Tente

tente

 

Tente.

Tente mais uma vez. Tente só por pirraça, só por vaidade, só por desencargo de coincidência. Tente só porque você sempre foi teimoso e vai ser novamente.

Tente.

Tente só porque tentar é sua única escolha, sua única saída, sua única opção. Isso. Tente por falta de opção.

Tente por esporte, por prazer, pelo risco. Tente só porque o não você já tem. Mas tente.

Um dia, esse tal cupido acerta a mira. Em algum momento, você acerta a prova (no conhecimento ou no chute mesmo). Uma hora, as coisas se encaixam. E você? E você percebe que a caixa é muito maior e muito mais bela do que você imagina.

Um dia, de tanto você cair na área, o juiz da vida marca um pênalti. E você faz o gol e vira o jogo. E aí? E aí, você entende que foi a sua queda prévia que o conduziu à vitória.

A aprovação em qualquer prova importante é difícil. Mas, sem tentar, a aprovação é impossível. Não tentar é reprovar-se por antecipação.

Dê mais uma chance ao seu projeto. Dê mais uma oportunidade àquilo que inquieta a sua alma. Por quê? Porque só a morte separa o corpo da alma. Ela sempre estará lá “incomodando” o seu corpo. É você instigando você.

Seja poeta. Escreva os versos da sua vida com emoção. Seja profeta. Profetize um futuro brilhante para você.

As palavras têm poder. Sempre tiveram. Sempre terão.

Uma semana de novas tentativas para todos nós!

Um texto Fantástico de Samer Agi(2014)

 

 

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Sabedoria

poetry“É sábio quem tem em si tudo que leva à felicidade.”

Zygmunt Bauman

zygmunt-bauman-vivemos-tempos-liquidos-nada-e-para-durar.html‘Três décadas de orgia consumista resultaram em uma sensação de urgência sem fim’

Zygmunt Bauman presenciou os principais acontecimentos do século 20 e na virada do milênio criou uma teoria que levaria seu nome para além do campo da sociologia e o tornaria um escritor best-seller – sobre a liquidez da sociedade, das relações, do nosso tempo. Um dos principais pensadores da modernidade, este polonês prestes a completar 91 anos não perde um debate, e tudo que o inquieta é transformado em livro. Fecundo autor, já escreveu cerca de 70 títulos – entre os mais de 30 publicados no Brasil, todos pela Zahar, estão Modernidade Líquida, Amor Líquido e o mais recente A Riqueza de Poucos Beneficia Todos Nós? Ele está lançando agora Babel – Entre a Incerteza e a Esperança, mas, nesta entrevista concedida ao Aliás, já anuncia uma nova obra para 2017, Retrotopia, e comenta sobre Strangers at Our Door, de 2016 e ainda inédito aqui.

Babel fala do interregno – termo usado por Bauman e pelo jornalista Ezio Mauro, seu interlocutor na obra – em que estamos vivendo. Um tempo entre o que não existe mais e o que não existe ainda. De incertezas e instabilidade. Para eles, não há, no momento, movimento político que ajude a minar o velho mundo e esteja preparado para herdá-lo. Um período em que testemunhamos uma guinada conservadora geral, a instalação do medo devido a ameaças terroristas constantes – a ponto de um grupo de espanhóis confundir uma flashmob com um ataque e entrar em pânico – e as crises diversas – econômica, política, migratória, e, sobretudo da democracia que, depois de muito esforço para derrotar ditaduras, ainda precisa lutar diariamente por sua supremacia e para provar sua legitimidade, como apontam os autores. A seguir, trechos da entrevista de Bauman, professor emérito das universidades de Varsóvia e de Leeds.

Quando o sr. criou o conceito de modernidade líquida, vivíamos tempos melhores ou piores? O conceito ainda se aplica hoje ou já caminhamos para um outro tempo? Que interregno é esse que estamos vivendo e o que acontece depois?

