O FALSO CONFORTO DA MEDIOCRIDADE

Absolutamente tudo na vida é uma questão de escolha. Até mesmo quando abrimos mão de escolher estamos escolhendo. Cada uma de nossas atitudes, ou a falta delas, revela o calibre de nossa natureza. Todas as nossas manifestações de apreço ou desdém expõem nossa maneira de funcionar em relação à nossa missão no mundo. E, o nosso caráter, mais cedo ou mais tarde se revelará, seja por nossa elevação, falta de escrúpulos ou mediocridade.

 

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A despeito de nossa aparência exterior, que pode ou não concordar com a nossa essência, expelimos por cada um de nossos poros o veneno ou o antídoto que brota do núcleo de nossa personalidade original. Somos o que somos; não importa o que façamos para disfarçar. É no descuido que somos honestos. É na falta de ensaio que acabamos apresentando o nosso real e legítimo espetáculo. E, com o passar do tempo, conforme vamos nos apropriando das situações, pessoas e cenários, vamos nos esquecendo de vestir os figurinos, vamos ficando relaxados, acomodados na falsa impressão de que já temos um lugar garantido nesse mundo.

Vagando eternamente num mar de calmaria e águas mornas, podemos nos acostumar facilmente ao confortável abraço da mediocridade. Existe uma aparente segurança nesse lugar, a salvo das agruras que circulam os extremos. Pode nos parecer normal tornarmo-nos imperceptíveis, transparentes, invisíveis. É uma espécie de paz que se encontra nesse ponto da curva, sem o ardor da ambição e sem o peso de sustentar a atitude ética, sempre tão exigente em nossas mínimas decisões.

A mediocridade é um tipo de droga socialmente aceita. Entorpece, amolece, destempera. Sem que nos demos conta, surpreendemos nossa imagem numa superfície polida qualquer a nos sorrir de volta. Um sorriso estampado, esculpido, congelado. É até melhor que nem pensemos muito a respeito, pois se por uma ousadia qualquer decidimos querer lembrar o porquê sorrimos, corremos o risco de não achar motivo ou explicação. Corremos o risco de não saber sorrir diferente daquela representação de nós mesmos no espelho. O sorriso pronto e fácil é conquista de uma vida medíocre. Os medíocres não têm pelo que chorar; não há perdas. Nunca haverá o que perder para uma vida pautada no empate.

Nos inúmeros caminhos da vida cruzamos com faces impecavelmente lisas e ausentes de marcas. São as faces sem rosto de pessoas pasteurizadas. São as pessoas pasteurizadas que já vêm com rótulo de ingredientes e sugestões de uso. Pessoas “bem-sucedidas”, cujo sucesso se relaciona ao próximo carro que precisa ser mais caro do que o atual; cuja alegria se mede pelas coisas que hoje podem ser compradas com o resultado do seu sucesso. E corremos o enorme risco de acreditar que é isso o certo, que ser feliz é isso. Corremos o perigo de vender o brilho nos olhos pra comprar a reluzente ostentação de uma vida cheia de “conquistas”. Corremos o perigo de vender a emoção que tira o fôlego pra comprar uma janela de frente pro mar. Tomara que a gente nunca se esqueça de que ter a janela, não nos dá a posse do mar. E de que para ver o mar não precisamos possuir nenhuma janela.

A nossa trajetória nessa vida tão errante e incerta precisa estar fincada em valores que não sejam perecíveis, precisa ser construída sobre algo que nos mova e que faça de nós pessoas reais, necessárias. A nossa trajetória precisa ser fiel a alguma coisa que exista lá fora, mas que tenha nascido dentro de cada um de nós. O que nos orienta precisa ter a ambição de gerar felicidade além da nossa. O que nos move precisa nascer de uma missão assumida para o bem de todos os que nos cercam, sejam de perto ou de longe, nesse imenso mundo.

