cotidiano em estados anímicos distintos

Ele tinha aquele jeito de caminhar, típico de quem sabe exatamente onde quer chegar.
Era aquele tipo de cara que parece sorrir mesmo estando sério. Um semblante fechado porém receptivo.
Durante qualquer diálogo parecia examinar a outra pessoa, nada ofensivo. Se prendia em tudo que não era dito. Avaliava a postura, os gestos, os movimentos e tudo aquilo que costuma escapar.

Durante o dia, sempre que o pensamento vagueava por ai, era nela que ele pensava.

Todos tinham problema, ele não. Tinha o mundo no bolso!
Quando levantava da cama, agradecia.
Quando ia dormir, agradecia mais…

Ele tinha aquele jeito de caminhar, típico de quem está completamente perdido.
Era aquele tipo de cara que descobriu ser o sorriso a arma contra qualquer pergunta muito pessoal. Um semblante fechado aparentemente receptivo porém sem muita emoção.
Durante qualquer diálogo parecia se esconder da outra pessoa, nada atraente. Tinha medo de tudo que não era dito. Se perdia na postura, gestos, movimentos e tudo aquilo que costuma ser normal.

Durante o dia, sempre que o pensamento vagueava por ai, era nela que ele pensava.

Ninguém tinha problemas, ele sim. Estava no bolso do mundo!
Quando levantava da cama, lamentava.
Quando ia deitar, lamentava mais…

(Criado por Zemaneh)

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Coração, terra que ninguém pisa.

O título da postagem é um teste. Vou explicar melhor…
A leitura de um texto acontece , em um primeiro momento, no processo de decodificação. É nessa fase que temos contato com a representação e tentamos extrair alguma mensagem. São vários os elementos que nos ajudam a interpretar tudo que nos cerca, mas para que se possa compreender bem é necessário identificar o contexto no qual está inserido.

Entramos então na parte subjetiva interpretativa. A identificação do contexto depende do conhecimento sobre a situação abordada. Em determinadas situações a informação sobre acontecimentos passados é primordial para sua compreensão. Sendo assim, do ponto de vista quantitativo,  quanto maior o campo de conhecimento mais fácil será essa interpretação.

Do ponto de vista qualitativo a história ganha outro viés. A quantidade de acontecimentos passados pode te ajudar a resolver problemas ou criar novos. Uma mensagem “lida” por uma pessoa que já passou por alguma situação similar, tendo um desfecho traumático, com toda certeza conduzirá a uma antecipação catastrófica. A interpretação passa a ser carregada de uma pá de pessimismo e medo.  Em contrapartida, caso a mesma situação seja recebida por alguém ileso/imaculado, é certo que ganhará outro fim.

É sobre isso o título desse post.
Se você leu e interpretou:  Não posso permitir que alguém machuque meu coração, jamais!
Talvez você seja uma pessoa que traz experiências não tão boas do ponto de vista emocional.
Se você leu e interpretou: Meu coração, tão vazio. Ninguém andou por lá ainda.
É certo que você não possui experiências sobre o assunto.

Diante disso, qual das duas interpretações levaria uma pessoa ao “sucesso” dessa empreitada?
Impossível dizer! Esse texto é sobre interpretações, não sobre vidência!

O que fica de alerta é: Quanto da sua realidade realmente é verdade?
Tente verificar onde termina a realidade e onde começa sua interpretação sobre os fatos.
Além disso, não deixe que suas experiências passadas evitem novas experiências.

O medo é um amigo prudente , porém um péssimo conselheiro…

 

(Criado por Zemaneh)

Monólogo a Dois (II)

– Onde esteve por todo esse tempo?
Perdido
– E agora?
Mais perdido ainda …
– Você já vai se encontrar
Não sei se gostaria
– Mas não é o que você procura?
Já não sei mais
– Onde esta seu sorriso?
– Perdi pelo caminho
– Não era importante pra você?
– Muito …
Como o abandonou então?
– Tinha me esquecido de como é inconvêniente…
– Tinha me esquecido de como se esquiva dos assuntos
– Me defendo
Não é todo mundo que te ataca, tente baixar a guarda
Andou treinando? Anda muito bom com suas respostas…
Não era esse o assunto
– Não era nenhum, você discute trivialidades
– Não te faz mal ser assim?
– Consigo conviver comigo…
– Mas só você? E o resto do mundo?
– Não tenho essa pretensão
– Cada dia mais difícil hein?
– Nem me fale
– Senti falta do seu sarcasmo
– O sarcasmo está relacionado à nossa habilidade de entender o estado mental de outra pessoa, eu não ando muito interessado em me fazer entender…
– Tudo bem

