Os Vampiros Emocionais

eessIndivíduos que se alimentam da energia emocional dos outros são susceptíveis a manipular emocionalmente suas ‘vítimas’ para atingir seus objetivos. Muitas vezes eles se aproximam das pessoas ao seu redor para externar a sua negatividade e se aproveitar do poder do seu interlocutor.

Além disso, uma vez que descarregam seus pensamentos e emoções negativas, eles deixam a cena e se preparam para encontrar outra pessoa para descarregar o seu desconforto.

Empatia zero

Vampiros emocionais se caracterizam por ter muito pouca empatia. Se mostram claramente egoístas ao usar a presença de outra pessoa para esvaziar toda a sua negatividade acumulada, não se importando que isso possa gerar desconforto e angústia  para o seu interlocutor. Eles não se colocam no lugar do outro.

Embora tenham certos aspectos em comum, vampiros emocionais podem assumir várias formas. É por isso que segmentamos um total de sete personalidades típicas de pessoas que roubam o seu otimismo.

1. Personalidade exigente

Não só se encarrega de apontar suas falhas como também contraria tudo o que você faz ou diz. O seu objectivo principal é fazer você se sentir inferior a ele. Você está sempre errado e ele sabe a verdade de tudo. Além disso, se você questionar a sua atitude, o normal é que ele se justifique dizendo que “só quer o melhor para você.”

Se você ficar perto dessa pessoa por algumas horas vai notar que muito do que ela diz são críticas e mais críticas. Nada parece certo, desde coisas banais como o último filme que você viu ou a série de televisão que está na moda, até as suas idéias, seus gostos ou o seu comportamento.

Este tipo de vampiro emocional é tão intransigente que acaba sendo irritante e pode levá-lo a um estado emocional terrível. Tenha cuidado para não se infectar e começar a criticá-lo também!

2. Personalidade pessimista

O vampiro emocional também pode assumir a forma de pessimista inveterado. Sempre vê a vida com o copo meio vazio, tudo parece negativo e você vai sofrer horrores para convencê-lo de que está sendo pessimista demais … porque ele sempre prepara um contra-argumento que “prova” que a existência não vale a pena.

Se você conviver com este tipo de pessoa, pode acontecer de você acabar se convencendo de que a sua visão das coisas estava errada e se tornar também uma pessoa pessimista, negativa e sem esperança de melhoras.

3. Personalidade catastrófica

Os vampiros emocionais também podem ser alarmantes. Esta personalidade leva o pessimismo ao extremo, para eles qualquer fato ou situação leva a uma escala apocalíptica.

Seus tópicos de conversação favoritos se referem a catástrofes e matanças que ouviram nos programas de notícias ou mesmo desastres que não ocorreram, mas que na sua opinião, acreditam que poderiam acontecer.

Este tipo de vampiro emocional acredita firmemente que a vida se resume a enfrentar uma longa lista de perigos iminentes e infortúnios. Se você tiver a infelicidade de conviver com alguém assim, vai logo perceber que se sente exausto com frequência e, na pior das hipóteses, pode começar a incorporar algumas de suas paranóias.

4. Personalidade vitimista

É aquela típica pessoa que não para de reclamar sobre tudo o que acontece. Indiferente se as coisas estão indo bem ou mal, ela sempre encontra razões para se queixar e se fazer de vítima.

Em uma pessoa vitimista é muito difícil de encontrar apoio emocional, pois ela sempre vai acreditar que seus problemas são muito mais importantes do que os seus. É provável que você note que o vitimista quer que você faça um download de todos os seus problemas quando ele fala, mas raramente se mostra aberto para ouvir e oferecer apoio quando é você quem precisa falar dos seus problemas pela ele.

5. personalidade agressiva

São pessoas que reagem violentamente sem motivo. Se você dizer ou fazer algo que não lhes parece bom como, por exemplo, um gesto mal interpretado ou por um comentário fora de contexto, isso poderia ser o suficiente para acender a sua fúria.

Suas reações são desproporcionais, de modo que pode ser um problema grave se você não tiver cuidado com o que faz ou diz. É claro que conviver com uma pessoa que o obriga a calcular milimetricamente tudo o que você faz ou diz não é positivo para a sua saúde mental. E, escusado será dizer, que você vai se sentir esgotado após dez minutos de conversa com o vampiro emocional agressivo.

