O tempo

tempo

Não vás tão docilmente nessa noite linda;
Que a velhice arda e brade ao término do dia;
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.

Embora o sábio entenda que a treva é bem-vinda
Quando a palavra já perdeu toda a magia,
Não vai tão docilmente nessa noite linda.

O justo, à última onda, ao entrever, ainda,
Seus débeis dons dançando ao verde da baía,
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.

O louco que, a sorrir, sofreia o sol e brinda,
Sem saber que o feriu com a sua ousadia,
Não vai tão docilmente nessa noite linda.

O grave, quase cego, ao vislumbrar o fim da
Aurora astral que o seu olhar incendiaria,
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.

Assim, meu pai, do alto que nos deslinda,
Me abençoa ou maldiz. Rogo-te, todavia:
Não vás tão docilmente nessa noite linda.
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.

A pessoa que você é

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As coisas que você possui, qualquer imbecil com dinheiro pode ter…
Mas aquilo que você é, a pessoa que você é, ninguém nunca poderá ser…
Por isso cuidado se você, ao invés de ideias, tiver somente coisas para mostrar.

Aprendi e Decidi…

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E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrenta-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde, agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não e chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar a alguém de “Amigo”.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor e uma filosofia de vida”.
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar…
Agora simplesmente durmo para sonhar.

Vássifüder

aleinaVássifüder é um homem rico e solteiro que, depois de morto, resolve se dedicar à tarefa de narrar sua própria vida. Dessa perspectiva, emite opiniões, sons e vibrações tridimensionais e transcedentais  sem se preocupar com o julgamento que os vivos, mortos, morto-vivo, aliens, peixes, seres de outra dimensão, tião carreiro, Van dame e Elizabeth “the Queen” podem fazer dele. De sua infância, registra apenas o contato com um colega de escola intergaláctica, Seku Miama, e o comportamento de reptiliano alucinado, que o fazia maltratar o escravo Malzahar e atrapalhar os amores adúlteros de uma amiga da família, Madeimousellenororóidogóis. Da juventude, resgata o envolvimento com uma prostituta de luxo, Chänna Schoenberg. Depois de retornar de uma temporada de estudos na galáxia de Andrômeda B5, vive uma existência de Gray podre de rico, despreocupado e fútil. Conhece a filha de Madeimousellenororóidogóis, Rahner Rademacher, e a despreza por ser manca. Envolve-se com fhasduadfhasdfputa, uma namorada da juventude, agora casada com o político hruwqrehrwruqehurwjão. O adultério dura muitos milênios, onde nasce Amon e Seth e se desfaz de maneira fria. Vássifüder ainda se aproxima de Satã, parenta de seu cunhado NegãoAzul, mas a morte da moça interrompe o projeto de casamento.
Fim.
Foda-se

alienacao

Czar Invertido

pliticUma matéria do El Pais Brasil (Segue o link abaixo) mostra como as eleições para a DUMA (Baixo parlamento da Rússia), estão seguindo em “banho Maria”. Segundo o site, o principal motivo se dá pelo parlamento russo estar desacreditado perante a população local. Lá, eles só querem saber do presidente Vladmir Putin. Segundo a matéria, isso se dá, em parte, pelo povo da antiga União Soviética ainda respeitar o presidente como respeitavam os CZARES russos, que eram os donos do país.

Muitos falam que a Rússia e a Itália são o Brasil da Europa. Na política, os dois países tem diversas semelhanças com a nossa terra. Na Itália e na Rússia, a corrupção ainda é um problema. Na bota, coronéis como Silvio Berlusconi e a família Agnelli comandam o país e as decisões governamentais, já na Rússia, a corrupção, como aqui, é um vírus que não sai das veias de seus políticos. Na terra de Putin, os políticos são despreparados, vindos única e exclusivamente das fortes hierarquias familiares que são piores do que aqui e na bota.

Mas, percebamos como uma coisa se inverte nesse espelho sangrento entre Brasil e Rússia. Aqui, ao invés de culparmos somente as câmaras, ateamos todo o fogo na figura do presidente. Não falo aqui só de Dilma, me refiro a história da nossa política. Qualquer problema é ligado diretamente a figura do presidente, seja ele Lula, FHC, Itamar Franco ou Dilma. Enquanto os russos só reclamam do parlamento, esquecendo a figura de Putin, nós só atiramos em nossos “Putins”, esquecendo tudo que está por trás deles.

Isso se torna notório quando estamos em período de campanha eleitoral. Poucos são os debates sobre em qual vereador fulano irá votar. Todos os questionamentos estão em torno da figura dos prefeitos, esquecendo que as decisões passam pelos vereadores e que sem eles nenhuma lei poderá ser homologada.

A explicação para todo esse rebanhado de informações pode vir de não termos na nossa história a figura do líder “herói”. Nunca tivemos um rei, um czar, um monge, um sacerdote ou seja lá o que for, que fosse uma unanimidade burra em termos de hipnotizar a população.

Por um lado isso pode ser bom. Não criamos a cultura de acreditar piamente no líder e em suas ações. Mas, devido a nossa infantilidade política, levamos essa vantagem para um outro lado, onde toda culpa recai nos ombros do líder supremo.

Enquanto tivermos a cultura do Czar invertido, continuaremos preocupados somente com a figura central do poder sem se atentar para as laterais, lugar onde os abutres continuam comendo pelas beiradas sem que façamos diferença disso.

Tente

tente

 

Tente.

Tente mais uma vez. Tente só por pirraça, só por vaidade, só por desencargo de coincidência. Tente só porque você sempre foi teimoso e vai ser novamente.

Tente.

Tente só porque tentar é sua única escolha, sua única saída, sua única opção. Isso. Tente por falta de opção.

Tente por esporte, por prazer, pelo risco. Tente só porque o não você já tem. Mas tente.

Um dia, esse tal cupido acerta a mira. Em algum momento, você acerta a prova (no conhecimento ou no chute mesmo). Uma hora, as coisas se encaixam. E você? E você percebe que a caixa é muito maior e muito mais bela do que você imagina.

Um dia, de tanto você cair na área, o juiz da vida marca um pênalti. E você faz o gol e vira o jogo. E aí? E aí, você entende que foi a sua queda prévia que o conduziu à vitória.

A aprovação em qualquer prova importante é difícil. Mas, sem tentar, a aprovação é impossível. Não tentar é reprovar-se por antecipação.

Dê mais uma chance ao seu projeto. Dê mais uma oportunidade àquilo que inquieta a sua alma. Por quê? Porque só a morte separa o corpo da alma. Ela sempre estará lá “incomodando” o seu corpo. É você instigando você.

Seja poeta. Escreva os versos da sua vida com emoção. Seja profeta. Profetize um futuro brilhante para você.

As palavras têm poder. Sempre tiveram. Sempre terão.

Uma semana de novas tentativas para todos nós!

Um texto Fantástico de Samer Agi(2014)