Bob Marley

persistenciaPare de reclamar da vida e faça algo para mudar, mova-se, saia do canto, ficar parado é para os fracos, os fortes vão à luta.

O ento ai e olta

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Tudo que vai, um dia volta
Um sentido da vida
uma reviravolta
que se passa despercebida

Vejo um luar crescente
Um mar tenebroso
um velho sorridente
Um café gostoso

Da felicidade eu quero só o Feliz
Deixa idade de lado, porque não é importante
Se eu pudesse apagar os erros da vida com um giz
A vida seria nada mais que uma amante

Porque dos erros que fiz e escolhi
Me fazem do homem que hoje me tornei
Ganhei com meus erros apesar do que sofri
Hoje expresso Natiruts: “Sorri, Sou Rei”

5 minutos atrás eu era uma pessoa
Agora sou diferente, como o relógio que muda
Os ventos nos trazem escolhas e não me zoa
Porque tenho muito que fazer ainda nesta labuta!
(Mago de Marte)

Bilhete

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Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda…

Mario Quintana

O mudo da Rua Emille

fino

1886, dia turvo, trigésimo terceiro dia sem sol, apenas alguns relances de luz abaixo dos céus, desenhando inúmeras artes contemporâneas nas nuvens. Era uma semana comum, em uma cidadela comum, com personagens e caricaturas bem comuns. Havia um rapaz singelo, pequeno, com roupas rasgadas nas extremidades, como se fosse algo feito a mão, de forma precisa e espontânea, aquele rapaz estava lá, escorado na esquina da Rua Emille, encontro com o beco de WinterSale, ele estava lá, isso eu tinha certeza.

Era pouco menos do que anoitecer, e pouco mais do alvorecer, havia um festival naquele dia sem sol, com relances de luz, percebi que havia chovido, ou estava chovendo ainda, não me lembro ao certo, o álcool em meu sangue já duvidava de minhas conclusões, mas ele estava lá, isso eu tinha certeza.

Diziam que na cidade, existiam pessoas que não eram muito sociáveis, lembramos desses comentários ao deparar com o rapaz na esquina do beco, sempre calado, dominador de uma quietude suprema, e ao conversar com alguns colegas e amigos no recinto do festival, pudemos perceber que entre um gole e outro, estava eu ficando mais sóbrio, o que era totalmente improvável naquele momento e ele continuava lá, isso eu tinha certeza.

Com aquela suspeita de estar sendo sempre observado, e analisando todos meus pensamentos, e tentando chegar as conclusões que estavam pairando sobre minha mente, resolvi levantar e ir até o suposto rapaz, quando percebi que o mesmo também se movimentou, estávamos a poucos metros um do outro, isso também tinha certeza.

Ao decorrer do caminho, minha turva visão decorrida de minha alteração sanguínea proveniente de supostos copos de bebidas alcoólicas que ingeri ininterruptamente durante a noite, fui ao seu encontro e fui surpreendido com uma pancada na parte da frente da cabeça, caí ao chão.

Demorei alguns momentos para entender o que ocorrera, ao perceber o sangue descendo em minha sobrancelha, dei-me conta de que teria machucado. Mas a pancada abriu um pequeno espaço em minha janela de sobriedade e pude perceber que era um espelho, um grande espelho, e, não existia suposto rapaz, era eu o tempo todo encarando meu reflexo naquele espelho turvo, e isso eu não tinha certeza.

Tudo ficou mais claro quando me soltaram da cadeia logo cedo, por não terem motivo de deixarem preso um bêbado, maluco, que supostamente brigou com seu reflexo. Ao meu ver eu converso até demais, mas ao acordar na sobriedade, lembro que certas coisas não estão permitidas ao nosso consentimento, e escuto aquela voz perto do corredor: “Veja, é o mudinho da Rua Emille denovo, podem soltar ele.”

Cultivando a vida

 

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Certa vez Cury disse: “As grandes idéias surgem da observação dos pequenos detalhes.” Pensando por esse raciocínio, temos que certas escolhas são decorrência da ausência de observação. Quando nos culpamos por algo que deu errado, foi porque escolhemos errado desde o princípio ou pior, deixamos de escolher alguma coisa.

A relevância aos fatos que definem nossos caminhos são tão eloquentes quanto uma pintura de Van Gogh. Precisamos viver de forma vibrante, com cores dramáticas, pincelando a vida impulsivamente.

O seu caráter é construído baseado nas escolhas que faz durante os primeiros anos de vida, até alcançar a maioridade. Creio que até a maioridade você já tenha uma capacidade bastante justa e lógica de interpretação, o que faz jus a suas ações. E isso determina seu caráter.

E o caráter determina metas, almeja um sentido maior na vida, deixa a vida objetiva. Faça da sua vida um objetivo de vida. Viva como se este objetivo fosse sua razão de existir, agarre-se na felicidade, na persistência e na fé e, assim, você fará tudo que tenhas vontade.

