Cores, curvas e sabores.

“Ela tem cores, curvas, sabores, Coisas que seduz e, eu levo flores, som de cantores
E ela ama ouvir..” (Rael – Envolvidão)

morenaaaaa

“Eu sou do tamanho daquilo que SINTO, que VEJO e que FAÇO, não do tamanho que os outros me enxergam. ”
(Bob Marley).

Podia-se dizer que existem sentimentos que pessoas demoram a vida inteira pra conseguir achar, e às vezes morrem sem saber se ele realmente existe. Em outros casos, tais sentimentos batem na porta de outros e a vida começa a fazer sentido mais cedo. Pois bem.. nunca tive esse tipo de sorte em primeiro momento. Sempre busquei por meios corretos ou que eu acho certo para conseguir sentir tais sentimentos em algum momento da vida.

A vida significa existência. Do latim “vita”, que se refere à vida. É o estado de atividade incessante comum aos seres organizados. É o período que decorre entre o nascimento e a morte . Por extensão vida é o tempo de existência ou funcionamento de alguma coisa. Essa “coisa” geralmente é tudo que existe. Nós, os seres vivos fazemos parte dessa “coisa”. É um sistema distinto. Somos abençoados por termos consciência, tal consciência que permite dar sentido aos sentimentos. Tais sentimentos que produzimos ou vivenciamos através das experiências que a vida permite.

Hoje é um dia especial pra mim, é um dia que me lembra bons momentos, momentos satisfatórios, momentos que ecoarão por toda a eternidade em minha alma. Pode ser uma data simbólica para maioria, porém é uma data interessante pra mim.

Gosto de vivenciar momentos, apreciar os fatos e sentir a vida. E gosto ainda mais quando isso tudo acontece ao lado de quem gostamos. É uma dádiva poder sentir a vida, e compartilhá-la com outrém. A vida é feita de momentos, de detalhes, e um certo detalhe me marcou. Um detalhe singelo, charmoso e dengoso, dengoso não, Digo.. sexy. Preenchi uma parte de minha vida que estava meio vazio, porque a outra parte é comida… ahh… comer é bom demais, mas vamos voltar ao assunto. Esse detalhe, essa beleza jaboticabal me fascinou e continua me fascinando.

Experiência boa, modesta e sincera, tenho um sentimento puro e doce por esse ser magnifico e pleno. Às vezes me foge a memória alguns acontecimentos e detalhes, mas eu não esqueço do principal… não me esqueço dela, sinto seu cheio sempre que fecho os olhos, gosto do sabor de seus beijos, da sua pele, gosto da água que esquece de por na geladeira. Gosto assim, igual tom Jobim, em suas mil e uma músicas afim, de contos sem fim, de prazeres serafins, rimando eu falo assim… sorrindo sempre afim… de te abraçar apertadim, dessa nega que tem tim… é… eu sou assim.

Crio teoremas quem nem Pitágoras pode decifrar, como também sinto verdades que são inexplicáveis, minha mente transborda de sentidos aleatórios, de gestos marcantes, de sabores imensuráveis. Sou assim… puro, sincero e louco, louco pela vida, por você e por comida.. ahhh como é bom comer.

Termino meu verso incerto de prozas e dedicatórias, da forma mais pura e verdadeira, como um sentimento que nasce de um açaí que não tomei e traça um caminho infinito pela alma humana. Gosto tanto de você quanto um pote de 1kg de Nutella.

Às vezes fico sem palavras, outras vezes minha hiperatividade sobra, mas a verdade é imutável. Obrigado, minha doce Rainha.

