Síndrome do Sentir

sentir

Esta chuvinha de água viva esperneando luz e ainda com gosto de mato longe, meio baunilha, meio manacá, meio alfazema pois o sol de outono caía com uma luz pálida e macia.

Sinto o amargo sabor da tristeza nas palavras de uma amigo querido, que os carinhos de Genésia não tinham mais gosto dos primeiros tempos e se sucederam na magia das ondas volumétricas daqueles pensamentos mosaicos de um serafim monólogo.

A maciez das músicas sentidas pelo tato da verdade sobre o capuz da aurora celestial, fez com que eu fosse além da compreensão exacerbada de um caminho sem fim com sabor de enxofre e gosto de quero mais.

Vamos respirar o ar verde do outono na floresta, uma luminosidade perfumada aquecia os pássaros e a melodia do pianista era doce e rósea em suas sublimes imensidões pois ouvia-se a maciez de um sabor prateado e eternamente se encantou com o calor víride e azulado de um aroma que soava doce como o bem maior em que acreditava.

A minha primeira recordação é um muro velho, no quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha  verde e úmida, macia,quase irreal. (Augusto Meyer)

Anúncios

Pela primeira vez Doença de Alzheimer é revertida em paciente

aaaa

A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez no Canadá e com sucesso. Uma equipe de investigadores canadenses, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, diretamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença. O estudo vem publicado na «Annals of Neurology».

Por redação | Com Ciência Hoje

Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.

Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.

Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos elétricos para o cérebro através de eléctrodos implantados.
O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurónios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.
Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida.

Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e que necessita de mais investigação. A equipa vai agora iniciar um novo teste que envolvem 50 pessoas.

Mal de Alzheimer

Existem vários tipos de demência, em que há decréscimo das capacidades de funcionalidade, comprometimento das funções cognitivas – atenção, percepção, memória, raciocínio, pensamento, linguagem etc. – e da capacidade físico-espacial. O Mal ou Doença de Alzheimer é a principal causa de demência que causa problemas de memória, pensamento e comportamento. A doença é responsável por 50% a 80% dos casos de demência no mundo. O Alzheimer é degenerativo, mais comum após os 65 anos de idade e caracteriza-se pela perda progressiva de células neurais. A médica Sonia Brucki, do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, explica que há um acúmulo anômalo de algumas proteínas no tecido cerebral que provoca a morte dos neurônios.

“Até agora se acredita que isso seja multifatorial, causado por componente genético, fatores externos (baixa escolaridade, por exemplo), alterações vasculares (hipertensão, diabetes etc.), traumatismos cranianos com perda de consciência, alterações nutricionais e depressão”, enumera. Outros problemas podem causar demências, por exemplo, deficit de vitaminas, doenças da tireoide, alterações renais, portanto doenças que podem ser evitadas. Atualmente, não existe medicação disponível para evitar esse acúmulo de proteínas, mas há medicamentos que retardam a progressão do Alzheimer. Algumas medicações, fornecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), aumentam uma substância no cérebro que, em menor quantidade, traz alterações na memória. Os sintomas geralmente são desenvolvidos lentamente e pioram com o tempo. Alguns pacientes conseguem ter uma redução progressiva da doença, mas outros não conseguem voltar à normalidade. Em casos mais graves, o paciente pode ter apatia, depressão, alucinação e pensamentos delirantes.

O médico neurologista Fábio Henrique de Gobbi Porto diz que o principal sintoma é a dificuldade de aprender coisas novas. O idoso não consegue se lembrar de fatos recentes como, por exemplo, o dia da semana. Tem também dificuldade para fazer contas. Segundo ele, na fase inicial, o paciente pode ser lembrado de informações importantes e ter o suporte da família. Na fase moderada, tem uma dependência maior da família e, às vezes, existe mudança do comportamento. Na fase mais grave, tem dificuldade para realizar funções básicas, como urinar, dificuldade para engolir e até agressividade. A fase mais grave dura, em média, oito anos.

A família precisa ficar atenta a qualquer decréscimo de qualquer capacidade da pessoa, seja memória, dificuldade de realizar tarefas complexas, nomear coisas, problemas de linguagem. “Nem sempre começa com problemas de memória”, alerta Brucki. Ainda não existe cura para o Mal de Alzheimer, mas alguns estudos testam medicações que poderiam estacionar a doença. De acordo com o neurologista Fábio Henrique de Gobbi Porto, já foi provado cientificamente que a escolaridade, principalmente na fase mais básica, é um fator protetor contra o Alzheimer. Além disso, a prática de exercícios físicos e uma dieta saudável previnem a doença. “Algumas teorias dizem que a atividade física aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro, aumenta a lavagem (retirada) da proteína do Alzheimer que se acumula no cérebro, além de melhorar o humor e a saúde em geral”, explica.

