinto saudade de casa, das naves passando sobre minha toca, várias raças disputando território. Ahhh como que é bom lembrar dessas nostalgias no tempo de Rá. Queria voltar mais vezes e apreciar o desfecho(gostei dessa palavra) de meus antepassados. Eu nasci no futuro e morri no passado. Eu vivi o presente e contemplei várias coisas, mas nunca fui confrontado por meus súditos. Dei-lhes o dom de serem perdoados, sacrifiquei outros e libertei a maioria. Vim do vento e vou no suspiro.

Sinto saudade de casa, da época que o ar não existia e simplesmente pensar era algo incrível. De viajar na minha mente, e descobri lugares incontestáveis, vazios magníficos e sensações surreais.

Sinto saudade de casa, da fase que amigos não te apunhalavam pelas costas, do tempo que verdades eram ditas e não usadas como pretexto de ditaduras. Onde a voz tinha poder, e o silêncio tinha ação. Onde momentos vagos eram cruciais para longas jornadas.

Sinto saudade de casa, mas que casa que tanto falo? Existe várias moradas, existem várias significados, mas somente uma verdade. Mas a verdade verdadeira de tudo isso é que só sinto saudades, as vezes sinto, as vezes é saudade.

 

EGOÍSMO: ILUSÃO DO PODER

pensamentos-e-fragmentos-do-conhecimento

Na aprendizagem do amor, um ponto importante é dar-se conta como somos egoístas. Todos os seres humanos, em graus distintos, vivem pensando em si mesmos. É um comportamento natural.

Nascemos e aprendemos a dizer “meu pai”, “minha mãe”, “meu brinquedo” – e não é à toa que esses pronomes se chamam possessivos.

Quando chegamos, pela primeira vez, aos braços do nosso pai ou da nossa mãe, também ouvimos “minha filha”, “meu filho”.

O sentimento de posse e apego é vital para a sobrevivência. Mas, ao longo da vida, reforçamos tanto esse apego que nos esquecemos de aprender a compartilhar, a dividir afetos, tempos, coisas, espaços.

É verdade que cada um de nós é um ser único, especial, sem outra réplica no mundo, com capacidade de amar e ser amado da forma mais intensa possível, com potencial para todo sucesso desejado. Um ser digno de toda beleza e riqueza que a vida pode oferecer.
Mas também é verdade que todos os seres humanos têm esses mesmos direitos.

Uma regra básica de convivência é reconhecer que, se nos sentimos as pessoas mais importantes do mundo, os outros seres humanos têm a mesma sensação em relação a eles próprios. E, portanto, para haver harmonia num relacionamento, é necessário que se saiba compartilhar.

O ser humano, em seu processo de crescimento no amor, descobre que é um ser grupal, relacional. Existe, assim, o amor ao grupo, aos outros, com condição da sobrevivência de todos. É preciso que haja amor recíproco para que todos se desenvolvam.

A pessoa egoísta, que apenas recebe afeto e não o devolve, ou raramente o faz, acabará ficando sem amor. Na dinâmica do crescimento do amor, a reciprocidade constante é um elemento imprescindível.

O egoísmo não se define apenas por aquilo que uma pessoa quer para si, mas sobretudo por ela não dar o mesmo direito aos outros.

O fato de alguém não querer emprestar um livro, para não o estragar, não significa necessariamente que seja egoísta. Mas exigir que todas as pessoas lhe emprestem os livros que ele pede, sem direito a dizer não, isso é um forte sinal de egoísmo.

Mais radicalmente, o egoísmo é querer transformar os outros em propriedade nossa. Quando você tem a sensação de que o outro lhe está sendo tirado é porque, na verdade, você apenas o tratava como uma coisa que possuía.

O parceiro não estava realmente integrado ao seu ser. Quando amamos uma pessoa, queremos que ela seja livre. Essa liberdade do outro nos dá segurança. Ele é livre e, portanto, está comigo porque quer, porque realmente me ama. Nada o obriga. E nossa preocupação passa a ser mais dar do que exigir.

As pessoas egoístas necessitam que seu par sempre se dedique por inteiro a elas. Exigem permanentes provas de amor e têm atitudes ameaçadoras de abandonar o parceiro se não forem atendidas.

Exigem do outro um amor estável, mas, ao mesmo tempo, passam-lhe a impressão de não estar amando totalmente, para provocar insegurança e estimular o companheiro a sentir-se inferior em seu amor, com medo de ser abandonado.

Pretendem conseguir, com essa manipulação, que o outro lhes dê sempre mais e peça cada vez menos. São pessoas que reclamam mais presença, mais atenção, mais cuidados, não por sentimento de amor, mas com o intuito de não perder o controle e não dividir nada com ninguém.

E a resposta do outro também não é, na maioria das vezes, de amor. É uma resposta carregada de medo pela possibilidade de ser abandonado, castigado, ridicularizado.

O que se observa aqui? De um lado, possessividade e, do outro, uma sensação de inferioridade, que pode ir do medo submisso à raiva. Todos esses sentimentos são bem diferentes do amor.

