Mito

romantic and scenic panorama with full moon on sea to night

“Se soubéssemos a magnificência que o desejo pode despertar, jamais ousaríamos sair do limbo sem viver. A grandiosidade está nos detalhes.”

Aprender a Ver

Nietzsche187cAprender a ver – habituar os olhos à calma, à paciência, ao deixar-que-as-coisas-se-aproximem-de-nós; aprender a adiar o juízo, a rodear e a abarcar o caso particular a partir de todos os lados. Este é o primeiro ensino preliminar para o espírito: não reagir imediatamente a um estímulo, mas sim controlar os instintos que põem obstáculos, que isolam. Aprender a ver, tal como eu o entendo, é já quase o que o modo afilosófico de falar denomina vontade forte: o essencial nisto é, precisamente, o poder não «querer», o poder diferir a decisão. Toda a não-espiritualidade, toda a vulgaridade descansa na incapacidade de opor resistência a um estímulo — tem que se reagir, seguem-se todos os impulsos.
Em muitos casos esse ter que é já doença, decadência, sintoma de esgotamento, — quase tudo o que a rudeza afilosófica designa com o nome de «vício» é apenas essa incapacidade fisiológica de não reagir. — Uma aplicação prática do ter-aprendido-a-ver: enquanto discente em geral, chegar-se-á a ser lento, desconfiado, teimoso. Ao estranho, ao novo de qualquer espécie deixar-se-o-á aproximar-se com uma tranquilidade hostil, — afasta-se dele a mão. O ter abertas todas as portas, o servil abrir a boca perante todo o facto pequeno, o estar sempre disposto a meter-se, a lançar-se de um salto para dentro de outros homens e outras coisas, em suma, a famosa «objectividade» moderna é mau gosto, é algo não-aristocrático par excellence.
Friedrich Nietzsche, in “Crepúsculo dos Ídolos”

Puro…

como eu amo a vida

Era vigésimo sexto sentido de vida, quando comecei a apreciar uma coisa, um sentimento maravilhoso. A verdade é que não podemos classificar certos sentimentos com nomes. Existem coisas inexplicáveis, imensuráveis e imutáveis.

Percebo que o “hoje” é diferente para todos, o tempo é igual, mas a intensidade que ele ocorre é única e possui certas singularidades que somente certos fatores definem essa equação.

Começou com um clarão, a vista meio embaçada, um suor descontrolado, uma aflição doce e ao mesmo tempo reconfortante.

O segundo contato era o som, um ruído turvo e abafado que zunia parecido com um bater de asas de abelhas e depois ficava reconfortante.

O terceiro foi o tato, senti um arrepio daqueles que você alivia qualquer tensão, como se seu corpo estivesse sendo expurgado tudo de ruim que teve.

E assim começou o que venho a  explicar… era uma sensação saudável, limpa, pura…

Não tinha peso em meus pensamentos, nem julgamento, estava translúcido, insípido e imutável.

E aos abris os olhos… ahhhh….. ao abrir os olhos… não há explicação para com o que me deparei… paraíso é único para todos, porém é indescritível.

As sensações falam por si só. Foi lindo, foi mágico, foi puro…

Síndrome do Sentir

sentir

Esta chuvinha de água viva esperneando luz e ainda com gosto de mato longe, meio baunilha, meio manacá, meio alfazema pois o sol de outono caía com uma luz pálida e macia.

Sinto o amargo sabor da tristeza nas palavras de uma amigo querido, que os carinhos de Genésia não tinham mais gosto dos primeiros tempos e se sucederam na magia das ondas volumétricas daqueles pensamentos mosaicos de um serafim monólogo.

A maciez das músicas sentidas pelo tato da verdade sobre o capuz da aurora celestial, fez com que eu fosse além da compreensão exacerbada de um caminho sem fim com sabor de enxofre e gosto de quero mais.

Vamos respirar o ar verde do outono na floresta, uma luminosidade perfumada aquecia os pássaros e a melodia do pianista era doce e rósea em suas sublimes imensidões pois ouvia-se a maciez de um sabor prateado e eternamente se encantou com o calor víride e azulado de um aroma que soava doce como o bem maior em que acreditava.

