Como lidar com pessoas insuportáveis

Dicas de psicólogos para conviver com gente capaz de fazer qualquer um perder a cabeça

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MIMADOS
Como identificar: são narcisistas, teatrais, dependentes e superficiais. Conseguem o que querem explorando sentimentos como pena e culpa
O que podem causar: sugam o tempo da vítima, provocam desgaste emocional e até prejuízos financeiros O que fazer: imponha limites e não se perturbe com as lamentações

Algumas pessoas parecem ter o dom de enlouquecer os outros. Em menor ou maior grau, são capazes de tornar a convivência difícil, até insuportável. Pode ser o chefe autoritário que controla cada passo do funcionário, o amigo que não perde uma chance de reclamar da vida ou o parente que aparece para uma visita e consegue destruir móveis e bibelôs. O fato é que tipos como esses são mais comuns do que se supõe. Mas a forma como as pessoas reagem a eles não. Há quem consiga se defender. Há quem recorra à terapia para superar os traumas do convívio. Com a bagagem dos casos colecionados em consultório, especialistas ensinam a lidar com esses “indivíduos-problema”.

O psicólogo americano Paul Hauck é um exemplo. Há quatro décadas ele estuda os comportamentos neuróticos. Em maio, lança o livro Como lidar com pessoas que te deixam louco. Nele, o terapeuta com mais de 15 obras publicadas decifrou cinco “personalidades” capazes de fazer alguém perder a razão – os controladores, os fracassados, os mimados, os bullies e os desleixados/maníacos por limpeza (leia quadros). “Quando você não constrange quem age de forma irritante e perturbadora, está tolerando esse comportamento”, disse Hauck à ISTOÉ. “Nós só somos tratados do jeito que permitimos.” Segundo o psicólogo, muitas vezes, quem o procura no consultório é a pessoa errada – ou seja, a vítima. “Vários que estão aqui vêm porque os que realmente deveriam estar não aceitam tratamento”, confirma a terapeuta de casais Ana Maria Fonseca Zampieri, de São Paulo.

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Os grupos mais perigosos são os bullies e os controladores. “Eles podem recorrer à força física e não se importam com as consequências”, analisa Hauck. “Evite-os a todo custo, a não ser que você seja forte o suficiente para se defender.” A dor aumenta e as consequências psicológicas agravam se o agressor é alguém muito próximo. Foi o que aconteceu com a carioca Luiza Leme. Seu ex -marido a vigiava constantemente. Lia e-mails, mexia em objetos pessoais, violava sua privacidade. “Eu queria dar uma de boa samaritana”, reconhece. “Hoje, sei que limite é saudável”, diz Luiza, que só melhorou quando decidiu terminar o relacionamento.

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O bully, valentão que intimida os colegas de escola, tem seu paralelo entre adultos. A designer paulistana Cris Rocha, 30 anos, passou maus bocados nas mãos de um. Ela assumiu algumas contas de um amigo em dificuldades financeiras, como a internet banda larga do rapaz, pois os dois tinham criado um site em conjunto. “Mas ele se tornou grosseiro e começou a fazer cobranças e acusações”, lembra Cris. Depois de dois anos de agressões verbais, a designer criou coragem para se afastar. “A forma de argumentar dele fazia eu me sentir muito mal”, lembra. “Só com ajuda de amigas percebi que o errado era ele.” É importante identificar se as acusações têm fundamento. “Não deixe que os bullies o convençam de que você está sempre errado ou que é um idiota”, aconselha Hauck.

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Fracassados, mimados e maníacos por limpeza (ou bagunça, no extremo oposto) causam menos danos, mas nem por isso devem ser ignorados. “Pequenos traumas podem se tornar crônicos”, afirma a terapeuta Ana Maria. A professora de inglês Andréa Oliveira, 25 anos, cometeu outro erro comum: deu brechas demais a um mimado. “Eu me proponho a ajudar os amigos, mas eles abusam”, reconhece. Depois de reconciliar um casal de conhecidos, eles passaram a convocá- la a cada desentendimento, até que ela se recusou a intermediar. “Por causa disso, minha amiga ficou um mês sem falar comigo”, diz. Essa é a estratégia dos mimados: esperneiam, batem o pé, fazem bico. A recomendação da psicanalista Léa Michaan, da Universidade de São Paulo (USP), é deixar claro que ninguém tem obrigação de fazer favores. “Dizer o que pensa, mesmo que seja num tom de brincadeira, é fundamental”, afirma.

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Quem convive com pessoas problemáticas também corre o risco de se deixar contagiar, especialmente pelos fracassados, que sabotam a própria felicidade. A estudante paulista Fernanda Espinosa, 25 anos, terminou um noivado depois de sofrer muito ao lado de um. “Com a convivência, percebi que ele era uma pessoa negativa”, conta. O ex-noivo passava os fins de semana dormindo ou vendo tevê, e arrastava a moça com ele. “Vivia cheia de olheiras, de tanto dormir. Estava muito mal”, afirma a estudante. Uma categoria à parte é a dos muito bagunceiros ou pessoas com mania de limpeza, que não são comportamentos ruins por si só, mas podem tornar a convivência irritante. O publicitário paulista Leandro Monteiro, 37 anos, teve de tolerar durante anos os hábitos da mãe. “Hoje em dia acho o máximo poder fazer gestos corriqueiros como atender o telefone ou abrir a geladeira sem ter de lavar as mãos antes!”, explica Leandro, que, casado há quatro anos, pode fazer a bagunça que tiver vontade.

