Mito

romantic and scenic panorama with full moon on sea to night

“Se soubéssemos a magnificência que o desejo pode despertar, jamais ousaríamos sair do limbo sem viver. A grandiosidade está nos detalhes.”

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Aprender a Ver

Nietzsche187cAprender a ver – habituar os olhos à calma, à paciência, ao deixar-que-as-coisas-se-aproximem-de-nós; aprender a adiar o juízo, a rodear e a abarcar o caso particular a partir de todos os lados. Este é o primeiro ensino preliminar para o espírito: não reagir imediatamente a um estímulo, mas sim controlar os instintos que põem obstáculos, que isolam. Aprender a ver, tal como eu o entendo, é já quase o que o modo afilosófico de falar denomina vontade forte: o essencial nisto é, precisamente, o poder não «querer», o poder diferir a decisão. Toda a não-espiritualidade, toda a vulgaridade descansa na incapacidade de opor resistência a um estímulo — tem que se reagir, seguem-se todos os impulsos.
Em muitos casos esse ter que é já doença, decadência, sintoma de esgotamento, — quase tudo o que a rudeza afilosófica designa com o nome de «vício» é apenas essa incapacidade fisiológica de não reagir. — Uma aplicação prática do ter-aprendido-a-ver: enquanto discente em geral, chegar-se-á a ser lento, desconfiado, teimoso. Ao estranho, ao novo de qualquer espécie deixar-se-o-á aproximar-se com uma tranquilidade hostil, — afasta-se dele a mão. O ter abertas todas as portas, o servil abrir a boca perante todo o facto pequeno, o estar sempre disposto a meter-se, a lançar-se de um salto para dentro de outros homens e outras coisas, em suma, a famosa «objectividade» moderna é mau gosto, é algo não-aristocrático par excellence.
Friedrich Nietzsche, in “Crepúsculo dos Ídolos”

Puro…

como eu amo a vida

Era vigésimo sexto sentido de vida, quando comecei a apreciar uma coisa, um sentimento maravilhoso. A verdade é que não podemos classificar certos sentimentos com nomes. Existem coisas inexplicáveis, imensuráveis e imutáveis.

Percebo que o “hoje” é diferente para todos, o tempo é igual, mas a intensidade que ele ocorre é única e possui certas singularidades que somente certos fatores definem essa equação.

Começou com um clarão, a vista meio embaçada, um suor descontrolado, uma aflição doce e ao mesmo tempo reconfortante.

O segundo contato era o som, um ruído turvo e abafado que zunia parecido com um bater de asas de abelhas e depois ficava reconfortante.

O terceiro foi o tato, senti um arrepio daqueles que você alivia qualquer tensão, como se seu corpo estivesse sendo expurgado tudo de ruim que teve.

E assim começou o que venho a  explicar… era uma sensação saudável, limpa, pura…

Não tinha peso em meus pensamentos, nem julgamento, estava translúcido, insípido e imutável.

E aos abris os olhos… ahhhh….. ao abrir os olhos… não há explicação para com o que me deparei… paraíso é único para todos, porém é indescritível.

As sensações falam por si só. Foi lindo, foi mágico, foi puro…

Síndrome do Sentir

sentir

Esta chuvinha de água viva esperneando luz e ainda com gosto de mato longe, meio baunilha, meio manacá, meio alfazema pois o sol de outono caía com uma luz pálida e macia.

Sinto o amargo sabor da tristeza nas palavras de uma amigo querido, que os carinhos de Genésia não tinham mais gosto dos primeiros tempos e se sucederam na magia das ondas volumétricas daqueles pensamentos mosaicos de um serafim monólogo.

A maciez das músicas sentidas pelo tato da verdade sobre o capuz da aurora celestial, fez com que eu fosse além da compreensão exacerbada de um caminho sem fim com sabor de enxofre e gosto de quero mais.

Vamos respirar o ar verde do outono na floresta, uma luminosidade perfumada aquecia os pássaros e a melodia do pianista era doce e rósea em suas sublimes imensidões pois ouvia-se a maciez de um sabor prateado e eternamente se encantou com o calor víride e azulado de um aroma que soava doce como o bem maior em que acreditava.

A minha primeira recordação é um muro velho, no quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha  verde e úmida, macia,quase irreal. (Augusto Meyer)

Gandhi e o Professor

gandhiEnquanto estudava Direito na University College, de Londres, um professor de sobrenome Peters tinha-lhe aversão, mas o estudante Gandhi nunca baixou a cabeça e os seus encontros eram frequentes.

Certo dia o professor Peters almoçava no refeitório da Universidade quando o aluno, com sua bandeja, senta-se ao seu lado.

O professor, altivo, diz:

– Sr. Gandhi, você não entende … Um porco e um pássaro não se sentam juntos para comer.