É difícil perceber nosso egoísmo. Não é comum admiti-lo, porque nem sempre temos consciência de que é tão ruim essa ânsia de sermos “felizes” a qualquer custo (para o outro, é claro!). Essa felicidade, porém, é uma ilusão.

O egoísta imagina ter um poder, mas já perdeu o poder de amar. Embora seja difícil identificar o egoísmo, há indicações desse sentimento, algumas claras e outras bastante sutis:

· Fazer um programa a dois e não consultar o parceiro, informando-o apenas. E irritar-se ao não contar com a sua companhia ou aprovação.

· Chegar ao restaurante e fazer o pedido ao garçom, sem perguntar a quem o acompanha o que deseja comer.

· Falar o tempo todo e não parar para escutar o companhante.

· Dizer: “Eu sei o que é melhor para você”, em vez de perguntar: “Do que você precisa? Do que você gosta?”.

· Não se sentir feliz com o sucesso do par.

· Não incentivar o crescimento do companheiro.

· Não se preocupar em atender alguma necessidade do outro, por achar que é bobagem.

· Não se lembrar do parceiro em momentos de alegria.

· Não dividir uma dor num momento difícil.

· Chegar em casa e, sistematicamente, isolar-se no trabalho, na leitura, diante da televisão ou do computador.

. Trabalhar demais e só chegar em casa para dormir.

· Não respeitar o limite da outra pessoa.

· Desqualificar o sentimento romântico do ser amado.

· Não dividir tarefas domésticas.

· Gastar mais dinheiro consigo próprio do que as possibilidades financeiras do casal permitem.

· Não cuidar do outro quando ele precisa.

. Não se cuidar, para fazer o outro feliz.

. Não apoiar o companheiro em momentos de dor ou de dificuldades profissionais.

· Pensar que todos os problemas da relação são apenas responsabilidade do companheiro.

· Exigir ser amado, mas não amar.

Para quem, neste momento, está se dando conta de suas ações egoístas, é importante perceber que você dormirá na cama que estiver preparando. O egoísmo leva necessariamente à solidão… Uma pessoa que se torna infeliz por causa do egoísmo do outro jamais terá condições de fazer esse outro feliz.

Crie o amor que você merece. Escute o outro. Tenha prazer em fazê-lo feliz, e ele dará a você, de presente, a felicidade que você mesmo ajudou a construir.

Roberto T. Shinyashiki

Texto do Livro: “Amar pode dar certo”
Roberto T. Shinyashiki
Editora Gente

Aprender a Ver

Nietzsche187cAprender a ver – habituar os olhos à calma, à paciência, ao deixar-que-as-coisas-se-aproximem-de-nós; aprender a adiar o juízo, a rodear e a abarcar o caso particular a partir de todos os lados. Este é o primeiro ensino preliminar para o espírito: não reagir imediatamente a um estímulo, mas sim controlar os instintos que põem obstáculos, que isolam. Aprender a ver, tal como eu o entendo, é já quase o que o modo afilosófico de falar denomina vontade forte: o essencial nisto é, precisamente, o poder não «querer», o poder diferir a decisão. Toda a não-espiritualidade, toda a vulgaridade descansa na incapacidade de opor resistência a um estímulo — tem que se reagir, seguem-se todos os impulsos.
Em muitos casos esse ter que é já doença, decadência, sintoma de esgotamento, — quase tudo o que a rudeza afilosófica designa com o nome de «vício» é apenas essa incapacidade fisiológica de não reagir. — Uma aplicação prática do ter-aprendido-a-ver: enquanto discente em geral, chegar-se-á a ser lento, desconfiado, teimoso. Ao estranho, ao novo de qualquer espécie deixar-se-o-á aproximar-se com uma tranquilidade hostil, — afasta-se dele a mão. O ter abertas todas as portas, o servil abrir a boca perante todo o facto pequeno, o estar sempre disposto a meter-se, a lançar-se de um salto para dentro de outros homens e outras coisas, em suma, a famosa «objectividade» moderna é mau gosto, é algo não-aristocrático par excellence.
Friedrich Nietzsche, in “Crepúsculo dos Ídolos”

Starbucks doará toda comida não comercializada a bancos de alimentos

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O Starbuks anunciou recentemente uma decisão que tende a beneficiar milhões de americanos: doar toda a comida que deixar de comercializar aos bancos de alimentos dos Estados Unidos.

Por meio de uma associação com a Feeding America e a Food Donation Collection, a rede de cafeterias pretende doar 100% daquilo que não vender nas suas mais de 700 cafeterias espalhadas por todo o território dos Estados Unidos.

Segundo a Feeding America, mais de 48 milhões de americanos nem sempre têm o que comer: um a cada sete passa fome

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A ação já será realizada durante os próximos 12 meses. O Starbuks deve doar algo em torno de 5 milhões de alimentos até o final deste ano e 50 milhões em 2021.

“Como muitas das nossas iniciativas de impacto social, a inovação e a inspiração vêm de nossos parceiros que são voluntários e que contribuem para suas comunidades”, destacou John Kelly, vice-presidente sênior de Responsabilidade Global da Starbucks. “Eles viram a necessidade que temos de fazer mais e encontrar uma maneira de usar a nossa escala para trazer mais qualidade de vida aos necessitados”, concluiu.