A minha primeira recordação é um muro velho, no quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha  verde e úmida, macia,quase irreal. (Augusto Meyer)

Gandhi e o Professor

gandhiEnquanto estudava Direito na University College, de Londres, um professor de sobrenome Peters tinha-lhe aversão, mas o estudante Gandhi nunca baixou a cabeça e os seus encontros eram frequentes.

Certo dia o professor Peters almoçava no refeitório da Universidade quando o aluno, com sua bandeja, senta-se ao seu lado.

O professor, altivo, diz:

– Sr. Gandhi, você não entende … Um porco e um pássaro não se sentam juntos para comer.

Gandhi respondeu-lhe:

– Fique tranquilo, professor. Eu vou voando… – e mudou-se para outra mesa.

Mr. Peters, enfurecido, decidiu vingar-se no dia seguinte, quando uma prova seria aplicada. Mas o aluno respondeu de forma brilhante a cada questão. Então, o professor fez-lhe mais uma pergunta:

– Sr. Gandhi, você está andando na rua e encontra um saco contendo em seu interior a sabedoria e uma grande quantidade de dinheiro. Qual dos dois o sr. escolhe?
Gandhi responde-lhe, sem hesitar:

– É claro, professor, que fico com o dinheiro!
O professor Peters, sorrindo, diz:

– Eu, ao contrário, teria agarrado a sabedoria, você não acha?
– Compreendo… Cada um escolhe o que não tem! – responde Gandhi.

O professor Peters fica histérico e escreve no papel da prova que foi aplicada: “Idiota!”.
O jovem Gandhi recebe a folha e lê atentamente. Depois de alguns minutos, dirige-se ao professor e diz:

– Mr. Peters, reparo que assinou a minha prova, mas não colocou a nota.

  Moral da História

” Semeie a paz, o amor, a compreensão. Mas trate com firmeza quem te trata com desprezo.”

Como alcançar a Felicidade

fff

Para começarmos, podemos dividir todo tipo de felicidade e sofrimento em duas categorias principais: mental e física. Das duas, é a mente que exerce a maior influência em muitos de nós. A menos que estejamos gravemente doentes, ou privados de nossas necessidades básicas, a condição física representa um papel secundário na vida. Se o corpo está satisfeito, praticamente o ignoramos. A mente, entretanto, registra cada evento, por mais pequeno que seja. Por isso, deveríamos devotar nossos mais sérios esforços à produção da paz mental. A partir de minha própria limitada experiência, descobri que o mais alto grau de tranquilidade interior vem do desenvolvimento do amor e da compaixão. Quanto mais nos ocuparmos com a felicidade alheia, maior se tornará nossa sensação de bem-estar. O cultivo de sentimentos amorosos, calorosos e próximos para com os outros automaticamente descansa a mente. Isto ajuda a remover quaisquer temores ou inseguranças que possamos ter e, nos dá força para enfrentarmos quaisquer obstáculos que encontramos. É a principal fonte de sucesso na vida. Enquanto vivemos neste mundo estamos destinados a encontrar problemas. Se, nessas ocasiões, perdemos a esperança e nos desencorajamos, diminuímos nossa habilidade de encarar as dificuldades. Se, por outro lado, nos lembramos que não se trata apenas de nós, mas, que todos têm de passar por sofrimento, esta perspectiva mais realista aumentará nossa capacidade e determinação para sobrepujarmos os problemas. Na verdade, com essa atitude, cada novo obstáculo pode ser encarado como sendo mais uma valiosa oportunidade de aprimorar nossa mente! Desse modo, podemos gradualmente nos esforçar para nos tornarmos mais compassivos, ou seja, podemos desenvolver tanto a genuína empatia pelo sofrimento dos outros, quanto a vontade de ajudar a remover sua dor. Como resultado, crescerão nossas próprias serenidade e força interior.

