O Bem e o Mal.

yyPercebi que o mundo que me rodeia está cada vez maior, isso decorre de vários acontecimentos diários. Vejo “amigos” tentando ser “amigos”, vejo verdadeiros amigos cruzando linhas que até presente momento não cruzariam e vejo pessoas que usam o mal como ferramenta para distorcer a realidade que vivemos à beneficio próprio. E no fim, todo mundo vê essas atitudes como “Pessoas de Bem”. Vou explicar a definição do Bem e do Mal de forma simples para expor o que farei logo em seguida.

Nós somos fragmentos da criação, na verdade somos o desejo de desfrutar, o desejo de nos realizarmos e esse desejo só é capaz de receber. Se a intenção por trás desse desejo for de “receber para seu próprio benefício”, então nós chamamos essa intenção (mas não o desejo) de “má”. Veja bem, o desejo é uma matéria que não muda e que não pode ser considerado bom ou mau. Apenas a intenção determina se ele é bom ou mau e é aí que reside a nosso livre arbítrio.

Nós nunca tivemos liberdade de escolha em relação aos nossos desejos, nos níveis inanimado, vegetativo, e animado. Não podemos mudar nada em relação a esses desejos. Este fato é confirmado por todas as pesquisas científicas. A única mudança que podemos eventualmente fazer é no nível humano, o que nós podemos mudar é a INTENÇÃO por trás do desejo.

O desejo em si foi criado pelo Criador e foi dado a nós numa forma imutável. A intenção por trás do desejo que nos foi dado inicialmente é egoísta: “para o nosso próprio benefício”. Nós devemos perceber que esta intenção é , porque é dirigida contra a união, contra a doação ao próximo, e contra a doação ao Criador.

No entanto, a nossa intenção pode ser oposta: “para o bem dos outros”, em prol da doação. Então, ela é chamada de “inclinação ao bem”. Assim, a inclinação ao bem e a inclinação ao mal, ou bem e mal, são definidos de acordo com a intenção. No entanto, a “inclinação” em si, o desejo, é imutável. Tudo é definido pela intenção no nível humano. A intenção de tornar-se semelhante ao Criador é chamada de boa, e a intenção oposta é chamada de má. A expressão da intenção ocorre através da união ou através da separação dos outros.

Portanto, de todas as minhas intenções, eu tenho que escolher apenas aquelas que me dão liberdade de escolha: a liberdade de me unir com outras pessoas através de uma intenção comum pela doação mútua. E assim nós nos tornarmos equivalentes ao Criador.

Esta é a nossa única chance de escolher o bem ou o mal, seja em relação ao nosso egoísmo ou em relação ao que o Criador coloca diante de nós. Portanto, se quisermos nos corrigir, isso só pode ser feito através de fé e disciplina. Quando você alcançar o desejo de desfrutar, ela transforma sua qualidade má numa qualidade boa, ou seja, ela muda a intenção de recepção em intenção de doação. E você se torna livre novamente e se aproxima mais do Criador.

É preciso eliminar a maldade, é preciso limpar o mundo de pensamentos impuros, pensamentos egoístas, é preciso morrer para viver novamente. Não existe uma hora, uma época ou uma hora marcada para que isto aconteça, de fato, pode acontecer à qualquer momento. Faça acontecer no agora.

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Leitura não é pra qualquer um!

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Nasci livre, no Brasil, “Um país de Todos”, mas que precisa crescer demais em todos os aspectos. Cresci sempre, progressivo e maçante sem sobrar espaço pra soberba, inveja, infantilidade e falta de amor. Por isso a leitura é algo sadio, mágico e distinto. Me espelho em grandes escritores, autores, filósofos, cineastas, políticos, idealizadores e alguns personagens fictícios e sabe por que? Porque através deles a verdade emana de forma pura, transcendendo a alma e alterando qualquer indício de desprezo.

As pessoas para começarem a ter opinião, desde pequenas estudam pra isso, porque só quem tem opinião é quem tem consciência e pra ter consciência, tem que ter estudo. A maioria do mundo não têm essa visão e a minoria que brota com tamanha variedade de verdades e assuntos diversificados são massacrados, apedrejados e humilhados geralmente, mas depois de longos anos são considerados mártires! É sim.

Mas o meu estudo no entendimento da Razão e da Opinião se baseia em 3 vértices: Leitura, compreensão e absorção. A principal é ler. Ler muito, ler sempre, ler o que cair à mão, ler até bula de remédio. Ler sem medo, ler sem vergonha, ler com prazer. Algumas sugestões são de cunho mais acadêmico; outras, mais voltadas à alma. O crítico Luís Augusto Fischer sentencia: “Leia como se fosse o psicanalista que ouve um paciente”. O professor Luiz Antonio de Assis Brasil indica (e eu assino embaixo): “Use em abundância o ponto final”. No entanto, foi o ótimo Marcelino Freire que deu os toques mais parecidos com o que sinto, vivo e penso. Ele recomenda:
PARA LER
1. Quanto mais um livro fizer mal, melhor.
2. Confortável precisa ser a cama, não a literatura.
3. Evitar lista dos mais vendidos.
4. Livro não é para ser entendido, é para ser sentido.
5. Desconfiar das dicas que te dão.

PARA ESCREVER
1. Cortar palavras.
2. Não usar gravata na hora de escrever.
3. Ouvir, mesmo que baixinho, a própria voz.
4. Desconfiar daquele texto que sua mãe gostou.
5. Ler e beber muito. E, no mais: viver.

Eu, particularmente, sigo o mestre Caio Fernando Abreu: “Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta.”

Mestres como estes nunca se preocuparam com o que os outros acham, afinal, a literatura vem de dentro pra fora, é uma expansão do corpo, da mente, mais precisamente da alma!

Apesar de eu ser pequeno, minha alma é infinita, transcende tudo que conheço e desconheço. Não são momentos, atos e caminhos que fazemos e seguimos que definem o pensamento. Na verdade a consciência já foi estabelecida, o pensamento simplesmente exala e a maneira como você interpreta que determina o que será.
Aí depois vem a compreensão, singela, sorrateira e varonil. Leve como uma pena, serena como o vento, justa! A compreensão sempre é justa. No dicionário compreensão é um processo psicológico relacionada com um objeto físico ou abstrato. Na filosofia se baseia em três: Compreensão dos Deuses; Compreensão da morte e Compreensão dos Desejos. Na literatura isso é unânime, universal porque o escritor escreve de si e para si, não pro mundo. É lindo.

E por fim a absorção. Ah… Meus queridos leitores, a absorção é bela, é um processo que alimenta a alma. É divina a maneira como a compreensão humana pode digerir a literatura. Mas tem que tomar cuidado, porque existem pessoas que não tem um bom estômago. Leem de qualquer maneira, interpretam como bem entendem, procuram o lado negro do texto e absorve a crítica, porque é mais fácil, às vezes é o que vivem, porque é o que a carapuça veste. Aí haja estômago. Mas não deixa de ser um processo belo. Afinal a literatura é a porta da Alma, você só deixa entrar o que lhe convém.

E termino este texto da madrugada com outro conselho do mestre Caio Fernando Abreu: “Eu não tenho opinião definida sobre nada. Não acho que isso seja insegurança. Acho que é abertura, que tudo é passível de uma outra interpretação.”