Vida

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Parece um desperdício a vida das pessoas. Sabe? Alguns não enxergam coisas boas nem quando estão bem na frente. O que importa são as coisas simples da vida.
Eu queria ser como todos. Todos que querem o sonho de uma vida melhor. Uma vida que todos tinham. Não mais que isso. Mas não o pouco que eu tinha.
Mergulhei de cabeça e por um tempo foi como eu sempre imaginei. Eu era um de vocês. A sensação era boa, fui visto como eu mesmo me via e não podia pedir mais que isso mas eu pedi. Chegou a um ponto em que eu não queria ser só igual. Queria ser melhor.
E isso é uma receita para se machucar. Mas não desistimos. Descansamos e voltamos para a rotina. A vida me dará outra chance e vou arrebentar…

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O GAROTO fudido!

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Esta é uma história, de um garoto FUDIDO. Ele era a mais pura encarnação da lei de Murphy. Maldição e mau olhado eram características do seu caráter injustiçado pelo destino. Ele era tão azarado que em vários fatores da vida lhe convinha algo maléfico e digno de acontecer em sua vida.Na escola, ele não se saia bem, e como sempre, havia um professor que o marcava. Quando não era gay o professor, eram aqueles tiranos, mas sempre lhe marcavam. Isso podia se dar por ele ser extremamente divertido, o que causava inveja alheia.

No amor, era o mais fudido. Não tinha uma vida amorosa muito agitada, não por opção, mas por falta dela mesmo. Quando encontrava uma garota, achava que era a certa, mas ela estava pegando outros também. Quando ele encontrava outra garota, e estava dando tudo certo, a mesma voltava com o namorado na outra semana. E sua vida amorosa foi assim de anos em anos, séculos e séculos.

No sexo, PUTA QUE PARIU!! Ele não comia ninguém! Custava conseguir uma foda, e quando conseguia uma foda, dentre milhares de pessoas, ele pegou uma doença venérea no primeiro sexo. O verdadeiro senhor do azar. A vida de todo mundo é normal, mas desse filho de puta era o azar total.

No serviço, desempenhava sua função perfeitamente, mas era tratado como escravo. O gerente filho da puta não fazia metade do que ele fazia, e mesmo assim tirava 3 vezes mais. Mas o auxiliar administrativo, que tinha rolo com um das filhas do patrão tirava mais que ele.

E o mundo continuou sendo injusto com esse Garoto.

Fora do país, no primeiro aeroporto que desce, sua bagagem já foi revistada, o confundido com algum traficante internacional e perdendo algumas horas de constrangimento ali mesmo. No albergue, ao escolher um em milhares da sua lista, ele vai JUSTO ao único albergue que não tem água quente. Pegou o roteiro e na previsão do tempo fazeria sol naquele MÊS! E adivinham?!

Choveu o mês todo! Previsão do tempo totalmente errada.

Ele tentava consertar as coisas, mas parecia que sempre estava tudo indo de mal a pior sempre, sempre, sempre. Ele gostou de uma garota, achou que poderia acontecer alguma coisa boa com ele, e aconteceu, ela chutou ele como um galho jogado no chão. Ele conheceu outra garota, ela fez o mesmo. Ele mudou de emprego, mudou de cidade, mudou de nome, achando que poderia ser alguma macumba, mas nada adiantou, o azar era seu escudeiro.

Essa não é uma história de amor, nem de ódio, nem de felicidade, nem de tristeza, nem de PENA e muito menos de DÓ. Isto é, nada mais, que uma simples história. O cotidiano de alguém, como outras pessoas ao redor do mundo que estão encharcadas de problemas e não vem solução. Esta é a história de pessoas que perderam o foco na vida, ou em algum momento dela e deixaram de viver, apenas existem. Esta é a mesma história daquelas pessoas que não sabem o que querem da vida, e se escondem no conforto do sossego. A mesma história de pessoas COVARDES, medrosas e sem auto- estima. Esta história não tem final feliz. Mas as pessoas podem ter se quiserem. “SE” algum dia quiserem.

Fibra Moral

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Encontrar aquilo de que gostamos mesmo, aquela “coisa” especial que significa mais para nós do que qualquer outra pessoa.

E quando a encontramos, lutamos por ela, arriscamos tudo, colocamos à frente de tudo, do nosso futuro, da nossa vida… de tudo… Talvez aquilo que fazemos para ajudar não seja muito correto,mas não importa porque no final das contas, quando voce olhar para trás, vai perceber que valeu muito a pena.

Prazer em “re”-conhecê-los. A vida começa agora.