Como medir a relativa excelência do nosso estilo de vida? Em que aspectos, por quais critérios? E quem são os “nós” cuja vida queremos analisar? Entre os diferentes setores da sociedade nem o ritmo e nem as direções tomadas são coordenadas (pense no fabuloso crescimento da renda e da riqueza dos 1% que estão no topo da hierarquia social frente à estagnação ou mesmo piora do nível de vida dos restantes 99%, e a outrora confiante classe média se juntando ao ‘proletariado’ ortodoxo para formar uma nova categoria, do ‘precariado’ – notória pela posição social frágil e suas perspectivas indefinidas). No geral, podemos dizer que 15 anos depois da publicação de Modernidade Líquida, a nova era, ainda incipiente e pouco percebida em meio a 30 anos de orgia consumista, de gastar dinheiro não ganho e de viver o pouco tempo que resta em novos bairros já moribundos está chegando à sua total fruição: estamos vivendo à sombra de suas consequências. E isso significa incerteza existencial, medo do futuro, uma perpétua ansiedade e uma sensação de urgência sem fim, com a primeira geração do pós-guerra sentindo a queda do nível de bem-estar social conseguido por seus pais e, na vida pública, a perda total de confiança na capacidade dos governos cumprirem suas promessas e o dever de proteger os direitos dos cidadãos e atender aos seus interesses. O fim desta confiança engendra, por outro lado, um ambiente em que ‘ninguém assume o controle’, em que os assuntos do estado e seus sujeitos estão em queda livre, e prever com alguma certeza que caminho seguir, sem falar em controlar o curso dos acontecimentos, transcende a capacidade humana individual e coletiva. O ‘interregno’ significa que velhas maneiras de agir não dão mais resultado, contudo, as novas ainda precisam ser encontradas ou inventadas. Ou: tudo pode acontecer, mas nada pode ser feito e visto com certeza.

bauman

De repente, parece que o mundo virou de ponta-cabeça: ameaças terroristas, crises econômicas, sociais e migratórias – e uma guinada conservadora está em curso. Como chegamos até aqui? Isso foi uma surpresa? 

A probabilidade dos fenômenos que você mencionou foi sugerida – na verdade, inferida – pelos sintomas que se acumulam da cada vez mais ampla separação, beirando o divórcio, do poder (ou seja, a capacidade de realizar as coisas) e da política (a capacidade de decidir quais coisas necessitam ser feitas). Essas duas condições indispensáveis para uma ação efetiva até mais ou menos 50 anos atrás caminhavam de mãos dadas no Estado-nação, mas se separaram e seguiram destinos diferentes: enquanto o poder em grande medida ficou ‘globalizado’ – e se tornou ‘extraterritorial’, livre de controles, direção e orientação por instituições políticas – a política permaneceu como antes, local, confinada ao território do Estado e impotente diante da influência importante dos poderes que não se submetem a controles e que são os que importam na escala global. Hoje, os poderes emancipados do monitoramento e da supervisão política enfrentam políticos pé no chão e sofrendo o contínuo, e até agora incurável, déficit de poder. Vivemos uma crise institucional permanente. Os instrumentos de ação coletiva herdados dos nossos ancestrais e cujo fim foi servir à causa da independência de estados territorialmente soberanos não são mais adequados nesta situação de interdependência mundial criada pela globalização do poder.

A atual crise da democracia, e, portanto, a crise das instituições democráticas, como o sr. coloca, são importantes tópicos de ‘Babel’. O senhor diz que os governos democráticos são instáveis porque tudo está fora de controle, e que a democracia não é autossuficiente. Qual é a real ameaça que enfrentamos? E qual é a origem desta crise?

Uma advertência: ‘crise de democracia’ é uma abreviação, uma noção limitada. Em países com constituições democráticas, a crise de um Estado-nação territorialmente confinado é culpa (afirmação fácil, mas não muito competente) de seus órgãos e características definidos constitucionalmente, com a divisão de poderes, liberdade de expressão, equilíbrio de poderes, direitos das minorias, para citar alguns. Mas se a democracia está ‘em crise’ é porque o Estado-nação territorialmente soberano (concebido em 1648 pelo Tratado de Westfalia e cuja fórmula é cuius regio eius religio – os súditos obedecem ao governante) está em crise, incapaz de atacar e enfrentar, sem falar em solucionar, problemas gerados pela nova interdependência da humanidade. Houvesse um governo autoritário ou ditatorial substituindo um regime democrático, os órgãos políticos resultantes não estariam livres da fragilidade dos órgãos de governos democráticos que ele substituiu e pela qual a democracia hoje é acusada. Quero acrescentar que o veredicto atribuído a Winston Churchill (“democracia é o pior dos sistemas políticos, à exceção de todos os outros”) continua verdadeiro até hoje. Para não dar confusão, acho que é aconselhável evitar atribuir responsabilidades pela impotência observada hoje dos Estados territorialmente soberanos e, em vez disso, analisar a incongruência fundamental do nosso tempo ansiando por uma revisão radical das ideias e uma reformulação das formas de coabitação da humanidade na Terra. Segundo Ulrich Beck, essa incongruência deriva do fato de que nós todos, gostemos ou não, já estamos inseridos numa situação cosmopolita, mas não nos preparamos seriamente para a tarefa extremamente urgente de desenvolver e assimilar a consciência cosmopolita.