Anúncios

Propriamente Dito!

amor propriamente dito.jpg

E a cada dia que passamos mais sabores e temperos se misturam nessa incrível jornada que se chama VIDA. E os sentimentos se misturam com as escolhas e torna os relacionamentos mágicos. Todos nós sabemos que uma relação precisa de liberdade, de aceitação e compreensão, por mais difícil que seja. E quando existe ciúme, fantasias, paranoias, estresse, fica difícil levar adiante, por mais que ambos queiram demais! Quando digo liberdade, não me refiro a palhaçadas, atitudes levianas, não dar nenhum tipo de satisfação, curtir a vida adoidado lado a lado com o namoro. Mas, sim, liberdade de expressão, de ser quem realmente somos sem sermos julgados, liberdade para poder ir e vir, liberdade para fazer o que bem entendermos, pois há coisa mais bonita no amor, que, apesar de termos asas e podermos voar para onde quisermos, sempre voltamos para os braços daquele alguém por vontade própria? Esse é o amor propriamente dito.

 

Amor em estado bruto

Imagem

Tempo, pensamento, libido e energia são solteiros e morrerão assim, mesmo contra nossa vontade.

O que é, o que é? Faz você ter olhos para uma única pessoa, faz você não precisar mais ficar sozinho, faz você querer trocar de sobrenome, faz você querer morar sob o mesmo teto. Errou. Não é amor.

Todo mundo se pergunta o que é o amor. Há quem diga que ele nem existe, que é na verdade uma necessidade supérflua criada por um estupendo planejamento de marketing: desde criança somos condicionados a eleger um príncipe ou uma princesa e com eles viver até que a morte nos separe. Assim, a sociedade se organiza, a economia prospera e o mundo não foge do controle.

O parágrafo anterior responde o primeiro. Não é amor querer fundir uma vida com outra. Isso se chama associação: duas pessoas com metas comuns escolhem viver juntas para executar um projeto único, que quase sempre é o de construir família. Absolutamente legítimo, e o amor pode estar incluído no pacote. Mas não é isso que define o amor.

Seguramente, o amor existe. Mas, por não termos vontade ou capacidade para questionar certas convenções estabelecidas, acreditamos que dar amor a alguém é entregar a essa pessoa nossa vida. Não só nosso eu tangível, mas entregar também nosso tempo, nosso pensamento, nossas fantasias, nossa libido, nossa energia: tudo aquilo que não se pode pegar com as mãos, mas se pode tentar capturar através da possessão.

O amor em estado bruto, o amor 100% puro, o amor desvinculado das regras sociais é o amor mais absoluto e o que maior felicidade deveria proporcionar. Não proporciona porque exigimos que ele venha com certificado de garantia, atestado de bons antecedentes e comprovante de renda e de residência. Queremos um amor ficha-limpa para que possamos contratá-lo para um cargo vitalício. Não nos agrada a idéia de um amor solteiro. Tratamos rapidamente de comprometê-lo, não com o nosso amor, mas com nossas projeções.

O amor, na essência, necessita de apenas três aditivos: correspondência, desejo físico e felicidade. Se alguém retribui seu sentimento, se o sexo é vigoroso e se ambos se sentem felizes na companhia um do outro, nada mais deveria importar. Por nada, entenda-se: não deveria importar se outro sente atração por outras pessoas, se outro gosta de fazer algumas coisas sozinho, se o outro tem preferências diferentes das suas, se o outro é mais moço ou mais velho, bonito ou feio, se vive em outro país ou no mesmo apartamento e quantas vezes telefona por dia. Tempo, pensamento, fantasia, libido e energia são solteiros e morrerão solteiros, mesmo contra nossa vontade. Não podemos lutar contra a independência das coisas. Aliança de ouro e demais rituais de matrimônio não nos casam. O amor é e sempre será autônomo.

Fácil de escrever, bonito de imaginar, porém dificilmente realizável. Não é assim que estruturamos a sociedade. Amor se captura, se domestica e se guarda em casa. Às vezes forçamos sua estada e quase sempre entregamos a ele os direitos autorais de nossa existência. Quando o perdemos, sofremos. Melhor nem pensar na possibilidade de que poderíamos sofrer menos.

(Martha Medeiros)