Ilimitado

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Podemos ser quem quisermos ser. As nossas escolhas são livres. Somos um processo de evolução em constante desenvolvimento, por isso somos testados todos os dias. Sabemos também que não estamos sozinhos nesse Universo. Seria muita estupidez crer que somos únicos seres racionais na plenitude quase infinita deste universo.

Precisamos evoluir nossos pensamentos para sermos melhores a cada dia. O fruto de nossas decisões semeiam um futuro plausível de escolhas. Faça suas ações com o coração, e preencha seu coração com amor e gratidão.

Quem sabe assim você possa ser alguém melhor que ontem. Assim, passará positividade em suas ações, contagiando os outros com amor e felicidade. Pois o amor é algo majestoso, puro e infinito.

Se torne infinito, se torne puro. Somente assim encontrará a paz, a liberdade e as respostas para às aflições da vida.

Que todos possamos atingir à grandeza que é o amor e partilhar desta virtude com outrem, fazendo sempre o bem, não importando a circunstância.

 

Sol se pôs

luz

Hoje o sol se pôs, deixou a noite tomar conta do ambiente. Apenas uma luz, bem no fundo do túnel, longínqua e embaçada pairava sobre aquela estrada. Hoje o sol se pôs, mais uma vez, calado, tímido e ameaçador.

O vazio ocupou mais um lugar naquele pequeno ser, outra sala de sua mente foi liberada, há apenas o vácuo agora. O vazio, o silêncio, a nostalgia não existe mais.

E assim, vagando pelos tropeços que oscilam em uma direção, pode ser qualquer uma, alienado, ríspido e soberbo. Esse é ele, alimentando rancor e ódio, vivendo de passado, amargurando o futuro.

Este é ela, buscando encontrá-lo nesse devaneio, ascendendo todas as luzes em seu caminho, deixando um rastro de oportunidade e liberdade, só basta ele querer, ele poder sentir, enquanto ela continua buscando-o intermitentemente.

Isto é um conflito, quando você expande a mente e, começa a ver com outros olhos o que não era visto, ou sentir o que não era sentido, quando tenta se tornar água. Água é limpa, pura, transparente, mas para isto, ela precisou ser purificada, tratada. E o caminho é esse, atravessar a peneira e vê o que sobra do outro lado.

 

O que já fiz

dd.jpgJá acreditei em amores perfeitos,
Já descobri que eles não existem…
Já amei pessoas que me decepcionaram,
Já decepcionei pessoas que me amaram…
Já passei horas na frente do espelho
Tentando descobrir quem sou,
Já tive tanta certeza de mim,
Ao ponto de querer sumir…
Já menti e me arrependi depois,
Já falei a verdade
E também me arrependi…
Já sorri chorando lágrimas de tristeza,
Já chorei de tanto rir…
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,
Já deixei de acreditar nas que realmente valiam…
Já tive crises de riso quando não podia…
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns,
Outras vezes falei o que não pensava para magoar outros…
Já senti muita falta de alguém,
Já gritei quando deveria calar,
Já calei quando deveria gritar…
Já penas para ver um amigo mais feliz…
Já inventei histórias de final feliz
Para dar esperança a quem precisava…
Já sonhei demais,
Ao ponto de confundir com a realidade…
Já tive medo do escuro,
Hoje no escuro “consigo ver a luz dentro de mim”…
Já caí inúmeras vezes
Achando que não iria me reerguer,
Já me reergui inúmeras vezes
Achando que não cairia mais…
Já corri atrás de um carro,
Por ele levar alguém que eu amava embora.
Já chamei pelo pai no meio da noite
Fugindo de um pesadelo,
Mas ela não apareceu
E foi um pesadelo maior ainda…
Já chamei pessoas próximas de “amigo”
E descobri que não eram;
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada
E sempre foram e serão especiais para mim…
Não me dêem formulas certas,
Porque eu não espero acertar sempre…
Não espere de mim nada pois sou livre para ser eu mesma.
Porque vou seguir meu coração!…
Não sei amar pela metade,amo a todos igualmente e intensamente.
Não sei viver de mentiras,não espere que eu minta,não aceito mentiras.
Sou sempre eu mesmo.

O Teatro Mágico

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Veio de manha molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar… e se entregou ao vento
O sol veio avisar… que de noite ele seria a lua……
Aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as conchas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar…
Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar
Nenhum medo que possa enfrentar
Nem segredo que possa contar…

Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem

Complexo de Vira-latas

neslonHoje vou fazer do escrete o meu numeroso personagem da semana. Os jogadores já partiram e o Brasil vacila entre o pessimismo mais obtuso e a esperança mais frenética. Nas esquinas, nos botecos, por toda parte, há quem esbraveje: “O Brasil não vai nem se classificar!”. E, aqui, eu pergunto:

— Não será esta atitude negativa o disfarce de um otimismo inconfesso e envergonhado?

Eis a verdade, amigos: — desde 50 que o nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo. A derrota frente aos uruguaios, na última batalha, ainda faz sofrer, na cara e na alma, qualquer brasileiro. Foi uma humilhação nacional que nada, absolutamente nada, pode curar. Dizem que tudo passa, mas eu vos digo: menos a dor-de-cotovelo que nos ficou dos 2 x 1. E custa crer que um escore tão pequeno possa causar uma dor tão grande. O tempo passou em vão sobre a derrota. Dir-se-ia que foi ontem, e não há oito anos, que, aos berros, Obdulio arrancou, de nós, o título. Eu disse “arrancou” como poderia dizer: “extraiu” de nós o título como se fosse um dente.