6. Personalidade sarcástica

Esta é a personalidade de um vampiro emocional especialmente irritante. A pessoa sarcástica adora jogar ironias sobre você, dardos envenenados, e ao mesmo tempo se proteger atrás da leveza de uma “simples brincadeira.” Assim, ninguém pode culpá-lo por ser rude, porque “era apenas uma piada”.

Embora, às vezes, as suas observações possam ser engraçadas e espirituosas, a verdade é que muitas vezes excedem os limites do respeito e são cruéis para outras pessoas. Se você estiver muito exposto a uma pessoa que faz comentários sarcásticos e cortantes sobre você, isso pode acabar com a sua auto-estima. Além disso, é cansativo. É como um soldado isolado em território inimigo: você só pode rezar para que as bombas não caiam sobre você.

Como são vampiros emocionais comportam?

Vampiros emocionais se aproveitam de dois elementos para começarem a roubar a energia emocional daqueles que os rodeiam: Tempo e proximidade. É preciso que consigam definir certos laços emocionais e de amizade com a outra pessoa. A partir daí, basta tirar proveito de suas fraquezas.

Por isso é muito difícil manter um bom estado emocional se o vampiro emocional é uma pessoa que faz parte do nosso círculo interno: família, amigos ou cônjuge. Quando mais próxima for a relação, mais ela vai lhe causar efeitos nocivos.

O vampiro emocional sabe como escapar

Normalmente, o vampiro emocional tenta humilhar ou desqualificar os outros, mas muitas vezes se escondem atrás de justificativas e pretextos para demonstrar o seu ponto de vista e ”provar” para os outros como é bom.

Alguns vampiros podem não estar cientes de que estão roubando a sua energia emocional

No entanto, é claro que podem haver casos em que a personalidade do vampiro emocional não é experimentada conscientemente. Alguns vampiros emocionais não são capazes de perceber que se comportam assim, e não estão cientes dos efeitos negativos de suas ações sobre as pessoas ao seu redor.

As causas do comportamento vampírico

 

Às vezes não percebem que o seu comportamento pode ser causado por situações ou eventos traumáticos que viveu anos atrás (ou talvez também por imitar comportamentos e atitudes  disfuncionais que viu em seus pais), e o produto disso é que suas relações com outras pessoas é influenciada por esses mecanismos de defesa que foram adquiridos e consolidados como parte de sua personalidade.

Cabe a você avaliar se o vampiro emocional merece uma segunda chance

Naturalmente, o fato de que alguns vampiros emocionais não estarem completamente cientes de que estão sugando o seu bem-estar emocional não é desculpa para irrelevar o dano que causam em você.

É uma questão de detectar o problema cedo e tomar as medidas adequadas e justas: em alguns casos, uma conversa sincera pode surtir efeito e consertar a situação. Em outros casos, a melhor solução é se distanciar deles.

Fonte: psicologiaymente traduzido e adaptado por Psiconlinews

Paz

pieceE a paz eu encontro ao fechar os olhos. Ao abri-los eu contemplo a vida. Bendito aquele que sente tudo de um pouco ao invés de um pouco de tudo.

Pescador de Palavras

sureal.jpg

Por quê a busca incessante pelo progresso é algo imensurável?

Existia aquele que buscava a palavra, o jeito que as escolhia, a sabedoria em cada movimento. Era de uma idoneidade marcante, mal sabia que se tornaria um ser lendário com o passar dos tempos.

Sua afeição refletia a serenidade de uma criança, a pureza de uma rosa, o andando calmo de um ancião. Era a sintonia perfeita, em um mundo imperfeito. Deixava o medíocre discutir com as pessoas, o comum discutir os fatos e os sábios discutir ideias.

E mesmo assim, ele cultivava as palavras… semeando as mais precisas e guardando-a para um futuro próximo.  