Gandhi respondeu-lhe:

– Fique tranquilo, professor. Eu vou voando… – e mudou-se para outra mesa.

Mr. Peters, enfurecido, decidiu vingar-se no dia seguinte, quando uma prova seria aplicada. Mas o aluno respondeu de forma brilhante a cada questão. Então, o professor fez-lhe mais uma pergunta:

– Sr. Gandhi, você está andando na rua e encontra um saco contendo em seu interior a sabedoria e uma grande quantidade de dinheiro. Qual dos dois o sr. escolhe?
Gandhi responde-lhe, sem hesitar:

– É claro, professor, que fico com o dinheiro!
O professor Peters, sorrindo, diz:

– Eu, ao contrário, teria agarrado a sabedoria, você não acha?
– Compreendo… Cada um escolhe o que não tem! – responde Gandhi.

O professor Peters fica histérico e escreve no papel da prova que foi aplicada: “Idiota!”.
O jovem Gandhi recebe a folha e lê atentamente. Depois de alguns minutos, dirige-se ao professor e diz:

– Mr. Peters, reparo que assinou a minha prova, mas não colocou a nota.

  Moral da História

” Semeie a paz, o amor, a compreensão. Mas trate com firmeza quem te trata com desprezo.”

Como alcançar a Felicidade

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Para começarmos, podemos dividir todo tipo de felicidade e sofrimento em duas categorias principais: mental e física. Das duas, é a mente que exerce a maior influência em muitos de nós. A menos que estejamos gravemente doentes, ou privados de nossas necessidades básicas, a condição física representa um papel secundário na vida. Se o corpo está satisfeito, praticamente o ignoramos. A mente, entretanto, registra cada evento, por mais pequeno que seja. Por isso, deveríamos devotar nossos mais sérios esforços à produção da paz mental. A partir de minha própria limitada experiência, descobri que o mais alto grau de tranquilidade interior vem do desenvolvimento do amor e da compaixão. Quanto mais nos ocuparmos com a felicidade alheia, maior se tornará nossa sensação de bem-estar. O cultivo de sentimentos amorosos, calorosos e próximos para com os outros automaticamente descansa a mente. Isto ajuda a remover quaisquer temores ou inseguranças que possamos ter e, nos dá força para enfrentarmos quaisquer obstáculos que encontramos. É a principal fonte de sucesso na vida. Enquanto vivemos neste mundo estamos destinados a encontrar problemas. Se, nessas ocasiões, perdemos a esperança e nos desencorajamos, diminuímos nossa habilidade de encarar as dificuldades. Se, por outro lado, nos lembramos que não se trata apenas de nós, mas, que todos têm de passar por sofrimento, esta perspectiva mais realista aumentará nossa capacidade e determinação para sobrepujarmos os problemas. Na verdade, com essa atitude, cada novo obstáculo pode ser encarado como sendo mais uma valiosa oportunidade de aprimorar nossa mente! Desse modo, podemos gradualmente nos esforçar para nos tornarmos mais compassivos, ou seja, podemos desenvolver tanto a genuína empatia pelo sofrimento dos outros, quanto a vontade de ajudar a remover sua dor. Como resultado, crescerão nossas próprias serenidade e força interior.

(Dalai Lama)

Quem toma café vive mais

<> on January 24, 2011 in Berlin, Germany.
É o que mostra uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com pouco mais de 400 mil pessoas. Em 14 anos de estudo, cientistas compararam a taxa de mortalidade de quem bebe café com aqueles que não bebem. Resultado: houve menos mortes entre os participantes que tomavam, pelo menos, 3 xícaras ao dia, do que aqueles que não tomavam café.

Quem bebe menos de 3 xícaras ganha uma vantagem ínfima sobre quem dispensa o café, quase irrelevante. Mas quem toma de 4 a 5 xícaras diariamente tem vantagem sobre todos. É a medida ideal. Homens que bebiam essa quantidade tinham até 12% menos chances de morrer; já as mulheres tinham mais 16% de chances de viver – sempre na comparação com quem não toma nada de café.

Para os mais viciados, que tomam 6 xícaras ou mais ao dia, as chances de morrer diminuem 10% neles e 15% nelas. Quem bebe de 2 a 3 xícaras, pode viver até 10%, se for homem, e 5%, se for mulher.

Apesar da associação positiva entre sobrevivência e consumo de café, os pesquisadores não garantem que o mérito de viver mais seja exclusivamente da bebida. “Não é possível concluir que essa relação entre consumo de café e mortalidade reflete causa e efeito”, diz Neal Freedman, chefe da pesquisa. “Mas podemos especular sobre os benefícios do café na saúde. Este estudo mostrou uma relação inversa entre o consumo da bebida e as mortes”. A pesquisa considerou todos os motivos de óbitos: desde derrames até infecções e diabetes.

Então, vai um cafezinho?

(Via Telegraph)

Crédito da foto: gettyimages