E hoje, se negamos o escrete de 58, não tenhamos dúvida: — é ainda a frustração de 50 que funciona. Gostaríamos talvez de acreditar na seleção. Mas o que nos trava é o seguinte: — o pânico de uma nova e irremediável desilusão. E guardamos, para nós mesmos, qualquer esperança. Só imagino uma coisa: — se o Brasil vence na Suécia, se volta campeão do mundo! Ah, a fé que escondemos, a fé que negamos, rebentaria todas as comportas e 60 milhões de brasileiros iam acabar no hospício.

Mas vejamos: — o escrete brasileiro tem, realmente, possibilidades concretas? Eu poderia responder, simplesmente, “não”. Mas eis a verdade:

— eu acredito no brasileiro, e pior do que isso: — sou de um patriotismo inatual e agressivo, digno de um granadeiro bigodudo. Tenho visto joga dores de outros países, inclusive os ex-fabulosos húngaros, que apanharam, aqui, do aspirante-enxertado do Flamengo. Pois bem: — não vi ninguém que se comparasse aos nossos. Fala-se num Puskas. Eu contra-argumento com um Ademir, um Didi, um Leônidas, um Jair, um Zizinho.

A pura, a santa verdade é a seguinte: — qualquer jogador brasileiro, quando se desamarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo de único em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma:

— temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de “com plexo de vira-latas”. Estou a imaginar o espanto do leitor: — “O que vem a ser isso?” Eu explico.

Por “complexo de vira-latas” entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol. Dizer que nós nos julgamos “os maiores” é uma cínica inverdade. Em Wembley, por que perdemos? Por que, diante do quadro inglês, louro e sardento, a equipe brasileira ganiu de humildade. Jamais foi tão evidente e, eu diria mesmo, espetacular o nosso vira-latismo. Na já citada vergonha de 50, éramos superiores aos adversários. Além disso, levávamos a vantagem do empate. Pois bem: — e perdemos da maneira mais abjeta. Por um motivo muito simples: — porque Obdulio nos tratou a pontapés, como se vira-latas fôssemos.

Eu vos digo: — o problema do escrete não é mais de futebol, nem de técnica, nem de tática. Absolutamente. É um problema de fé em si mesmo.

O brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-latas e que tem futebol para dar e vender, lá na Suécia. Uma vez que ele se convença disso, ponham-no para correr em campo e ele precisará de dez para segurar, como o chinês da anedota.

Insisto: — para o escrete, ser ou não ser vira-latas, eis a questão.


Texto extraído do livro “As cem melhores crônicas brasileiras”, editora Objetiva, Rio de Janeiro (RJ), p 118/119, e ao  livro “À sombra das chuteiras imortais: crônicas de chutava”, seleção de notas de Ruy Castro – Companhia das Letras – 1993.

Nelson Rodrigues tudo sobre o autor e sua obra em “Biografias.

Vássifüder

aleinaVássifüder é um homem rico e solteiro que, depois de morto, resolve se dedicar à tarefa de narrar sua própria vida. Dessa perspectiva, emite opiniões, sons e vibrações tridimensionais e transcedentais  sem se preocupar com o julgamento que os vivos, mortos, morto-vivo, aliens, peixes, seres de outra dimensão, tião carreiro, Van dame e Elizabeth “the Queen” podem fazer dele. De sua infância, registra apenas o contato com um colega de escola intergaláctica, Seku Miama, e o comportamento de reptiliano alucinado, que o fazia maltratar o escravo Malzahar e atrapalhar os amores adúlteros de uma amiga da família, Madeimousellenororóidogóis. Da juventude, resgata o envolvimento com uma prostituta de luxo, Chänna Schoenberg. Depois de retornar de uma temporada de estudos na galáxia de Andrômeda B5, vive uma existência de Gray podre de rico, despreocupado e fútil. Conhece a filha de Madeimousellenororóidogóis, Rahner Rademacher, e a despreza por ser manca. Envolve-se com fhasduadfhasdfputa, uma namorada da juventude, agora casada com o político hruwqrehrwruqehurwjão. O adultério dura muitos milênios, onde nasce Amon e Seth e se desfaz de maneira fria. Vássifüder ainda se aproxima de Satã, parenta de seu cunhado NegãoAzul, mas a morte da moça interrompe o projeto de casamento.
Fim.
Foda-se

alienacao

A Grande Noite

FAMILY

Estava frio, sombrio e ventando muito forte, era madrugada de outono, os ventos gelados sucumbiam aos meus ouvidos, conseguia ouvir os lobos uivando através da densa floresta negra que preenchia a visão de meu jardim através da janela.

Logo, comecei a suspirar, senti um forte calafrio caminhando pela minha coluna e me deparei com pequenos sussurros.

Eles foram aumentando… e quando fechei meus olhos pude perceber o que estava formando esse sussurro.

Era uma palavra diferente, forte e vívida!

Consegui sentir o sabor dessa palavra ao tocá-la com minha mente.

E assim eu a ouvi eternamente…

Shinay…. Shinay… Shinay…