(Dalai Lama)

Quem toma café vive mais

<> on January 24, 2011 in Berlin, Germany.
É o que mostra uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com pouco mais de 400 mil pessoas. Em 14 anos de estudo, cientistas compararam a taxa de mortalidade de quem bebe café com aqueles que não bebem. Resultado: houve menos mortes entre os participantes que tomavam, pelo menos, 3 xícaras ao dia, do que aqueles que não tomavam café.

Quem bebe menos de 3 xícaras ganha uma vantagem ínfima sobre quem dispensa o café, quase irrelevante. Mas quem toma de 4 a 5 xícaras diariamente tem vantagem sobre todos. É a medida ideal. Homens que bebiam essa quantidade tinham até 12% menos chances de morrer; já as mulheres tinham mais 16% de chances de viver – sempre na comparação com quem não toma nada de café.

Para os mais viciados, que tomam 6 xícaras ou mais ao dia, as chances de morrer diminuem 10% neles e 15% nelas. Quem bebe de 2 a 3 xícaras, pode viver até 10%, se for homem, e 5%, se for mulher.

Apesar da associação positiva entre sobrevivência e consumo de café, os pesquisadores não garantem que o mérito de viver mais seja exclusivamente da bebida. “Não é possível concluir que essa relação entre consumo de café e mortalidade reflete causa e efeito”, diz Neal Freedman, chefe da pesquisa. “Mas podemos especular sobre os benefícios do café na saúde. Este estudo mostrou uma relação inversa entre o consumo da bebida e as mortes”. A pesquisa considerou todos os motivos de óbitos: desde derrames até infecções e diabetes.

Então, vai um cafezinho?

(Via Telegraph)

Crédito da foto: gettyimages

Carta sobre Felicidade

ivverQue ninguém hesite em se dedicar à filosofia enquanto jovem, nem se canse de fazê-lo depois de velho, porque ninguém jamais é demasiado jovem ou demasiado velho para alcançar a saúde do espírito. Quem afirma que a hora de dedicar-se à filosofia ainda não chegou, ou que ela já passou, é como se dissesse que ainda não chegou ou que já passou a hora de ser feliz. Desse modo, a filosofia é útil tanto ao jovem quanto ao velho: para quem está envelhecendo sentir-se rejuvenescer através da grata recordação das coisas que já se foram, e para o jovem poder envelhecer sem sentir medo das coisas que estão por vir; é necessário, portanto, cuidar das coisas que trazem a felicidade, já que, estando esta presente, tudo temos, e, sem ela, tudo fazemos para alcançá-la.

Pratica e cultiva então aqueles ensinamentos que sempre te transmiti, na certeza de que eles constituem os elementos fundamentais para uma vida feliz.

Em primeiro lugar, considerando a divindade como um ente imortal e bem aventurado, como sugere a percepção comum de divindade, não atribuas a ela nada que seja incompatível com a sua imortalidade, nem inadequado à sua bem-aventurança; pensa a respeito dela tudo que for capaz de conservar-lhe felicidade e imortalidade.

Os deuses de fato existem e é evidente o conhecimento que temos deles; já a imagem que deles faz a maioria das pessoas, essa não existe: as pessoas não costumam preservar a noção a noção que têm dos deuses. Ímpio não é quem rejeita os deuses em que a maioria crê, mas sim quem atribui aos deuses os falsos juízos dessa maioria. Com efeito, os juízos do povo a respeito dos deuses não se baseiam em noções inatas, mas em opiniões falsas. Daí a crença de que eles causam os maiores malefícios aos maus e os maiores benefícios aos bons. Irmanados pelas suas próprias virtudes, eles só aceitam a convivência com os seus semelhantes e consideram estranho tudo que seja diferente deles.

Acostuma-se à idéia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade.

Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar viver. É tolo portanto quem diz ter medo da morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque o aflige a própria espera: aquilo que não nos perturba quando presente não deveria afligir-nos enquanto está sendo esperado.

Então, o mais terrível de todos os males, a morte, não significa nada para nós, justamente porque, quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos. A morte, portanto, não é nada, nem para os vivos nem para os mortos, já que para aqueles ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui. E, no momento, a maioria das pessoas a foge da morte como se fosse o maior dos males, ora a deseja como descanso dos males da vida.

