Cuidado, insones! Neurociência explica como a falta de sono pode até matar

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Quanto conhecemos sobre o sono? É sabido que essa é uma das atividades que os seres humanos mais fazem em sua existência: se você viver até os 90 anos, certamente vai gastar cerca de 32 deles dormindo. O sono é tão vital para nós como nos alimentar ou beber água. Sendo assim, a privação dessa atividade também pode nos matar.

E o sono não é uma exclusividade dos humanos, pois dividimos essa atividade com a maioria das espécies, desde outros mamíferos até insetos ou répteis. Atualmente, os cientistas do sono têm entrado em desacordos épicos sobre a serventia do sono. Alguns sugerem que dormir é essencial para a memória, enquanto outros afirmam que o sono funciona como uma limpeza do cérebro.

No entanto, o que é mais certo de se afirmar neste mundo caótico de hoje em dia é que estamos dormindo cada vez menos e, quando conseguimos, temos um sono de pior qualidade do que dos nossos avós tinham antigamente.

Caos

A correria do dia a dia, compromissos sem fim, álcool, nicotina, remédios, uso de eletrônicos, preocupações e toda a loucura atual estão impedindo-nos de ter um sono mais saudável, que é essencial para o funcionamento do cérebro.

E o que toda essa falta de sono de qualidade pode causar? Segundo um artigo no site Fast Company, dormir mal (ou não dormir quase nada) pode causar falta de atenção e de concentração, falha na tomada de decisões, além de deixar as pessoas menos confiáveis. De acordo com o artigo, a falta de sono pode até matar.

Fonte da imagem: Shutterstock

Isso porque todas as nossas atividades e o comportamento “multitarefa” aniquilam a nossa capacidade de filtrar informações irrelevantes, como explicou Michael Chee, pesquisador do sono na Universidade Nacional de Cingapura. Em um de seus experimentos, Chee convidou voluntários para participar de uma tarefa simples: apertar um botão quando uma luz piscava. Para as pessoas que dormiam mal, até essa atividade fácil se tornava falha.

O artigo do Fast Company, baseado também em pesquisas divulgadas no The Telegraph, afirma que a falta de sono pode até estar ligada a grandes acidentes como o de Chernobyl e ao recente descarrilamento de trem em Nova York.

Quando se trata de acidentes de carro então, a falta de sono é uma das principais causas. “O perigo disso é quando acontece com quem está dirigindo ou monitora informações. O cérebro acaba ‘sintonizado’ na hora errada”, afirma Chee. E não é só isso: a falta de sono pode levar ao aparecimento de doenças cardíacas, neurológicas e baixa imunidade.

Qual a quantidade ideal?

Os pesquisadores sugerem que precisamos mesmo daquelas oito horinhas de sono por noite. De acordo com os dados divulgados, os norte-americanos dormem cerca de seis horas por noite, em média, embora passem sete horas e meia deitados.

Se você sofre de insônia ou qualquer outro distúrbio relacionado ao sono, procure um especialista da área para resolver o seu problema.

Observe também a sua rotina diária: se está acima do peso, se faz exercícios regularmente, se se alimenta bem ou não, se bebe ou fuma. Tente levar uma vida mais saudável para dormir bem. Muitas vezes, com algumas pequenas mudanças durante o dia, o seu sono pode ser muito melhor e mais reparador. Quanto conhecemos sobre o sono? É sabido que essa é uma das atividades que os seres humanos mais fazem em sua existência: se você viver até os 90 anos, certamente vai gastar cerca de 32 deles dormindo. O sono é tão vital para nós como nos alimentar ou beber água. Sendo assim, a privação dessa atividade também pode nos matar.

E o sono não é uma exclusividade dos humanos, pois dividimos essa atividade com a maioria das espécies, desde outros mamíferos até insetos ou répteis. Atualmente, os cientistas do sono têm entrado em desacordos épicos sobre a serventia do sono. Alguns sugerem que dormir é essencial para a memória, enquanto outros afirmam que o sono funciona como uma limpeza do cérebro.

No entanto, o que é mais certo de se afirmar neste mundo caótico de hoje em dia é que estamos dormindo cada vez menos e, quando conseguimos, temos um sono de pior qualidade do que dos nossos avós tinham antigamente.

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Simulações sugerem que o Universo é um holograma

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De acordo com uma interessante matéria publicada pela Scientific American, uma equipe de físicos acaba de apresentar evidências claras de que o nosso universo poderia ser apenas uma enorme projeção. A teoria de que o cosmos seria um holograma surgiu no final da década de 90, quando o físico teórico Juan Maldacena propôs um modelo no qual a gravidade seria proveniente de cordas vibrantes de espessuras infinitesimais.

Esse intrincado universo formado por cordas consistiria em nove dimensões do espaço, além de mais uma correspondente ao tempo. Esse cosmos seria como uma enorme projeção holográfica, enquanto toda a ação ocorreria em um universo muito mais simples e plano, desprovido de gravidade.

Apesar de parecer pura maluquice, a teoria de Maldacena de que o universo seria um holograma permitiu solucionar algumas inconsistências entre a física quântica e a teoria da gravidade de Einstein — já que, quando consideramos um buraco negro, as duas teorias entram em conflito —, além de oferecer uma base sólida para a teoria das cordas.

Simulações

Fonte da imagem: Reprodução/ScienceLlama

No entanto, o modelo nunca foi comprovado rigorosamente, e acabou sendo deixado de lado. Até agora. Segundo a matéria, físicos da Universidade Ibaraki, no Japão, apresentaram evidências efetivas de que a hipótese de Maldacena pode estar correta. Primeiro os físicos computaram a energia interna de um buraco negro, a posição exata de seus limites com relação ao resto do Universo — conhecidos como horizonte — e sua entropia.

Além disso, os físicos também computaram outras propriedades, baseadas nas previsões da teoria das cordas, assim como na ação de partículas virtuais, que continuamente aparecem e desaparecem do sistema. Depois, eles calcularam a energia interna correspondente ao cosmos plano e sem gravidade, descobrindo que os cálculos referentes aos dois universos diferentes apresentam resultados semelhantes.

Diferentes mas iguais

Fonte da imagem: Reprodução/ScienceLlama

A descoberta é bem interessante, pois permite testar várias ideias da gravitação quântica e da teoria das cordas. Nenhum dos dois universos explorados pelos japoneses se parece ao nosso, já que o cosmos com o buraco negro conta com dez dimensões, sendo que oito delas formam uma esfera de oito dimensões. O outro cosmos tem apenas uma única dimensão, e suas partículas se organizam de forma que parecem molas conectadas umas às outras.

Os cálculos apontam que a teoria das cordas — com suas 10 dimensões — permite fazer as mesmas previsões que a teoria da física quântica padrão em menos dimensões. Assim, apesar de serem tão diferentes, esses dois cosmos são numericamente idênticos, o que significa que um dia talvez seja possível explicar as propriedades gravitacionais do nosso próprio universo, utilizando para isso um modelo mais simples no que se refere à física quântica.

Retirado do MEGACURIOSO.