No Brasil existe um grupo pedindo a volta dos militares ao poder e outro dizendo que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff é golpe político. Na Turquia, os militares tentaram tomar o poder. De onde vem essa vontade de “ordem”? O quão prejudicial isso pode ser para o atual estado das coisas? Enquanto isso, Trump conquista legitimamente mais e mais eleitores. O que sua vitória pode representar para o mundo? E o que sua ascensão nos diz sobre os EUA de hoje?

O problema não é o número crescente, em vários países, de pretendentes a regimes autoritários, mas do ainda mais rápido crescimento de seus devotados apoiadores. Não é uma questão sobre os que querem o poder (eles sempre serão muitos, já que a demanda popular por eles é abundante), mas sobre a ampliação da demanda pelos serviços que eles falsamente prometem que constitui indiscutivelmente o mais perigoso dos desafios futuros que enfrentaremos. Aproveito para citar, neste aspecto, um fragmento do meu recente livro Strangers At Our Doors: “Numa flagrante violação da intenção e das promessas modernas de substituir as incertezas do destino por uma ordem coerente das coisas, sem ambiguidades, orientada por princípios morais de justiça e responsabilidade – assegurando assim uma correspondência estrita entre as aflições dos humanos e suas opções comportamentais –, os humanos hoje veem-se expostos a uma sociedade repleta de riscos, mas vazia de certezas e garantias. A primeira causa é a transcendental ‘individualização’, codinome dos que representam para a imaginada insistência da ‘sociedade’ em subsidiar a tarefa de resolver os problemas gerados pela incerteza existencial com recursos eminentemente inadequados exigidos dos próprios indivíduos. (…) Como Byung-Chul Han sugere, nossa ‘sociedade de desempenho’ se especializou numa mudança no campo da manufatura e no expurgo de ‘depressivos e desajustados’. Eles são simultaneamente vítimas e cúmplices do seu fracasso e da depressão que ao mesmo tempo é causa e consequência. (…) Com os poderes do alto lavando as mãos e rejeitando seu dever de tornar a vida das pessoas suportável, as incertezas da existência humana são privatizadas, a responsabilidade para enfrentá-las tem de ser arcada pelo frágil indivíduo, enquanto as opressões e calamidades existenciais são descartadas como tarefas tipo ‘faça você mesmo’ a serem executadas pelo indivíduo que padece. (…) Para o indivíduo que se vê abandonado e desalojado com a retirada do Estado, a ‘individualização’ pressagia uma nova precariedade da condição existencial: uma situação ruim que se torna cada vez pior.” Agora este é um contexto psicossocial em que a ânsia de um homem forte (ou mulher) que proponha ‘me deem o poder absoluto e eu o libertarei das tormentas de riscos que você não consegue enfrentar e das decisões que não consegue tomar’, só se expande.

Onde estão nossas utopias? Estamos perdendo nossa capacidade de sonhar?

Acho que uma mudança transcendental é provável. Ao sonharmos com uma sociedade mais acolhedora e uma vida decente e significativa, avançamos gradativamente da utopia (lugar ainda inexistente, mas à espera no futuro) para o que chamo de ‘retrotopia’ (‘volta ao passado’, ao modo de vida que foi exageradamente, irrefletidamente e imprudentemente abandonado). Trato disso no meu novo livro, <CF742>Retrotopia</CF>, a ser publicado pela Polity Books em 2017. Podemos concluir que passado e futuro estão nesse quadro intercambiando suas respectivas virtudes e vícios. Agora é o futuro que parece ter chegado ao tempo de ser ridicularizado, sendo primeiro condenado pela falta de confiança e dificuldade de manejar e que está em débito. E agora o passado é o credor – um crédito merecido porque neste caso a escolha ainda é livre e o investimento é na esperança na qual ainda se acredita.