 

Religião

f.jpg

A religião é um sistema de doutrinas e promessas que, por um lado, lhe explicam os enigmas deste mundo com perfeição invejável e que, por outro lado, lhe garantem que uma Providência cuidadosa velará por sua vida e o compensará, numa existência futura, de quaisquer frustrações que tenha experimentado aqui. O homem comum só pode imaginar essa Providência sob a figura de um pai ilimitadamente engrandecido. Apenas um ser desse tipo pode compreender as necessidades dos filhos dos homens, enternecer-se com suas preces e aplacar-se com os sinais de seu remorso. Tudo é tão patentemente infantil tão estranho à realidade, que, para qualquer pessoa que manifeste uma atitude amistosa em relação à humanidade, é penoso pensar que a grande maioria dos mortais nunca será capaz de superar essa visão da vida. Mais humilhante ainda é descobrir como é vasto o número de pessoas de hoje que não podem deixar de perceber que essa religião é insustentável e, não obstante isso, tentam defendê-la, item por item, numa série de lamentáveis atos retrógrados.

Sigmund Freud

Por que você fica mau com a felicidade alheia?

É simples, direto e verdadeiro.
A grama do vizinho é mais verde (Verde porque estamos preocupados com a felicidade alheia).

São João e a Ordem Maçônica

sss

(Segue um texto do Ir.’.Tiago sobre a história de São João.)

A primeira vertente aponta como padroeiro da maçonaria o João Batista, primo de Jesus Cristo, denominado batista por que era aquele que batizava no Rio Jordão e trazia a boa nova, qual seja, a vinda do nosso salvador Jesus Cristo. Essa primeira corrente pode subdividi-la em duas, naqueles que associam João Batista como padroeiro de nossa ordem pela forma como foi morto, pois foi decapitado pela vontade e luxúria de Salomé, sobrinha do Rei, que queria ter com João Batista, sendo ele fiel a seus princípios negou a vontade da sobrinha do Rei, perdendo por conta dessa negativa a sua cabeça pela decapitação.

Já a segunda, bem lógica por sinal, vincula o nascimento de João Batista em 24 de junho ao nascimento das Grandes Lojas Inglesas em 24 de junho de 1717.

Já a segunda vertente versa sobre João Evangelista, o discípulo de Jesus Cristo que escreveu três livros importantes do Livro da Lei, entre eles o Livro do Apocalipse. Essa teoria do João Evangelista como padroeiro vincula a data de 27 de dezembro como a data de seu nascimento. Coincidentemente, ambas as datas, tanto 24 de junho quanto 27 de dezembro vincula-se o primeiro ao equinócio de inverno no hemisfério norte e o solstício de verão no hemisfério sul. Sendo estas datas então consideradas pela Maçonaria como de suma importância porque trata de um astro importante que emite luz, ou seja, o sol, contra as trevas, o que a Sublime Ordem combate.

A tradição versa sobre a comemoração das datas do deus Janio que na forma pagã era comemorada na data dos equinócios tanto de inverno quanto de verão, cultura pagã que o Cristianismo tratou de subtrair impondo datas comemorativas iguais, mas com cunho Cristão.

Nessa luta a igreja teve que adotar determinados costumes e incutir na cabeça dos soldados romanos a idéia de que Jesus havia nascido no mesmo dia em que nasceu o “Sol Invictus”. Aliás, a grande maioria dos deuses pagãos da antiguidade tinham seus nascimentos comemorados no solstício de Inverno.

A terceira teoria vincula como padroeiro da Maçonaria o Santo canonizado pelo Papa no século VII, chamado de São João Esmoler, ou São João de Jerusalém. Passo a explicar os motivos pelos quais me vinculo a esta teoria.

A história relata que no ano 500 d.c, na Ilha de Chipre, nasceu o filho do Rei que ao longo de sua vida dedicara a benevolência e benfeitorias, assim como ao exercício da ponderação e tolerância. Esse príncipe cresce e na vida adulta perde por doença grave esposa e dois filhos retomando com esta perda o antigo sonho de dedicar-se a benevolência. Com isso assume definitivamente o dom do sacerdócio, vinculando-se a Ordem Benenditina.Por suas obras vinculadas ao cuidado de visitantes que se lançavam a visitar a Terra Santa foi canonizado pelo papa no Século VII.

Já no século XI com as Primeiras Cruzadas houve a necessidade de amparar os fieis do Cristianismo que se lançavam a Terra Santa para a visita ao Santo Sepulcro porque havia na época saques e violência de toda ordem lançadas e decorrentes da guerra entre Muçulmanos e Cristãos.