A tristeza anda calada

felicidade

Não pense que a emoção possa conquistar terreno sem ao menos ter um esforço conjunto com outras emoções, a tristeza anda calada. Confie nas suas escolhas e siga seu coração para não deixar que a solidão e o desespero peguem carona nesse trem badalado, pois a tristeza anda calada.

(Mago de Marte)

Não fale

sabe

Escute com humildade e escreva com sabedoria!

(Poeta Torto)

Soneto torto sobre flores e desespero

Jardim-com-Anturios

Nosso quarto sem você é um mar de solidão
Onde me afogo na cama vazia
As flores do jardim, uma a uma na escuridão
Também esperam o raiar do novo dia.

A aurora renova a esperança
Que o sol que nos move e ilumina
Porto feliz onde meu coração descansa
Presenteie-nos com sua silhueta divina.

O crepúsculo vespertino no horizonte que venero
Recolhe mais um dia de espera, de dor lenta que lacera
Ao meu suave modo me desespero.

As ondas da noite fria
Me carregam novamente para o mar de solidão
Onde me afogo na cama vazia na espera do novo dia.

(Poeta Torto)

As pessoas reclamam de tudo e meu cachorro não entende isso!

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Sabe quando você está na fila do banco e na sua frente tem uma pessoa reclamando de absolutamente tudo? Reclama da demora em ser atendido, reclama do calor, do frio, do ar condicionado, do prefeito, do governador, do presidente, da economia, do trabalho, do chefe, do transporte público, do carro, do preço do combustível, do time de futebol (óbvio), da família, etc. Reclama tanto que você é absorvido por uma nuvem de reclamações que pesam sobre você durante todo o dia e quando você se deita na cama para dormir vem àquela sensação de que o seu dia foi extremamente cansativo e pouco produtivo e você não sabe o motivo.

Uma reclamação aqui, outra lá, durante um bate papo com os amigos é normal. No meio de pessoas estranhas, vai depender da sua personalidade. Um monte de reclamações ao mesmo tempo ou em frequência constante não é suportável a ninguém. Desculpem-me aqueles que são assim, mas vocês são desagradáveis.

Essas pessoas são contagiosas, fujam! Isole-se no seu mundo perfeito. Se você não tem um mundo perfeito só seu, fuja assim mesmo e se esconda atrás dos seus problemas. Isso mesmo, atrás dos seus problemas! Primeiramente por que são seus e você faz uso deles da maneira como quiser e segundo por que é você quem se esforça, luta, perde e ganha todos os dias para tentar resolve-los sem precisar dividi-los com o restante do mundo.

Outro dia desses estava escutando uma pessoa reclamar das coisas, não porque gostaria de escuta-la, muito menos porque não tinha nada melhor a fazer. Ela é dessas pessoas que reclamam muito e de tudo, mas nesse dia eu precisava escuta-la. Depois do interminável sofrimento fui finalmente liberto. Nesse mesmo dia cheguei em casa envolto na nuvem de reclamações e como sempre fui recebido com uma enorme festa pelo meu cachorro. Resolvi sentar na varanda com ele ao meu lado e comecei a filosofar sobre essas pessoas que de tudo reclamam, contei a ele como eu achava que seria por dentro da mente dessas pessoas, não lembro exatamente das palavras que usei, mas foi algo assim:

– Querido amigo Cachorro (estou ocultando o nome do cachorro para não me indispor com ele futuramente), imagina você em um lugar escuro, denso e incomodo, imagina que isso não é transitório e sim permanente e que todos os dias da sua vida essa é a sua condição. Na sua frente existem três pequenas aberturas, duas delas posicionadas uma ao lado da outra e a terceira posicionada um pouco abaixo. Essas são as únicas formas que você tem acesso ao mundo exterior. As duas de cima lhe fornecem um campo de visão turvo e minúsculo e o pouco que se vê do outro lado são coisas em uma escala de cores cinza. A outra abertura não fornece um campo de visão, mas permite a comunicação com o mundo exterior, você pode escolher o que emitir por ela, e a sua escolha é quase sempre reclamar ao mundo lá de fora o quão e difícil, ruim, incomodo, injusto e imperfeito é o seu mundo interior…

Nesse momento o cachorro se levanta e sai em disparada e se lança ao chão para poder enxergar pelas frestas do portão e começa a latir incessantemente com alguém que passa do outro lado da rua.

Não consegui concluir, filosoficamente, que nossos olhos enxergam de tudo, porém da forma como queremos que eles enxerguem. As palavras que dizemos são de nossa escolha e o mais importante é que podemos escolher não dize-las.

Suspeito que meu cachorro não entendeu meu momento filosófico ou apenas achou um jeito de fugir das minhas reclamações.

– Ó céus, fui contagiado!

(Poeta Torto)

Ajuda é bom e não é errado.

deterHá algumas pessoas que só reclamam. Vivem no isolamento e se lamentando, sentindo dó de si mesmos, como se fosse um ser rejeitado. Na verdade, o problema está nela, essas pessoas precisam de libertação (ou tratamento psiquiátrico) deste espirito (ou doença) de autocomiseração.

Apostolo Alberto Silva