O senhor é otimista com relação ao futuro próximo do mundo? A esperança é mesmo imortal, como o senhor afirma em ‘Babel’?

Procuro seguir o preceito de Antonio Gramsci: ser pessimista a curto prazo e otimista a longo prazo. Afinal, esta não é a primeira crise na história da humanidade. De alguma maneira, as pessoas encontraram meios para superá-las no passado. Eles podem (e é essa capacidade que nos torna humanos) repetir a façanha mais uma vez. A única preocupação é: quantas pessoas pagarão com suas vidas desperdiçadas e oportunidades perdidas até que isto ocorra? /TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

O Bem e o Mal.

yyPercebi que o mundo que me rodeia está cada vez maior, isso decorre de vários acontecimentos diários. Vejo “amigos” tentando ser “amigos”, vejo verdadeiros amigos cruzando linhas que até presente momento não cruzariam e vejo pessoas que usam o mal como ferramenta para distorcer a realidade que vivemos à beneficio próprio. E no fim, todo mundo vê essas atitudes como “Pessoas de Bem”. Vou explicar a definição do Bem e do Mal de forma simples para expor o que farei logo em seguida.

Nós somos fragmentos da criação, na verdade somos o desejo de desfrutar, o desejo de nos realizarmos e esse desejo só é capaz de receber. Se a intenção por trás desse desejo for de “receber para seu próprio benefício”, então nós chamamos essa intenção (mas não o desejo) de “má”. Veja bem, o desejo é uma matéria que não muda e que não pode ser considerado bom ou mau. Apenas a intenção determina se ele é bom ou mau e é aí que reside a nosso livre arbítrio.

Nós nunca tivemos liberdade de escolha em relação aos nossos desejos, nos níveis inanimado, vegetativo, e animado. Não podemos mudar nada em relação a esses desejos. Este fato é confirmado por todas as pesquisas científicas. A única mudança que podemos eventualmente fazer é no nível humano, o que nós podemos mudar é a INTENÇÃO por trás do desejo.

O desejo em si foi criado pelo Criador e foi dado a nós numa forma imutável. A intenção por trás do desejo que nos foi dado inicialmente é egoísta: “para o nosso próprio benefício”. Nós devemos perceber que esta intenção é , porque é dirigida contra a união, contra a doação ao próximo, e contra a doação ao Criador.

No entanto, a nossa intenção pode ser oposta: “para o bem dos outros”, em prol da doação. Então, ela é chamada de “inclinação ao bem”. Assim, a inclinação ao bem e a inclinação ao mal, ou bem e mal, são definidos de acordo com a intenção. No entanto, a “inclinação” em si, o desejo, é imutável. Tudo é definido pela intenção no nível humano. A intenção de tornar-se semelhante ao Criador é chamada de boa, e a intenção oposta é chamada de má. A expressão da intenção ocorre através da união ou através da separação dos outros.

Portanto, de todas as minhas intenções, eu tenho que escolher apenas aquelas que me dão liberdade de escolha: a liberdade de me unir com outras pessoas através de uma intenção comum pela doação mútua. E assim nós nos tornarmos equivalentes ao Criador.

Esta é a nossa única chance de escolher o bem ou o mal, seja em relação ao nosso egoísmo ou em relação ao que o Criador coloca diante de nós. Portanto, se quisermos nos corrigir, isso só pode ser feito através de fé e disciplina. Quando você alcançar o desejo de desfrutar, ela transforma sua qualidade má numa qualidade boa, ou seja, ela muda a intenção de recepção em intenção de doação. E você se torna livre novamente e se aproxima mais do Criador.

É preciso eliminar a maldade, é preciso limpar o mundo de pensamentos impuros, pensamentos egoístas, é preciso morrer para viver novamente. Não existe uma hora, uma época ou uma hora marcada para que isto aconteça, de fato, pode acontecer à qualquer momento. Faça acontecer no agora.

