Os efeitos da “Falta de Vontade”

desanamoQue a Luz espargida pela Espiritualidade Maior recaia sobre ti, meu Irmão, para que teus avanços no conhecimento de ti mesmo auxiliem teu progresso espiritual.

Muitas vezes uma simples palavra usada corriqueiramente quando colocada sob análise torna-se deveras interessante. Coloquemos, pois, sob análise a palavra “vontade”. Que é vontade? Qual seu significado? Vontade, meu Irmão é uma força psíquica que movimenta nossas energias e coloca em atividade as determinações da inteligência, conduzindo-nos ao exercício do bem, à nossa defesa contra os ataques e superação dos males que impedem nossa escalada rumo ao Divino.

Se a vontade é tudo isso, a falta dela nos torna apáticos, desanimados, indolentes e indiferentes, não é mesmo? Partindo desse princípio, convido-te a mergulhar comigo no exame detalhado da “falta de vontade”.

A falta de vontade no ser humano é uma deficiência que lhe trás inúmeros prejuízos exercendo, inclusive, grande influência nas demais imperfeições que o dominam. Tal deficiência, geralmente passa a manifestar-se na infância, podendo ter origem congênita ou causada por falta de incentivos ou mesmo de necessidades. Logo, podemos afirmar que os movimentos da vontade ainda que pequenos ou mesmo grandes são impulsionados pela necessidade e pelo estímulo.

A necessidade atua sobre a vontade determinando movimentos automáticos causados pela urgência do cumprimento de uma exigência que não pode ser evitada. Exemplificando, o piscar de olhos diante da ameaça de serem atingidos por algo.

O estímulo, por sua vez, além de agir sobre a vontade, ativa tanto a inteligência quanto o sentimento, despertando um grande desejo de substituir a carência pela abundância em cada um dos setores da vida em que a vontade desempenha papel principal.

Como podes observar, meu Irmão, quando passamos a esmorecer face nossa deficiência, se colocarmos em uso o antídoto ou a antideficiência que é a decisão teremos fortalecido nosso temperamento tornando-nos capazes de realizações antes consideradas como impossíveis de realizar. Contudo, para que tenhamos sucesso nessa empreitada, ao praticar a antideficiência nos casos de falta de vontade temos que contar com uma qualidade indispensável em nossa vida, a qual denominamos de “responsabilidade”. A responsabilidade é indispensável para a prática de qualquer antideficiência. Abro aqui  um parêntese para lembrar que responsabilidade não pode ser confundida com imposições rígidas. Seja suave consigo mesmo exercer a responsabilidade. Tudo que é suave, persistente e amorável é imbatível. Elabore atrativos para mantê-lo vigilante. No caso presente, aquele que quer ver triunfar a decisão deve opor-se contra a falta de energia ou apatia, com todo seu empenho até combatê-la para finalmente triunfar.

Na prática, em primeiro lugar, torna-se necessário desejar algo, querer realizar algo com tal intensidade que faça a antideficiência ser acionada. Saber que estamos colocando em prática uma disposição nascida de nós mesmos que nos beneficiará, irá modificar nossas vidas para muito melhor.

Realizações sadias e importantes exigem que se dê um passo a mais. Saia do conforto ilusório em que vives meu querido Irmão e dê o primeiro passo em tua vida para tua libertação. Abre as portas de tua morada interior e veja o que lá encontras. Não necessitas de fatores externos para ser feliz.

Começa hoje mesmo a tomar o antídoto para tua deficiência de falta de vontade que obsta teu crescimento como filho de Deus. Não esmoreça, por favor! Pratica a decisão. Decide passar o esmeril em tua alma vencendo tuas deficiências. Então, Irmão de minha alma, ao final de tua caminhada terrena, ao apreciares mais uma vez a inigualável beleza produzida por Deus ao pintar o por do sol que tanto admiras, teu coração estará em paz pela etapa vencida e terás uma enorme alegria de ser um vencedor. Venceste a ti mesmo… Isso é possível. Acredite em mim.

Com amor,
Irmão Savas
(Mentor do Núcleo Espírita Nosso Lar)

Fadiga Crônica

fahgAndo muito cansado, doutor. De manhã, para levantar da cama é o maior sacrifício. Mal chego no trabalho, já quero voltar para casa.

Cansaço é uma das cinco queixas mais frequentes dos que procuram os clínicos gerais. Nessas ocasiões, cabe ao médico encontrar uma causa que justifique a falta de disposição.

As mais comuns costumam ser:

* Doenças cardiovasculares (insuficiência cardíaca, arritmias, etc.);

* Doenças autoimunes (lúpus, polimiosite, etc.);

* Doenças pulmonares (enfisema, quadros infecciosos, etc.);

* Doenças endócrinas (hipotireoidismo, diabetes, etc.);

* Doenças musculares e neurológicas;

* Apneia do sono e narcolepsia;

* Abuso de álcool e outras drogas;

* Obesidade;

* Depressão e outros distúrbios psiquiátricos;

* Infecções;

* Tumores malignos.