A Ordem de Malta (oficialmente Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, também conhecida por Ordem do Hospital, Ordem de S. João de Jerusalém, Ordem de S. João de Rodes, etc.), era uma ordem católica que começou como uma Ordem Beneditina fundada no século XI na Terra Santa, durante as Cruzadas, mas que rapidamente se tornaria numa Ordem militar cristã, numa congregação de regra própria, encarregada de assistir e proteger os peregrinos àquela terra.

Então no ano aproximado de 1099 foi criada, na cidade de Jerusalém, a Ordem dos Templários Hospitaleiros, com cunho na história e ensinamentos deixados pelo Santo Beneditino São João de Jerusalém, ou São João Esmoler.  Esse Santo se aproxima da Maçonaria hora pela sua benemerência e pela criação da hospitalaria presente até os dias de hoje na Sublime Ordem.

Questionamento realizado para o visitante nos trabalhos na Oficina. Também se aproxima da Maçonaria este Santo por conta da reconstrução dos templos destruídos dos Maçons que ele ordenou a reconstrução, vejamos que :

No manual de Bezot, ele escreveu suas razões para pensar que este Santo era o patrono original da Maçonaria e, assim, o santo mencionado na Loja do Santo São João: ‘Ele deixou seu país e a esperança de um trono para ir a Jerusalém, a quem ele generosamente ajudou e assistiu os cavaleiros e peregrinos. Ele fundou um hospital e organizou uma fraternidade para assistir aos cristãos doentes e feridos, e prestar ajuda pecuniária aos peregrinos que visitavam o Santo Sepulcro. São João, que era digno de se tornar o patrono de uma sociedade cujo único objeto é a caridade, expôs sua vida mil vezes em prol da virtude. Nem a guerra, nem a peste, nem a fúria dos infiéis, podia impedir suas atividades de benevolência. Mas a morte, finalmente, o impediu no meio de seus trabalhos. No entanto, ele deixou o exemplo de suas virtudes aos Irmãos, que fizeram seu dever esforçar-se por imitá-las. Roma o canonizou com o nome de São João, o Esmoler ou São João de Jerusalém, e os Maçons – cujos templos, destruídos pelos bárbaros, que ele fez reconstruir – o selecionaram por unanimidade como seu patrono.

Esse texto foi escrito por um dos primeiros Maçons Franceses da História, conforme o artigo publicado pelo Ir.’. Bezot. São João Esmoler era conhecido pela propagação da ponderação e da tolerância. Na Alexandria resolvia conflitos com base nesses dois princípios que são elementos preponderantes na Sublime Ordem hoje.

Todas as quartas e sextas-feiras João se sentava no banco do lado de fora da igreja, apaziguava brigas, arbitrava as disputas, dava conselhos, ouvia as reclamações dos necessitados e procurava corrigir os erros e neutralizar o ódio que estavam prejudicando aquelas pessoas. Ninguém era insignificante para não ter a sua atenção. Desarmava sempre os inimigos usando sua humildade e as vezes até se ajoelhava a seus pés para pedir perdão.

São João de Jerusalém foi escolhido Padroeiro da Maçonaria porque seus ideais eram idênticos aos ideais Maçônicos como a fraternidade, a liberdade e a igualdade: “São João foi escolhido como patrono da Maçonaria devido aos seus ideais que combinavam com a doutrina maçônica. É por essa razão que todas as Lojas são abertas e dedicadas em sua homenagem.”  Logo, posiciono-me no sentido de concordar com os Irmãos que se vinculam a teoria de que São João o Esmoler é o padroeiro da Maçonaria.

Eis aí, portanto, a razão das Lojas maçônicas, até hoje, serem conhecidas como Lojas de São João.Vem desses irmãos cavaleiros, não só a tradição arquitetônica, propriamente dita, aplicada especialmente na construção de asilos, hospitais, mosteiros e outras obras públicas, mas principalmente a atuação filantrópica que se observa na Ordem maçônica. Tanto que Lojas de hoje ainda se mantém a tradição de nomear um irmão “hospitaleiro” para recolher as contribuições dos irmãos para o “hospital”.

