Beamship, viagens e andróides

pleiadesMeier não desistiu de sua extrema vontade em saber mais sobre os aliens, e os pleiadianos a que Semjase estava subordinada concordaram em dar a ele explicações. Falaram sobre a intrigante operação das beamships. Explicaram que “eles” não chamam as suas naves de UFOs, mas usam a palavra beamship. Disseram que isso se deve ao conceito de propulsão diferenciada da nave, e explicaram melhor o que lhe haviam dito antes.

Voltaram a afirmar, mas dando outros detalhes, que as naves são equipadas com dois sistemas de acionamento: um para velocidades até a da luz e outro para acima dela; a viagem à Terra leva ao todo sete horas. Explicaram que demora três horas e meia para atingir a velocidade da luz. Em seguida, há um salto através de um tempo-nulo, e depois, mais três horas e meia para entrar na atmosfera da Terra.

Inicialmente, os controles da viagem criam uma capa de proteção que envolve a nave, e esse escudo é também usado para proteção em planetas hostis. Para fazer o salto no hiperespaço, os mecanismos causam uma dilatação do tempo. Neste ponto, a nossa teoria da relatividade estaciona. No exato momento da dilatação do tempo, abre-se uma porta no hiperespaço. À medida que a nave se aproxima da velocidade da luz, as telas de proteção são eliminadas, permitindo o alargamento da massa, a qual se torna um catalisador no processo que facilita a transformação da matéria da nave para o que “eles” chamam de “matéria fina”. A nave então se move no hiperespaço de tempo-nulo. Em seguida, decorrem três horas e meia para desacelerar e voar para o nosso sistema. Seu ponto de ingresso deve ser a 153 milhões de quilômetros longe do corpo planetário mais próximo ou do Sistema Solar, ponto em que há o salto do hiperespaço.

Explicaram que dentro de uma grande nave-mãe das Plêiades, no seu centro de comando, há centenas de andróides, ou seja, robôs com inteligência artificial para auxiliar o controle da nave. Os andróides são criados organicamente por cientistas pleiadianos para executar tarefas específicas. Eles não têm um espírito como os seres humanos, mas são dotados de grande inteligência, programados para fazer determinadas funções. A maioria das funções na nave é operada por andróides, uma vez que elas estão bem adequadas para esse tipo de trabalho.

Disseram que os andróides orgânicos podem permanecer “vivos”, ou seja, “operando”, por longo período de tempo; estão livres de doença e podem ser programados para qualquer tipo de trabalho, variando o caráter e a personalidade. São usados, também, por toda a sociedade pleiadiana, para executar a maior parte do trabalho manual ou técnico, porque podem ser programados e usam de inteligência muito avançada.

Os andróides não estão dotados de computadores próprios, mas seus cérebros funcionam também como extensão da memória de um computador maior, funcionando como entidades periféricas. São feitos de material orgânico, obtido do material físico humano cultivado pelos cientistas. Por razões espirituais, os pleiadianos rejeitaram a ideia de clonagem humana; em vez disso, desenvolveram o conceito de computador para esse tipo de tecnologia andróide.

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Viciado em Pó

death

Alfredo não tinha uma vida, comum, nem um salário comum, nem um emprego comum, muito menos uma família comum. Alfredo sentia saudade da juventude, sentia verdade de vontades, sentia juventude na saudade, sentia a nostalgia verdadeira. Alfredo conhecia um pouco de tudo, ao contrário de muitos que conhecem muito de um pouco, ele era um ser sensato e sábio.

Alfredo já teve filho, neto, bisneto, tataraneto. Alfredo já foi pai, avô, bisavô e tataravô. Chega a ser uma redundância, se a vida não desse tantas voltas quanto o mundo dá. Alfredo já viu várias guerras, vivenciou vários amores, saboreou várias vidas, sepultou várias vontades.

Alfredo já viveu inúmeras verdades, já presenciou milhares de mentiras, já criticou certas vontades e já observou muitas vaidades. Alfredo sentia o vento do Norte, do Sul, do Leste e do Oeste, a chuva de inverno, o sol de Verão, a noite mais longa, o dia mais belo, a vida bem vivida e a morte bem sepultada. Às vezes discutia com Miguelito, mas sempre tinha razão.

Alfredo trabalhava incansavelmente, ininterrupto; Eita seu Alfredo, apático e frio. Era assim seu trabalho, seu caminho e suas verdades. Sempre que alguém fechava os olhos, Alfredo estava lá fazendo seu trabalho. Não errava e não faltava um único serviço. Era disciplinado até nas horas impróprias.

E tudo que um dia veio do pó, voltava para ele, e Alfredo tava lá… fazendo sempre seu trabalho. Eita seu Alfredo, o viciado no pó.