A experiência mostra que contingente expressivo de pessoas que se queixam de cansaço, não se enquadra em nenhum desses diagnósticos. A tendência dos médicos nesses casos é atribuir a queixa às atribulações da vida moderna: noites mal-dormidas, alimentação inadequada, falta de atividade física, problemas psicológicos ou mera falta de vontade de trabalhar.

Alguns desses pacientes, no entanto, sentem-se muito mal, excessivamente cansados, incapazes de concentrar-se no trabalho e executar as tarefas diárias. Inconformados, fazem via sacra pelos consultórios atrás de um médico que leve a sério seus problemas, lhes ofereça uma esperança de melhora ou, pelo menos, uma explicação para o mal que os aflige.

São os portadores da síndrome da fadiga crônica, diagnosticada mais frequentemente em mulheres do que em homens.

Na maioria das vezes, a doença se instala insidiosamente depois de um episódio de  resfriado, gripe, sinusite ou outro processo infeccioso. Por razões desconhecidas, entretanto, a infecção vai embora, mas deixa em seu rasto sintomas de indisposição, fadiga e fraqueza muscular que melhoram, todavia retornam periodicamente, em ciclos, durante meses ou anos.

Como diferenciar esse estado de fadiga crônica, daqueles associados às solicitações da vida urbana?

Não há exames de laboratório específicos para identificar a fadiga crônica. De acordo com o International Chronic Fatique Syndrome Study Group, o critério para estabelecer o diagnóstico é o seguinte: considera-se portadora da síndrome toda pessoa com fadiga persistente, inexplicável por outras causas, que apresentar no mínimo quatro dos sintomas citados abaixo, por um período de pelo menos seis meses:

* Dor de garganta;

* Gânglios inflamados e dolorosos;

* Dores musculares;

* Dor em múltiplas articulações, sem sinais inflamatórios (vermelhidão e inchaço);

* Cefaleia com características diferentes das anteriores;

* Comprometimento substancial da memória recente ou da
concentração;

* Sono que não repousa;

* Fraqueza intensa que persiste por mais de 24 horas depois da atividade física.

Alguns estudos sugerem que predisposição genética, doenças infecciosas prévias, faixa etária, estresse e fatores ambientais tenham influência na história natural da enfermidade. Condições como hipoglicemia, anemia, pressão arterial baixa ou viroses misteriosas também são lembradas, mas a verdade é que as causas da síndrome da fadiga crônica são desconhecidas.

A evolução da doença é imprevisível. Às vezes, desaparece em pouco mais de seis meses, mas pode durar anos ou persistir pelo resto da vida.

A ignorância em relação às causas da síndrome, explica a  inexistência de tratamentos específicos para seus portadores. Os sintomas são passíveis de tratamentos paliativos, entretanto anti-inflamatórios são recomendados para as dores musculares ou articulares; drogas antidepressivas podem melhorar a qualidade do sono.

Mudanças de estilo de vida podem ser úteis. Os especialistas recomendam uma dieta equilibrada, uso moderado de álcool, exercícios regulares de acordo com a disposição física e a manutenção do equilíbrio emocional para controlar o estresse.

Reabilitação fisioterápica e condicionamento físico são fundamentais para a manutenção da atividade física e profissional.

Como em todas as doenças mal conhecidas, proliferam os assim chamados tratamentos naturalistas, alguns dos quais apregoam resultados milagrosos para a fadiga crônica. Infelizmente, não há qualquer evidência científica de que eles modifiquem a evolução da doença.

Retirado do (ARTIGOS DRAUZIO)

Os vários Tipos de Coragem!

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A verdadeira coragem é uma das qualidades que su­põem a maior grandeza de alma. Observo várias espécies dela: uma coragem contra a fortuna, que é filosofia; uma coragem contra as misérias, que é paciência; uma cora­gem na guerra, que é bravura; uma coragem nos em­preendimentos, que é arrojo; uma coragem altiva e teme­rária, que é audácia; uma coragem contra a injustiça, que é firmeza; uma coragem contra o vício, que é severidade; uma coragem de reflexão, de temperamento, etc. Não é comum que um mesmo homem reúna tantas qualidades.Octávio, no pleno da sua fortuna, elevado so­bre precipícios, enfrentava perigos eminentes; mas a morte, presente na guerra, abalava sua alma. Um núme­ro incalculável de romanos que nunca tinham temido a morte nas batalhas não possuía essa outra coragem que submeteu a terra a Augusto.
Não apenas se encontram muitas espécies de cora­gem, mas na mesma coragem muitas desigualdades. Bru­to, que teve a ousadia de atacar a fortuna de César, não teve a força de seguir a sua própria: havia alcançado o projec­to de destruir a tirania apenas com os recursos da sua co­ragem, e teve a fraqueza de o abandonar com todas as forças do povo romano, por falta desse equilíbrio de for­ça e de sentimento que sobrepõe os obstáculos e a len­tidão dos sucessos.

(Luc de Clapiers, Marquis de Vauvenargues – France 1715 – 1747)

Inconfesso Desejo

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Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo

(Carlos Drummond de Andrade)