Leitura não é pra qualquer um!

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Nasci livre, no Brasil, “Um país de Todos”, mas que precisa crescer demais em todos os aspectos. Cresci sempre, progressivo e maçante sem sobrar espaço pra soberba, inveja, infantilidade e falta de amor. Por isso a leitura é algo sadio, mágico e distinto. Me espelho em grandes escritores, autores, filósofos, cineastas, políticos, idealizadores e alguns personagens fictícios e sabe por que? Porque através deles a verdade emana de forma pura, transcendendo a alma e alterando qualquer indício de desprezo.

As pessoas para começarem a ter opinião, desde pequenas estudam pra isso, porque só quem tem opinião é quem tem consciência e pra ter consciência, tem que ter estudo. A maioria do mundo não têm essa visão e a minoria que brota com tamanha variedade de verdades e assuntos diversificados são massacrados, apedrejados e humilhados geralmente, mas depois de longos anos são considerados mártires! É sim.

Mas o meu estudo no entendimento da Razão e da Opinião se baseia em 3 vértices: Leitura, compreensão e absorção. A principal é ler. Ler muito, ler sempre, ler o que cair à mão, ler até bula de remédio. Ler sem medo, ler sem vergonha, ler com prazer. Algumas sugestões são de cunho mais acadêmico; outras, mais voltadas à alma. O crítico Luís Augusto Fischer sentencia: “Leia como se fosse o psicanalista que ouve um paciente”. O professor Luiz Antonio de Assis Brasil indica (e eu assino embaixo): “Use em abundância o ponto final”. No entanto, foi o ótimo Marcelino Freire que deu os toques mais parecidos com o que sinto, vivo e penso. Ele recomenda:
PARA LER
1. Quanto mais um livro fizer mal, melhor.
2. Confortável precisa ser a cama, não a literatura.
3. Evitar lista dos mais vendidos.
4. Livro não é para ser entendido, é para ser sentido.
5. Desconfiar das dicas que te dão.

PARA ESCREVER
1. Cortar palavras.
2. Não usar gravata na hora de escrever.
3. Ouvir, mesmo que baixinho, a própria voz.
4. Desconfiar daquele texto que sua mãe gostou.
5. Ler e beber muito. E, no mais: viver.

Eu, particularmente, sigo o mestre Caio Fernando Abreu: “Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta.”

Mestres como estes nunca se preocuparam com o que os outros acham, afinal, a literatura vem de dentro pra fora, é uma expansão do corpo, da mente, mais precisamente da alma!

Apesar de eu ser pequeno, minha alma é infinita, transcende tudo que conheço e desconheço. Não são momentos, atos e caminhos que fazemos e seguimos que definem o pensamento. Na verdade a consciência já foi estabelecida, o pensamento simplesmente exala e a maneira como você interpreta que determina o que será.
Aí depois vem a compreensão, singela, sorrateira e varonil. Leve como uma pena, serena como o vento, justa! A compreensão sempre é justa. No dicionário compreensão é um processo psicológico relacionada com um objeto físico ou abstrato. Na filosofia se baseia em três: Compreensão dos Deuses; Compreensão da morte e Compreensão dos Desejos. Na literatura isso é unânime, universal porque o escritor escreve de si e para si, não pro mundo. É lindo.

E por fim a absorção. Ah… Meus queridos leitores, a absorção é bela, é um processo que alimenta a alma. É divina a maneira como a compreensão humana pode digerir a literatura. Mas tem que tomar cuidado, porque existem pessoas que não tem um bom estômago. Leem de qualquer maneira, interpretam como bem entendem, procuram o lado negro do texto e absorve a crítica, porque é mais fácil, às vezes é o que vivem, porque é o que a carapuça veste. Aí haja estômago. Mas não deixa de ser um processo belo. Afinal a literatura é a porta da Alma, você só deixa entrar o que lhe convém.

E termino este texto da madrugada com outro conselho do mestre Caio Fernando Abreu: “Eu não tenho opinião definida sobre nada. Não acho que isso seja insegurança. Acho que é abertura, que tudo é passível de uma outra interpretação.”