A tal da consciência!

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Tinha ele um pouco de exacerbatio cerebri (exaltação da mente), em relação ao qual não dispunha a realidade de estímulo suficientemente forte, a não ser de um modo fugidio. Ele não sucumbia ao peso da realidade, não era demasiado fraco para a suportar, não, era antes demasiado forte; mas tal força era uma doença. Logo que a realidade perdia a sua importância como estimulante, ficava desarmado, e nisso consistia o mal que o habitava. Tinha consciência disso, mesmo no momento do estímulo, e o mal estava nessa consciência.