Sejamos, então, caprichosos em nossos mínimos gestos, atitudes e ideais. Façamos de nosso ofício a nossa fonte de alegria. Escolhamos para viver uma vida plena. Sejamos corajosos para escapar das armadilhas douradas que podem nos transformar em pessoas ansiosas pelo fim; o fim do dia, o fim do mês, o fim do ano. Acreditemos na nossa capacidade de construir coisas valiosas pelo bem que elas encerram e não pelos bens que elas possam nos proporcionar. Façamos cada uma de nossas escolhas de acordo com a crença de uma existência que vale cada instante de vida. Porque viver sem riscos, sem comprometimento e sem entrega pode até ser menos arriscado, mas é também a maneira mais eficiente de tornar pequena uma vida que já é curta demais para o tanto que esse mundo precisa de nós.

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(Retirado do © obvious )

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Religião

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A religião é um sistema de doutrinas e promessas que, por um lado, lhe explicam os enigmas deste mundo com perfeição invejável e que, por outro lado, lhe garantem que uma Providência cuidadosa velará por sua vida e o compensará, numa existência futura, de quaisquer frustrações que tenha experimentado aqui. O homem comum só pode imaginar essa Providência sob a figura de um pai ilimitadamente engrandecido. Apenas um ser desse tipo pode compreender as necessidades dos filhos dos homens, enternecer-se com suas preces e aplacar-se com os sinais de seu remorso. Tudo é tão patentemente infantil tão estranho à realidade, que, para qualquer pessoa que manifeste uma atitude amistosa em relação à humanidade, é penoso pensar que a grande maioria dos mortais nunca será capaz de superar essa visão da vida. Mais humilhante ainda é descobrir como é vasto o número de pessoas de hoje que não podem deixar de perceber que essa religião é insustentável e, não obstante isso, tentam defendê-la, item por item, numa série de lamentáveis atos retrógrados.

Sigmund Freud

Aprender a Ver

Nietzsche187cAprender a ver – habituar os olhos à calma, à paciência, ao deixar-que-as-coisas-se-aproximem-de-nós; aprender a adiar o juízo, a rodear e a abarcar o caso particular a partir de todos os lados. Este é o primeiro ensino preliminar para o espírito: não reagir imediatamente a um estímulo, mas sim controlar os instintos que põem obstáculos, que isolam. Aprender a ver, tal como eu o entendo, é já quase o que o modo afilosófico de falar denomina vontade forte: o essencial nisto é, precisamente, o poder não «querer», o poder diferir a decisão. Toda a não-espiritualidade, toda a vulgaridade descansa na incapacidade de opor resistência a um estímulo — tem que se reagir, seguem-se todos os impulsos.
Em muitos casos esse ter que é já doença, decadência, sintoma de esgotamento, — quase tudo o que a rudeza afilosófica designa com o nome de «vício» é apenas essa incapacidade fisiológica de não reagir. — Uma aplicação prática do ter-aprendido-a-ver: enquanto discente em geral, chegar-se-á a ser lento, desconfiado, teimoso. Ao estranho, ao novo de qualquer espécie deixar-se-o-á aproximar-se com uma tranquilidade hostil, — afasta-se dele a mão. O ter abertas todas as portas, o servil abrir a boca perante todo o facto pequeno, o estar sempre disposto a meter-se, a lançar-se de um salto para dentro de outros homens e outras coisas, em suma, a famosa «objectividade» moderna é mau gosto, é algo não-aristocrático par excellence.
Friedrich Nietzsche, in “Crepúsculo dos Ídolos”

Como lidar com pessoas cínicas e debochadas

A paciência é fundamental para a convivência humana, em todos os sentidos. Contudo, apenas ela não é suficiente para suportarmos determinadas circunstâncias do nosso dia a dia.

verdadeWilliam Shakespeare disse: “Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes.”

Infelizmente muitas pessoas possuem um comportamento alienado e não raramente agem de forma estúpida em suas ações, causando inúmeros desconfortos em seu ambiente social e transformando a vida de seus semelhantes em algo estressante e desgastante. Todavia, o que a maioria desconhece é que elas não fazem isso pelo fato de gozarem de uma confiança absoluta e sim por ostentarem uma enorme insegurança em seus âmagos.

Sim, elas fazem isso por medo, não por intrepidez. Para provarmos isso conclusivamente basta nos atentarmos para a postura e reação delas quando rejeitadas ou desprezadas por alguém. Logicamente, elas se desesperam e buscam responder através do tripúdio, da zombaria, do cinismo e da total falta de decência para com o seu congénere.