Em muitos casos, é possível tentar a convivência com essa turma de personalidade difícil. “Pois sem conflito não há mudança”, afirma a consultora de carreira Maria da Luz Calegari. Há várias táticas para aprender a lidar com eles e, principalmente, para se fazer respeitar. Se ainda assim elas falharem, é melhor evitálos. Quando não for possível riscá-los da lista de contatos, como no caso de um chefe tirano, por exemplo, o segredo é abstrair. “É preciso não dar tanta importância aos ataques”, diz Léa Michaan. Afinal, ninguém está totalmente imune a deslizes. Nem a pessoas insuportáveis.

(Retirado da ISTOÉ)

Gente de todo tipo

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Já conheci gente de todo tipo
Gente de toda cor
Gente que não é gente
e milhares de pessoas me conhecem

Já conversei com gente louca
E tento buscar as grandes aventuras
Já tagarelei com grandes amores
já vivi pequenas aventuras

Já ouvi garotas insanas
já conversei não sei o que lá
mas nem todas elas são mudanas
E algumas falam blá blá blá

Já vi amores passarem na minha porta
já vi romances pegarem carona
já dancei na alma de algumas pessoas
Já brinquei de ser Semi-Deus…

Já abandonei a imortalidade
Pra entender os seres da terra
Pra sentir um amor verdadeiro
Que dilacera a alma de forma eterna.

Ah sim.. já amei uma vez
duas, três, talvez milhares!
já padeci algumas outras vezes
Redimido em minhas escolhas.

Mas o melhor amor sempre foi o próprio.
Aquele que te deixa num pedestal, imóvel.
Imortal e invencível, porque tudo que emana dele é puro.
E assim você vive fazendo o que gosta
Às vezes com gosto de amora.
Às vezes com gosto da vida.

Às vezes o gosto é amargo
mas é a única saída.

Respire a vida!

10 características de pessoas carismáticas

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O carisma é algo natural. Ou nascemos com ele, ou dificilmente conseguiremos incorporar as características que tornam uma pessoa carismática. Essas pessoas não estão acima do bem e do mal. Têm defeitos e qualidades. Mas de alguma maneira se diferenciam da multidão. Elas constroem e mantem ótimos relacionamentos, influenciam positivamente as pessoas ao seu redor, são bem quistas em todo o ambiente. Especialistas em comportamento humano apontam que o  carisma tem a ver com o que nós fazemos. Veja agora 10 hábitos de pessoas extremamente carismáticas:

1. Escutam muito mais do que falam.

Manter contato visual, demonstrar reação ao que o outro está dizendo e, principalmente, ouvir com atenção o interlocutor  é tudo o que é necessário para mostrar aos outros que eles são importantes. carismáticos só falam quando têm algo realmente importante a dizer. E essa coisa tem de ser interessante a outra pessoa.

2. Não ouvem de forma seletiva.

As pessoas carismáticas ouvem atentamente a todos, independentemente da posição, status social ou nível cultural. Dessa forma, fazem com que as outras pessoas sintam que tem algo em comum e se sentem importantes.

3. Dão atenção integral.

Quem tem carisma, como dissemos, acima, presta atenção no interlocutor. Não fica verificando se chegou uma mensagem nova no celular durante a conversa. Não olham para a tela do computador. Não desviam a atenção para outras coisas. Não é possível se conectar com outras pessoas pensando em  se conectar com as suas próprias coisas ao mesmo tempo. As pessoas querem ser ouvidas.

4. Elas não esperam nada em troca.

Carismáticos não pensam no que podem ganhar em troca ao ser relacionar com o outro. Eles apenas se concentram no que podem oferecer e assim  estabelecem uma conexão real porque as pessoas sentem que realmente são importantes para alguém.

5. Elas não se acham superiores.

Só os pretensiosos ficam impressionados com o ar pretensioso e de superioridade de outra pessoa. Quem não é assim prefere ter contato com quem não corre atrás de autoafirmação todo o tempo.

6. Elas sabem que todas as pessoas são importantes.

As pessoas carismáticas entendem que há um mundo dentro de cada um. Ou seja, elas sabem que cada pessoa tem a sua importância e algo a ensinar.

7. Elas elogiam os outros.

Carinho e reconhecimento é o combustível da vida. Os carismáticos sabem disso. Eles dizem  às pessoas o que elas fizeram bem. Mostram que elas são importantes.

8. Elas escolhem as palavras.

O que se diz tem impacto direto na atitude das outras pessoas. Dependendo dos termos usados, passa-se  uma visão positiva ou negativa.

9. Elas não criticam as falhas dos outros.

Erros, fragilidades ou falhas das outras pessoas não precisam ser apontadas com ar zombeteiro. As pessoas quem vem outras fazerem isso, naturalmente se afastam, por medo de serem o próximo alvo.

10. Elas admitem as própria falhas.

Humildade é um dos hábitos comuns nos carismáticos. Eles admitem seus erros e dão risada de si mesmo.

Para ser carismático, não é preciso ser bem-sucedido. Basta ser humilde, justo e verdadeiro! Pense nisso!