6 coisas que você nunca deve dizer à uma pessoa em depressão

Image

A depressão é uma patologia com consequências muito abrangentes, o que nos leva à necessidade de agir com extrema cautela ao lidar com seus portadores, à fim de não piorar o quadro. É um fato comprovado que aproximadamente 15% da população mundial terá uma depressão forte em algum momento da vida. E essa é uma doença extremamente perigosa, que, em muitos casos, leva inclusive ao suicídio, e não deve ser confundida com uma tristeza momentânea.

O tratamento deve ser sempre administrado por parte de profissionais da área psiquiátrica, mas nada nos impede de colaborar das maneiras que nos são acessíveis, certo? E uma delas seria passar a prestar um pouco mais de atenção nas coisas que, através dos mais diversos meios de comunicação (às vezes um simples bilhete, ou um recado na caixa postal) levamos à mente dessas pessoas.

Por conta disso, o Macaco preparou para você uma lista com 6 coisas que você deve sempre evitar falar para uma pessoa que realmente esteja sofrendo um quadro de depressão. Vale o aprendizado!

6. “Por quê você não vai dar uma volta?”

Tá, você realmente acha que o que impede uma pessoa em depressão de ir dar uma volta na rua é o fato de ninguém ter dado essa idéia antes? O problema aqui é que boa parte da depressão se resume na dificuldade de seguir o cotidiano que a pessoa um dia seguiu. Num caso desses, até ir na esquina comprar um pão pode se tornar uma complicação. É aquele negócio, não é que ela não saiba o quão bom é dar uma volta e tomar um ar fresco e uma água de côco assistindo ao pôr-do-sol, é que ela está tendo uma dificuldade absurda de forçar uma interação com o mundo aberto sem, digamos, surtar.

5. “Isso aí tá tudo na sua cabeça.”

Jura, amigão? Quer um Prêmio Nobel por essa astuta observação? Sendo uma condição mental, além de óbvio, não é muito legal martelar e refrescar a memória do seu amigo quanto à isso.

4. “Por quê você não sai mais com a gente, cara?”

Não se sinta ofendido. Seu amigo está em um momento delicado, e isso não quer dizer que ele esteja planejando te trocar, nem se vingar pelo boneco dos Cavaleiros do Zodíaco que você quebrou há 15 anos atrás. Ele simplesmente não consegue sair de casa, e, no exato momento em que você está tomando uma cervejinha e pensando em como ele tá “vacilando ultimamente”, ele provavelmente está trancado no próprio quarto, deitado, acordado, tentando juntar motivação e vontade para tomar uma ducha e trocar essas roupas que ele vem usando já há uma semana. Não é culpa sua, e pressionar não vai ajudar.

3. “Pense nas coisas boas da vida!”

Essa é importante, e muita gente não sabe: só porque uma pessoa foi diagnosticada com depressão, isso não significa que ela não saiba identificar quais sejam as partes boas de sua vida, e muito menos que não estejam gratas por elas. O problema aqui é que, por melhores que essas coisas sejam, elas são como pontos nulos no placar jogo da vida para essas pessoas, por conta de sua condição.

2. “Tem gente muito pior que você.”

O negócio é que outras pessoas terem problemas não costuma ter implicações severas em nossos problemas individuais. Principalmente quando estamos tratando de uma pessoa que está tendo uma imensa dificuldade em colocar as coisas sob uma perspectiva só e regular suas reações. Na verdade, uma pessoa depressiva ao ouvir isso só vai se sentir culpada por estar tendo um problema psicológico que, por mais que ela se esforce, não consegue controlar. E geralmente isso acaba deixando ela mais pra baixo ainda, então cuidado!

1. “Você parece outra pessoa.”

É isso. O ápice, o número um, o rei da lista, o top do ranking. Jamais diga isso para um depressivo, pois na verdade, esse é o medo mais intenso preso na garganta dele, e o que você fez foi puxar isso bruscamente para fora. De um modo abrupto, cru e violento. A verdade é que isso não é novidade nenhuma pra quem sofre de depressão. Os próprios convivem com essa incerteza, e o medo de que nunca vão conseguir reverter as transformações que vêm acontecendo ultimamente, e nunca serão “normais” novamente. O medo de que todas as coisas que eles gostavam sobre si mesmos já não fazem mais parte de suas vidas. O medo de que as pessoas não sejam mais tão próximas à eles quanto eram antes. E ao dizer isso, parabéns, você basicamente acaba de confirmar todos esses medos na cara de uma pessoa cujo estado mental está mais caótico do que nunca. Nunca diga isso, dói mais do que você imagina. Fale o que quiser, mas NUNCA use “eu não te reconheço” e seus derivados. Uma pessoa depressiva precisa acreditar que alguém ainda sabe quem ela é. Ela usa isso como uma corda para se segurar e não cair um abismo, coisa que você só entenderia com clareza se sofresse também de um quadro de depressão. E acredite, você não quer isso.

Retirado do Macaco Velho