O que me causa dó, pena e frustração é que elas enganam a própria alma, embriagando-se de um cenário fantasioso onde a sensação de estar no topo (que não passa de uma ilusão) é a única forma de felicidade encontrada. Assim, elas vivem pensando pequeno: com as cabeças curvadas para baixo, catando insetos que nada valem, quando deveriam pensar grande: erguendo o pescoço e buscando sentir o poder que emana no firmamento.

Desta forma, elas destroem o mundo e são destruídas por ele, em atitudes que demonstram uma tolice suprema e digna de incontáveis reprochas. Não é atoa que o trabalho de um sábio é passar a vida inteira tentando convencer as pessoas que o óbvio existe.

Portanto, que possamos querer mudar ou pelo menos tentar amenizar essa atmosfera, objetivando instruir e retirar as amarras dessas criaturas para que elas possam ser luz para o mundo e paz para si mesmas.

Como agir diante de condutas irônicas

Como em outras posturas semelhantes, essa é uma questão que está estritamente ligada à educação que um ser teve ao longo de sua vida. Quem ridiculariza, debocha e ironiza o outro, é gente pouco desenvolvida e quase sempre teve uma infância obscura, uma criação mal conduzida e, principalmente, falta de carinho e afeto por parte de seus tutores.

Falo por experiência própria: todos os meus colegas de infância e adolescência que possuíam esses comportamentos mencionados acima (autodestrutivos), eram pessoas que sofreram em casa e que não herdaram uma base bem constituída de seus líderes. Deste modo, posso afirmar categoricamente que a maior herança que um pai pode deixar para o seu filho é seu caráter, seus princípios e também sua nobreza diante das muitas situações que seu descendente irá enfrentar.

Certamente, ignorar essas ações fará com que elas caiam por terra imediatamente, pois somente o receptor pode dar poder para o emissor poder ataca-lo. Em outras palavras, nós somos responsáveis por nossas próprias fraquezas, de sorte que elas podem ser diminuídas ou eliminadas através da nossa capacidade de suportar críticas e de acreditar em nossas potencialidades.

Como influenciar pessoas

Primeiramente você deve demostrar para a outra parte que você valoriza as ideias e opiniões dela. Após isso, você precisa demostrar em atitudes o que foi tratado apenas em palavras, de modo que a outra parte perceba que você é alguém congruente com aquilo que é propagado por sua boca.

É fundamental também que você mostre a ela que existem coisas fáceis de serem obtidas e que trarão bons resultados a ela em um curto espaço de tempo. Isso é muito importante porque quando entusiasmamos um ser humano a fazer uma atividade que ele normalmente não faria, ele passa a nos ver com olhos diferentes, como se fôssemos seus guias. Deste modo, passamos a ter confiança e credibilidade por ostentarmos características de impulsionar e esticar os limites de nossos estimados liderados.

Vale lembrar que o principal objetivo de um líder é dar uma nova perspectiva de vida para os seus pupilos. Assim, seus alunos terão uma nova visão do mundo e isso os tornará grandes, de forma que eles passarão a enxergar as inúmeras possibilidades de transformar o ambiente e serão seres de atributos ímpares. Obviamente, quem tem esse tipo mentalidade não fica perdendo tempo preocupado com a vida dos outros, pelo contrário, foca apenas nas próprias metas e tampa os ouvidos quando um adversário abre a boca para criticá-lo.

Como se portar diante de situações adversas

Heinrich Heine disse: “O inteligente se previne de tudo; o idiota faz observações sobre tudo.”

Inicialmente é interessante que você compreenda que algumas pessoas não valem a sua companhia, porquanto são desprezíveis e merecem a solidão por parte daqueles que possuem índole e sentimentos realmente verdadeiros. Lamentavelmente, a conduta sugerida acima só funcionará quando houver essa possibilidade de “fuga”. A grande dificuldade realmente se instalará quando você for obrigado a conviver com determinadas pessoas, pois esse ônus, ocasionará uma certa inquietação por conta do desgaste em transitar no mesmo local onde seres perversos também transitam.

Daí a importância sublime de saber lidar com gente. Claramente, não existe uma fórmula para aplicarmos e lograrmos êxito nessa questão, haja vista que cada ser humano é único e por isso, o que funcionar em um, provavelmente não funcionará no outro. Em outras palavras, os seres humanos possuem personalidades antagônicas entre si, o que torna a busca por agradá-los algo utópico por se tratar de uma atmosfera individual, ou seja, onde cada um possui sua própria preferência e sua peculiar predileção.