O sábio, porém, nem desdenha viver, nem teme deixar de viver; para ele, viver não é um fardo e não-viver não é um mal.

Assim, como opta pela comida mais saborosa e não pela mais abundante, do mesmo modo ele colhe os doces frutos de um tempo bem vivido, ainda que breve.

Quem aconselha o jovem a viver bem e o velho a morrer bem não passa de um tolo, não só pelo que a vida tem de agradável para ambos, mas também porque se deve ter exatamente o mesmo cuidado em honestamente morrer. Mas pior ainda é aquele que diz: bom seria não ter nascido, mas uma vez nascido, transpor o mais depressa possível as portas do Hades.

Se ele diz isso com plena convicção, por que não se vai desta vida? Pois é livre para fazê-lo, se for esse realmente seu desejo; mas se o disse por brincadeira, foi um frívolo em falar de coisas que brincadeira não admitem.

Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é nem totalmente nosso, nem totalmente não-nosso, para não sermos obrigados a esperá-lo como se estivesse por vir com toda a certeza, nem nos desesperarmos como se não estivesse por vir jamais.

Consideremos também que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os naturais, há uns que são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros, para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz: em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo.

Uma vez que tenhamos atingido esse estado, toda a tempestade da alma se aplaca, e o ser vivo não tendo que ir em busca de algo que lhe falta, nem procurar outra coisa a não ser o bem da alma e do corpo, estará satisfeito. de fato, só sentimos necessidade do prazer quando sofremos pela sua ausência; ao contrário, quando não sofremos, essa necessidade não se faz sentir.

É por essa razão que afirmamos que o prazer é o início e o fim de uma vida feliz. com efeito, nós o identificamos como o bem primeiro e inerente ao ser humano, em razão dele praticamos toda escolha e toda recusa, e a ele chegamos escolhendo todo bem de acordo com a distinção entre prazer e dor.

Embora o prazer seja nosso bem primeiro e inato, nem por isso escolhemos qualquer prazer: há ocasiões em que evitamos muitos prazeres, quando deles nos advêm efeitos o mais das vezes desagradáveis; ao passo que consideramos muitos sofrimentos preferíveis aos prazeres, se um prazer maior advier depois de suportarmos essas dores por muito tempo. Portanto, todo prazer constitui um bem por sua própria natureza; não obstante isso, nem todos são escolhidos; do mesmo modo, toda dor é um mal, mas nem todas devem ser sempre evitadas. Convém, portanto, avaliar todos os prazeres e sofrimentos de acordo com o critério dos benefícios e dos danos. Há ocasiões em que utilizamos um bem como se fosse um mal e, ao contrário, um mal como se fosse um bem.

Consideramos ainda a auto-suficiência um grande bem; não que devamos nos satisfazer com pouco, mas para nos contentarmos esse pouco caso não tenhamos o muito, honestamente convencidos de que desfrutam melhor a abundância os que menos dependem dela; tudo o que é natural é fácil de conseguir; difícil é tudo o que é inútil.

Os alimentos mais simples proporcionam o mesmo prazer que as iguarias mais requintadas, desde que se remova a dor provocada pela falta: pão e água produzem o prazer mais profundo quando ingeridos por quem deles necessita.

Habituar-se às coisas simples, a um modo de vida não luxuoso, portanto, não é só conveniente para a saúde, como ainda proporciona ao homem os meios para enfrentar corajosamente as adversidades da vida: nos períodos em que conseguimos levar uma existência rica, predispõe o nosso ânimo para melhor aproveitá-la, e nos prepara para enfrentar sem temos as vicissitudes da sorte.

Quando então dizemos que o fim último é o prazer, não nos referimos aos prazeres dos intemperantes ou aos que consistem no gozo dos sentidos, como acreditam as pessoas que ignoram o nosso pensamento, ou não concordam com ele, ou o interpretam erroneamente, mas ao prazer que é a ausência de sofrimentos físicos e de perturbações da alma. Não são, pois, bebidas nem banquetes contínuos, nem a posse de mulheres e rapazes, nem o sabor dos peixes ou das outras iguarias de uma mesa farta que tornam doce uma vida, mas um exame cuidadoso que investigue as causas de toda escolha e de toda rejeição e que remova as opiniões falsas em virtude das quais uma imensa perturbação toma conta dos espíritos. De todas essas coisas, a prudência é o princípio e o supremo bem, razão pela qual ele é mais preciosa do que a própria filosofia; é dela que originaram todas as demais virtudes; é ela que nos ensina que não existe vida feliz sem prudência, beleza e justiça sem felicidade. Porque as virtudes estão intimamente ligadas à felicidade, e a felicidade é inseparável delas.