Logo, desde então, se mantém a tradição de que as Lojas, quando iniciados os trabalhos e quando finalizados evoca-se a São João, sendo então João de Jerusalém, pessoa integra que dedicara a vida a fazer o bem as pessoas, como o exercício da ponderação, benevolência e a tolerância. Sejamos então mais tolerantes Ir.’..

_Texto: Tiago Oliveira de Castilhos, A.’.M.’.
A.:R.:L.:S.: Sir Alexander Fleming 1773, Porto Alegre – Rio Grande do Sul, Grande Oriente do Brasil_

Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu?

Os bambus são as plantas com o crescimento mais rápido na Terra. Um típico bambu pode crescer tanto quanto 10 centímetros em um único dia. Certas espécies crescem até um metro durante o mesmo período, ou cerca de 1 milímetro a cada 2 minutos. Você pode realmente ver a planta crescendo na frente de seus olhos. A maioria das espécies de bambu atinge a maturidade em apenas 5 a 8 anos. Mas quando se trata da floração, bambus são, provavelmente, uma das plantas mais lentas do mundo.

01

Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 01

A floração dos bambus é um fenômeno intrigante, porque é uma ocorrência única e muito rara no reino vegetal. A florescência dos bambus acontece uma vez a cada 60 a 130 anos, dependendo da espécie. Esses longos intervalos permanecem em grande parte um mistério para os botânicos.

Estas espécies de florescência lenta exibem outro comportamento estranho: elas florescem todas ao mesmo tempo, em todo o mundo, independentemente da localização geográfica e clima, desde que os pés de bambu derivem da mesma planta mãe.

A maioria dos bambus são exatamente assim: uma “divisão da mesma planta mãe. Estas divisões foram re-divididas ao longo do tempo e compartilhadas em todo o mundo. Embora as divisões estejam agora geograficamente em locais diferentes, elas ainda carregam a mesma composição genética. Assim, quando um pé de bambu no, digamos, Brasil floresce, a mesma planta no Japão vai fazer o mesmo mais ou menos ao mesmo tempo. É como se as plantas tivessem um relógio circadiano interno tiquetaqueando até que o alarme ajustado soa simultaneamente. Este fenômeno de floração em massa é chamado de floração gregária.

De acordo com uma hipótese, a floração em massa aumenta a taxa de sobrevivência da população de bambu. A hipótese afirma que, inundando a área com seus frutos, ainda haverá sementes sobrando mesmo que os predadores comam até se fartar. Por ter um ciclo de floração maior do que o tempo de vida dos roedores predadores, os bambus podem regular as populações de animais, causando a fome durante o período entre os eventos de floração. A hipótese ainda não explica por que o ciclo de floração é 10 vezes maior que o tempo de vida dos roedores.

Uma vez que uma espécie de bambu atingiu sua expectativa de vida, floresceu e produziu sementes, a planta morre, acabando com faixas inteiras de florestas ao longo de um período de vários anos. Uma teoria é que a produção de sementes requer uma enorme quantidade de energia que estressa o bambuzeiro, de tal forma que acaba realmente morrendo. Outra teoria sugere que a planta mãe morre para dar espaço para as mudas.

Os eventos de floração em massa também atraem predadores, principalmente roedores. A súbita disponibilidade de frutos e sementes em grandes quantidades na floresta traz consigo dezenas de milhões de ratos famintos que se alimentam, crescem e se multiplicam em taxas alarmantes.

Depois de devorarem o fruto do bambu, os ratos começam a consumir as lavouras, tanto as armazenadas, quanto a dos campos. Um evento de floração do bambu é quase sempre sucedido por fome e doença em aldeias vizinhas. No estado de Mizoram no nordeste da Índia, o temido evento ocorre quase como um reloginho a cada 50 anos, quando a espécie de bambu Melocanna baccifera floresce e frutifica. O fenômeno, que ocorreu entre 2006 e 2008, ficou conhecido na língua local como mautam ou “morte de bambu”.

Há um outro agravante no período da floração: a planta deixa de ser comestível representando uma grande ameaça para a sobrevivência dos pandas gigantes que se alimentam dela. A área montanhosa no centro da China testemunhou uma extensa floração de uma variedade de bambu favorita entre estes ursos, em 1984 e em 1987, quando centenas de animais morreram de fome.