Logo, cada caso exige uma estratégia específica, de modo que nos adequemos a cada situação que encontrarmos. Logicamente, um dos fatores fundamentais e mais difíceis de serem aceitos/compreendidos pela humanidade é que não podemos travar guerras e pelejas contra os nossos inimigos, pois se escolhemos o caminho da luz, as forças superiores sempre irão se encarregar de punir/doutrinar aqueles que são contra a justiça e a bondade terrena, cabendo a nós, apenas confiar na equidade divina e na sua consequente Lei da Colheita.

Uma outra questão interessante é gerar empatia pelos nossos semelhantes, tentando identificar e compreender seus sentimentos ocultos. Certamente, quando nos colocamos no lugar do outro, podemos interpretar melhor os cenários existentes, pois estamos buscando sintonizar almas e, principalmente, otimizá-las. Destarte, devemos nos aprofundar e ter prazer em apreciar a sensibilidade alheia, aguçando nossas aptidões em intuir e reconhecer a ínfima que vem de tais corações.

É preciso aludir que nada disso será possível sem o maior dos atributos, a saber: a humildade. Sem dúvidas, em qualquer comunidade do mundo essa é a máxima qualidade que um ser humano pode ostentar porque com ela é perfeitamente possível conquistar qualquer grupo, desde os mais rígidos até os mais flexíveis. E vou ainda mais longe: se ela for acompanhada da persistência e da atitude, além do prestígio do grupo que essa pessoa irá ganhar, ela também herdará o chapéu da liderança em um curto espaço de tempo.

Para concluir, digo que nossa responsabilidade é muito grande para ficarmos perdendo tempo com coisas estúpidas. Sendo assim, que possamos ter uma mente mais ascendente e progressiva, fazendo com que a atmosfera atual seja transformada, estagnando a alienação e gerando um amontoado de seres competentes, inteligentes e desenvolvidos.

Retirado do Administradores.

Mentiras, Superioridade, Falta de caráter, Humildade.

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“Pelo título dá pra perceber… Nossa quanta Ousadia; tanta coisa ruim, e só Humildade solitária aí no meio, aí vem coisa! É Verdade, dedico esse texto a pessoas que faltam com o respeito, com mentiras, falta de caráter, se sente superior a todo mundo e não conhece a palavra Humildade.

Mentiras não te levam a nada, aliás, levam sim a você ser o menos respeitado no local em que você se encontra, leva a você levar o nome de “mentiroso (a)” em qualquer lugar que você vá. Não ter a confiança de ninguém que está ao seu redor, ou que até mesmo gosta de você.

Superioridade? Você é mais superior do que quem? Até Jesus Cristo, superior a nós todos, foi protagonista do maior ato de humildade de toda a história da humanidade: sacrificou-se para que possamos mostrar que somos o futuro da História, e não pessoas que queremos ser mais do que os outros, menosprezamos quem tem menor condição financeira que nós, pessoas de classes sociais mais baixas, de cores diferentes, de opções sexuais diferente, isso é ser hipócrita!

Falta de caráter? Você consegue viver sem caráter? Sim? Então você é o da pior raça, aquele que falta com o respeito com as pessoas, que não tem Caráter e abre a boca pra dizer: “eu gosto do jeito que sou” Você é o tipo de pessoa que não deveria habitar o mesmo mundo das pessoas boas que conseguem fazer desse mundo obscuro um mundo onde há luz se sobrepõe sobre a escuridão.

Humildade? Essa sim é a chave da vida. Pra tudo na vida temos que colocar a humildade em primeiro lugar, saber que nada está perdido ou até mesmo que nada foi vencido; saber quando se está errado, souber concertar, conseguir fazer as pessoas felizes com o SEU próprio jeito, e não usar um estereótipo pseudônimo pra fazer pessoas felizes. Quem gosta de você te completa, jamais te leva pra baixo e diminui suas esperanças de realizar o seu maior sonho. Porque ser humilde e estar errado, chegar em meio da multidão e dizer: Eu amo você, me perdoe!”

                                                                                            (Caio Felippe.)