Na tua opinião, será que pode existir alguém mais feliz do que o sábio, que tem um juízo reverente acerca dos deuses, que se comporta de modo absolutamente indiferente perante a morte, que bem compreende a finalidade da natureza, que discerne que o bem supremo está nas coisas simples e fáceis de obter, e que o mal supremos ou dura pouco, ou só nos causa sofrimentos leves? Que nega o destino, apresentado por alguns como o senhor de tudo, já que as coisas acontecem ou por necessidade, ou por acaso, ou por vontade nossa; e que a necessidade é incoercível, o acaso instável, enquanto nossa vontade é livre, razão pela qual nos acompanham a censura e o louvor?

Mais vale aceitar o mito dos deuses, do que ser escravo do destino dos naturalistas; o mito pelo menos nos oferece a esperança do perdão dos deuses através das homenagens que lhes prestamos, ao passo que o destino é uma necessidade inexorável.

Entendendo que a sorte não é uma divindade, como a maioria das pessoas acredita (pois um deus não faz nada ao acaso), nem algo incerto, o sábio não crê que ela proporcione aos homens nenhum bem ou nenhum mal que sejam fundamentais para uma vida feliz, mas, sim, que dela pode surgir o início de grandes bens e de grandes males. A seu ver, é preferível ser desafortunado e sábio, a ser afortunado e tolo; na prática, é melhor que um bom projeto não chegue a bom termo, do que chegue a ter êxito um projeto mau.

Medita, pois, todas estas coisas e muitas outras a elas congêneres, dia e noite, contigo mesmo e com teus semelhantes, e nunca mais te sentirás perturbado, quer acordado, quer dormindo, mas viverás como um deus entre os homens. Porque não se assemelha absolutamente a um mortal o homem que vive entre bens imortais.

(Retirado do Terapia de Viver Bem)

Os efeitos da “Falta de Vontade”

desanamoQue a Luz espargida pela Espiritualidade Maior recaia sobre ti, meu Irmão, para que teus avanços no conhecimento de ti mesmo auxiliem teu progresso espiritual.

Muitas vezes uma simples palavra usada corriqueiramente quando colocada sob análise torna-se deveras interessante. Coloquemos, pois, sob análise a palavra “vontade”. Que é vontade? Qual seu significado? Vontade, meu Irmão é uma força psíquica que movimenta nossas energias e coloca em atividade as determinações da inteligência, conduzindo-nos ao exercício do bem, à nossa defesa contra os ataques e superação dos males que impedem nossa escalada rumo ao Divino.

Se a vontade é tudo isso, a falta dela nos torna apáticos, desanimados, indolentes e indiferentes, não é mesmo? Partindo desse princípio, convido-te a mergulhar comigo no exame detalhado da “falta de vontade”.

A falta de vontade no ser humano é uma deficiência que lhe trás inúmeros prejuízos exercendo, inclusive, grande influência nas demais imperfeições que o dominam. Tal deficiência, geralmente passa a manifestar-se na infância, podendo ter origem congênita ou causada por falta de incentivos ou mesmo de necessidades. Logo, podemos afirmar que os movimentos da vontade ainda que pequenos ou mesmo grandes são impulsionados pela necessidade e pelo estímulo.

A necessidade atua sobre a vontade determinando movimentos automáticos causados pela urgência do cumprimento de uma exigência que não pode ser evitada. Exemplificando, o piscar de olhos diante da ameaça de serem atingidos por algo.

O estímulo, por sua vez, além de agir sobre a vontade, ativa tanto a inteligência quanto o sentimento, despertando um grande desejo de substituir a carência pela abundância em cada um dos setores da vida em que a vontade desempenha papel principal.