 

Retirado do Eco4planet

Moody’s tira grau de investimento do Brasil

crysisAgência derrubou nota do país em dois ‘degraus’ de uma só vez. Das 3 maiores agências, só Moody’s não tinha tirado selo de bom pagador.

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota do Brasil e tirou o grau de investimento – selo de bom pagador – do país nesta quarta-feira (24), como já era esperado. A nota do país caiu dois degraus de uma vez: passou de Baa3, o último nível dentro do grau de investimento, para Ba2, que é categoria de especulação. A agência também colocou o Brasil em perspectiva negativa, indicando que pode sofrer novo rebaixamento.

Em nota, a Moody’s afirma que o corte da nota foi influenciado pela maior deterioração das métricas de crédito do Brasil, em um ambiente de baixo crescimento, com expectativa de que a dívida do governo ultrapasse 80% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos três anos.

A agência também aponta a “dinâmica política desafiadora” vai continuar a complicar os esforços de consolidação fiscal e atrasar as reformas estruturais.

“A perspectiva negativa reflete a visão de que os riscos são de uma consolidação e uma recuperação ainda mais lentas, ou de que surjam mais choques, o que cria incertezas em relação à magnitude da deterioração do perfil de crédito do Brasil.”

Última a tirar grau de investimento
Entre as três grandes agências internacionais, apenas a Moody’s mantinha o Brasil com grau de investimento. No dia 9 de dezembro, entretanto, a agência colocou a nota do país em revisão para possível rebaixamento, indicando que ela poderia ser reduzida em breve.
A primeira a tirar o selo de bom pagador do Brasil foi a Standard and Poor’s (S&P), em setembro do ano passado. Há uma semana, a agência voltou a rebaixar a nota brasileira.

Em dezembro, foi a vez da Fitch, que ao mesmo tempo colocou a nota do país em perspectiva negativa, indicando que ela pode voltar a ser rebaixada.

Como principal motivo para a retirada do grau de investimento do país, as agências apontam a deterioração das contas públicas, o aumento do endividamento público e a preocupação com a retomada do crescimento da economia.

No mercado financeiro, a nota de um país funciona como um “certificado de segurança” que as agências de classificação dão a países que elas consideram com baixo risco de calotes a investidores.
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Consequências
Ainda que já fosse esperado, o rebaixamento pela Moody´s pode ter efeitos sobre a cotação do dólar, a dívida do país, o financiamento das empresas e o nível de investimentos estrangeiros no país.

Isso porque o grau de investimento é um “selo de qualidade” que assegura aos investidores um menor risco de calotes. A partir da nota de risco, os investidores podem avaliar se a possibilidade de ganhos (por exemplo, com juros maiores) compensa o risco de perder o capital investido em um país.

Muitos fundos internacionais, por exemplo, só permitem a aplicação em investimentos que tenham grau de “bom pagador” em pelo menos duas das três agências. Ou seja, diante do alerta e da dúvida, os investidores optam por “não pagar para ver”.

Com menos investidores “interessados” no Brasil, o país pode perder dólares, o que acaba tendo reflexos na cotação da moeda. Para o governo e as empresas, fica mais caro conseguir crédito, já que eles passam a ser vistos como “maus pagadores”.

Alex Agostini, economista-chefe da agência de classificação de risco nacional Austin Rating, acredita, entretanto, que a decisão da Moody´s não deverá provocar turbulências no mercado, uma vez que a decisão já era aguardada. “Vai ficar mais difícil o Brasil receber grandes investimentos por parte dos fundos de pensão internacionais. Mas o mercado já precificou e já fez os ajustes em suas carteiras. Eu diria que vai passar desapercebido. Vai ser menos importante que o zika”, diz.

Como consequências já visíveis da perda do selo de bom pagador ele cita a queda do volume de investimentos estrangeiros em ações, renda fixa e títulos públicos, como também do montante de investimentos estrangeiros diretos, que recuaram 22,5% em 2015.

Brasil não deve recuperar selo tão cedo
O Brasil conquistou o grau de investimento pelas agências internacionais Fitch Ratings e Standard & Poor’s pela primeira vez em 2008. Em 2009, conseguiu a classificação pela Moody’s.

Agora, com a perda do selo de bom pagador nas três agências, a perspectiva para uma reconquista do grau de investimento fica ainda mais distante. Historicamente, países costumam levar cerca de 5 a 10 anos para recuperar o título.

“As perspectivas de melhora ficam ainda mais postergadas. O cenário é muito mais de um novo tropeço do que de uma melhora”, avalia Agostini. “Uma melhora da nota do país fica só para depois de 2018, quando tivermos uma situação mais clara sobre o crescimento econômico, que ao que tudo indica não deverá ocorrer antes de 2017”, completa.

     “Uma melhora da nota do país fica só para depois de 2018, quando tivermos uma situação mais clara sobre o crescimento econômico”
Alex Agostini, economista da Austin Rating