Um dia em Moscou

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Estava frio, um clima cinza, tudo parecia Nova York, mas era Moscou. Estávamos em uma lanchonete, falando inglês, comendo nuggets, tomando cerveja com um nome estranho, era um nome russo. Tínhamos perdido o trem, por isso estávamos naquela lanchonete, que parecia padaria, mas vendia cerveja, então parecia uma lanchonete. Fomos para o Hotel, que ficava atrás de uma fábrica abandonada. Para chegar no Hotel, tínhamos que passar o corredor da fábrica, a fábrica era composta de mendigos e alguns ruídos estranhos. Parecia ser mal assombrado, a mesma estrutura de Chernobyl, um lugar ocupado por fantasmas e sombras estranhas. Mas o hotel era barato, por isso estávamos lá.Tínhamos nos hospedado no 25ª Andar, de frente ao nosso apartamento, tinha um outro hotel que cinco estrelas para ele era pouco. Um hotel grande, com vidros espelhados.

Na janela em frente ao meu apartamento, havia uma mulher, bonita, que me lembrava uma amiga de Silvânia. Depois de observar por alguns momentos, percebi que era a mesma de Silvânia(cidade do interior de Goiás). Como o apartamento dela era todo de vidro, parecia um reality Show. Fiquei observando a estrutura, e o desfecho. Ela assistia TV, ia para a cozinha de calcinha e blusinha, pegava uma cerveja, voltava para a cama, e teve uma hora que foi tomar banho, um verdadeiro espetáculo. Em algum momento ela foi atender a porta, parecia ser um rapaz, de chapéu, bigode e casacão preto, porém no desfecho do entrelaçamento dos dois, quando foram despindo-se percebi que era uma mulher disfarçada. Era tão bonita quanto ela, e novamente continuei a apreciar aquele Reality show. Num momento de devaneio, me deparei com elas me observando. Ao cumprimentá-las, por estarem em tremenda tranqüilidade, me deu conta que seria um convite. Sem pensar Duas vezes, já desci para o Hotel delas. Escutei ruídos no corredor enquanto descia os 25 andares de escada, pois o elevador não funcionava. Era estranho, eu tinha uma leve impressão que tinha alguém me seguindo… Ouvindo vozes de crianças no corredor, mas não via ninguém. Fiquei assustado, mas estava mais excitado que assustado então segui meu caminho.

Chegando ao apartamento das garotas, elas me receberam calorosamente. Foram os 40 minutos mais longos e tensos que minha vida pudesse calcular. Digo 40 minutos, porque tocaram o alarme de incêndio do prédio. Parecia que seria uma simulação, mas todos começaram a sair rapidamente. Ao olhar para o meu apartamento, vi um vulto de Duas pessoas de cabelos longos no meu apartamento. Mas como foi uma olhada rápida, fiquei com a idéia de que fosse ilusão. Parecia àquela menina do Filme “O chamado”, mas fiquei com a segunda opção. Ao chegar ao térreo do prédio, já tinha me perdido das meninas, e estava mais preocupado com elas com a situação em si. De um momento para outro já estava nevando, era 21:37 quando olhei no relógio e saí na calçada. Vi alguns idosos conversando em português, e percebi que aquele hotel era um bordel chique. Fiquei impressionado por tamanho do prédio. Mas era um mero detalhe.

Voltando para meu apartamento, atravessando a fábrica, comecei a escutar grunhidos pelo lugar,  e resolvi correr, afinal não estava preparado para nenhuma surpresa. No meio das escadas, me deparei com uma horda de alguma coisa subindo as escadas, vi um rastafári estranho, parecendo tribo africana, e umas frases e grunhidos estranhos, como se não fosse real, a adrenalina tomou conta de mim e deparei a correr novamente. Chegando a meu apartamento, escutei uma tremenda explosão que tremeu as estruturas do meu apartamento. Fiquei indignado com aquilo, e ao olhar pela janela, percebi que algo tinha explodido na porta da fábrica.

Parecia uma bomba de fusão de matéria invertida, pois o lugar estava sendo “Engolido” por alguma cratera, ou podia ser somente uma mina que estava abaixo do local. Nunca saberei. Quando percebi o prédio estava desmoronando de lado. vi uma criança e a síndica caírem na outra ponta do quarteirão do meu apartamento. Naquele desespero, lembrei que as vezes eu adquiria “XP” com as jogatinas de moleque e como não tinha outra opção eu corri em direção oposta aquela erosão progressiva. Quando me deparei com um parapeito, simplesmente me joguei. Por incrível que pareça, dava de frente pra uma névoa, e além da névoa estava um lago gigante. O que me deixou intrigado não foi a questão do lago, mas a sensação de liberdade que tive ao estar em Queda livre. O ar batendo no rosto, como se pudéssemos voar. Era uma sensação boa, porém antes que eu pudesse chegar à água eu acordei…

Que sonho magnífico. Não consigo parar de pensar nas duas meninas.

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