Como podes observar, meu Irmão, quando passamos a esmorecer face nossa deficiência, se colocarmos em uso o antídoto ou a antideficiência que é a decisão teremos fortalecido nosso temperamento tornando-nos capazes de realizações antes consideradas como impossíveis de realizar. Contudo, para que tenhamos sucesso nessa empreitada, ao praticar a antideficiência nos casos de falta de vontade temos que contar com uma qualidade indispensável em nossa vida, a qual denominamos de “responsabilidade”. A responsabilidade é indispensável para a prática de qualquer antideficiência. Abro aqui  um parêntese para lembrar que responsabilidade não pode ser confundida com imposições rígidas. Seja suave consigo mesmo exercer a responsabilidade. Tudo que é suave, persistente e amorável é imbatível. Elabore atrativos para mantê-lo vigilante. No caso presente, aquele que quer ver triunfar a decisão deve opor-se contra a falta de energia ou apatia, com todo seu empenho até combatê-la para finalmente triunfar.

Na prática, em primeiro lugar, torna-se necessário desejar algo, querer realizar algo com tal intensidade que faça a antideficiência ser acionada. Saber que estamos colocando em prática uma disposição nascida de nós mesmos que nos beneficiará, irá modificar nossas vidas para muito melhor.

Realizações sadias e importantes exigem que se dê um passo a mais. Saia do conforto ilusório em que vives meu querido Irmão e dê o primeiro passo em tua vida para tua libertação. Abre as portas de tua morada interior e veja o que lá encontras. Não necessitas de fatores externos para ser feliz.

Começa hoje mesmo a tomar o antídoto para tua deficiência de falta de vontade que obsta teu crescimento como filho de Deus. Não esmoreça, por favor! Pratica a decisão. Decide passar o esmeril em tua alma vencendo tuas deficiências. Então, Irmão de minha alma, ao final de tua caminhada terrena, ao apreciares mais uma vez a inigualável beleza produzida por Deus ao pintar o por do sol que tanto admiras, teu coração estará em paz pela etapa vencida e terás uma enorme alegria de ser um vencedor. Venceste a ti mesmo… Isso é possível. Acredite em mim.

Com amor,
Irmão Savas
(Mentor do Núcleo Espírita Nosso Lar)

6 informações que motoristas precisam saber sobre os ciclistas no trânsito

bike-transito-ecodNesta semana foi lembrado o Dia do Ciclista. Ao mesmo tempo em que crescem os movimentos pró-bike em boa parte do país, também é verdade que muitos adeptos das bicicletas seguem vivenciando inúmeras agruras no trânsito, o que ajuda a desestimular o uso desse meio de transporte não poluente e que não congestiona a cidade.

O Movimento Salvador Vai de Bike listou algumas informações relevantes, baseadas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a fim de reforçar que os ciclistas também devem ter o acesso respeitado às ruas, avenidas e estradas brasileiras, sem sofrerem qualquer tipo de discriminação e/ou agressão. Os dados são os seguintes:

  • O ciclista não é um obstáculo nas vias. Ele faz parte do trânsito;
  • A bicicleta é um veículo. E pelo Código Brasileiro de Trânsito Brasileiro (CTB), pode circular pelas ruas e estradas assim como carros e motos;
  • É infração gravíssima dirigir ameaçando ciclistas. Você pode até perder o sei direito de dirigir (Art. 170);
  • Ao ultrapassar uma bicicleta, respeite a distância lateral de 1,5m entre ela e o seu veículo;
  • É infração grave colar na traseira de uma bicicleta ou apertá-la contra a calçada (ARt. 192);
  • O carro deve sempre dar preferência de passagem ao ciclista. É lei (Art. 214).

Vale lembrar também que ciclista legal respeita as regras de trânsito, os motoristas e os pedestres. Em uma cidade sustentável, os diferentes meios de transporte convivem harmonicamente, o que traz uma série de benefícios para a mobilidade urbana e a sociedade de uma forma geral.

por EcoD | foto Eduardo Zárate