02

Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 02
Flores de bambu.

03

Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 03
Flor e fruto do bambu.

04

Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 04
Um rato preto no milharal devastado de um campo perto da vila Zamuang no nordeste se Mizoram.

05

Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 05
Crianças capturam ratos depois de uma temporada de floração de bambu na Birmânia.

06

Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 06
Espécie Fargesia nitida, em flor, acontece apenas uma vez a cada 120 anos.

07

Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 07

08

Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 08
Floração de bambu.

Fonte: Guadua e Nat Geo.

Senso

fuji.jpg

A vida escolhe,
se flui, aflora,
desejo, amora,
A morte recolhe.

E penso eu, sobre mim, de fato
Que sinto, penso e narro
Essa jornada diferente
única, surreal

E me pergunto: “É esta utopia que me persegue?”
Ou é “A perseguição a esta utopia que me desperta?”

Hexágono de Saturno

Nós todos sabemos sobre Saturno e seus anéis, mas você já ouviu falar sobre os seus padrões de nuvens? No início de 1980, a missão Voyager fez uma descoberta surpreendente e sem precedentes, que foi confirmada por uma outra visita da sonda Cassini. Englobando todo o pólo norte de Saturno está uma tempestade hexagonal gigante com os lados mais longos do que o diâmetro da Terra. E essa tempestade já dura mais de 30 anos!

Spookily, como é chamado o hexágono, não se move com o resto das nuvens do planeta, e uma vez que possui um elevado grau de precisão geométrica, inúmeras teorias conspiratórias surgiram sobre o assunto. (Felizmente, a maioria deles não são apocalípticas.)

Embora o fenômeno ainda não seja totalmente explicado, os cientistas têm várias ideias que ajudam a explicar exatamente o que está acontecendo, que envolvem “dinâmica de fluidos”. Experimentos em laboratório já mostraram que em um fluido em que o centro está girando mais rápido do que os lados exteriores, começa se criar turbulência nas bordas. Em altas velocidades suficientes, formas poligonais começam a aparecer. Uma vez que os ventos no hexágono foram cronometrados em 322 quilômetros por hora, lados nítidos estão se formando. E enquanto isso soa como uma explicação científica bastante convincente, alguns ainda estão convencidos de que é, naturalmente, uma abertura para outra dimensão.

É a vaidade e não o prazer que nos interessa

vaidade

Qual a finalidade da avareza e da ambição, da busca de riqueza, poder e preeminência? Será para suprir as necessidades da natureza? O salário do mais pobre trabalhador pode supri-las. Vemos que esse salário lhe permite ter comida e roupas, o conforto de uma casa e de uma família. Se examinássemos a sua economia com rigor, constataríamos que ele gasta grande parte do que ganha com conveniências que podem ser consideradas supérfluas. […] Qual é, então, a causa da nossa aversão à sua situação, e por que os que foram educados nas camadas mais elevadas consideram pior que a morte serem reduzidos a viver, mesmo sem trabalhar, compartilhando com ele a mesma comida simples, a habitar o mesmo tecto modesto e a vestir-se com os mesmos trajes humildes? Por acaso imaginam que têm um estômago superior ou que dormem melhor num palácio do que numa cabana? [… ] De onde, portanto, nasce a emulação que permeia todas as diferentes classes de homens, e quais são as vantagens que pretendemos com esse grande propósito da vida humana a que chamamos melhorar nossa condição? Ser notado, ser ouvido, ser tratado com simpatia e afabilidade e ser visto com aprovação são todas as vantagens que se pode pretender obter com isso. É a vaidade, e não a tranquilidade ou o prazer, que nos interessa. Mas a vaidade sempre tem por base a convicção de sermos objecto de atenção e aprovação. O homem rico deleita-se com as suas riquezas por julgar que elas naturalmente lhe atraem a atenção do mundo e que os homens estão dispostos a acompanhá-lo em todas as agradáveis emoções que as vantagens da sua situação tão prontamente inspiram a ele. Quando tal pensamento lhe ocorre, o seu coração parece crescer e dilatar-se dentro do peito, e ele aprecia a sua riqueza mais por esse motivo do que por todas as outras vantagens que ela lhe traz.

(A Teoria dos Sentimentos Morais)