Posso ir com você?
– Pra onde?
– Você não sabe onde vai?
– Nunca soube …
– Acha isso certo?
– Com certeza você vai me dizer o que é certo …
– Pare com seus joguinhos e por favor me escuta
– Não tenho sido muito legal não é?
Digamos que esta faltando muito pra você ser “legal”
– Não faço questão
– Pois deveria, sempre foi …
– O seu “sempre” é o meu passado
– Que seja, mas era um bom passado
– Passado é passado, não existe uma avaliação coletiva para saber se foi bom ou não, cada um sabe do seu
– O que você acha do seu?
– O que devo achar?
– Não adianta…
– Eu tentei te avisar isso …
– Não vou desistir de você
– Talvez um dia eu tenha a grandeza de espírito pra te agradecer, mas por enquanto não a tenho
– Sabemos que você a tem…
– …
– Até qualquer dia!
– Até …
– Isso foi um sorriso?
– Adeus

(outra das muitas discussões minhas comigo mesmo)

Monólogo a Dois (I)

-Aonde vai? 
-Vou por ai!
-Por ai onde? 
– Não sei, estou angustiado, ouvi falar que andar melhora. 
– Angustiado com o que? 
– Não sei, angustia não se explica. 
– Você esta estranho de novo. 
– Não estou!
– Sim, está!
– É, talvez esteja! 
– Não seja evasivo, o que você tem?
– Olha só, eu não sei, eu so quero sair e caminhar um pouco.
– Posso ir com você?
– Tenho escolha?
– Não!
– Achei que seria assim. 
– Como foi seu dia?
– Não houve dia.
– Como não houve? Eu assisti o sol nascer, e foi muito bom!
– Bom saber que você esta bem! 
– Não seja sarcástico comigo, você não pode me enganar, o que tens? 
– Muito pouco… 
– Como assim?
– Não tenho tempo, não tenho amigos, não tenho muita coisa, é sempre muito pouco!
– Você tem saúde, inteligência é agradável. 
– Você não me aguentaria. 
– Como não se estamos juntos a tanto? Mesmo não me ouvindo eu estou com você. 
– Eu te vejo às vezes mesmo.
– Sempre! 
– Ta bom, Sempre!
– E a angustia? Passou? 
– Por quê passaria? 
– Estamos andando a tanto, ja deveria ter passado!
– Caminhar então não é um bom remédio. 
– Evasivo de novo. 
– Eu posso ser sem educação também, gostaria de ver? 
– Eu te conheço, sei que não pode ser grosso, não é seu!
– Mas eu posso fingir! 
– Fingir, será que é ai o ponto? 
– Por quê esta falando isso?
– Não sei , surgiu. 
– Sendo evasivo? Você esta aprendendo. 
– Eu tenho o melhor professor. 
– Irritante também.
– Esse é meu papel.
– Quero andar sozinho, posso? 
– Não pode me calar.
– Mas posso me calar. 
– Por quanto tempo? 
– … 
– Eu só quero o seu bem.
– …

(uma das muitas discussões minhas comigo mesmo)

 

(Criado por Zemaneh)

SMS de Sábado

Verificando o celular em uma noite de sábado…

Sms da pessoa 1 : “ Oi! Si quizer nois pode sair hoje. Vamu na Ingreja?
Sms da pessoa 2 : ” O que ouve? Voçê nao aparesse mais! Meu pai perguntou de voçê
Sms da pessoa 3 : ” Sexo?

Ignorei os dois primeiros torpedos. Odeio erros ortográficos.
(baseado em fatos quase reais)

 

(Criado por Zemaneh)

Momento Poético (I)

A Mulher apaixonada  transa com ninguém, pensando no amado.
O Homem apaixonado transa com alguém, pensando na amada.

E ainda me dizem que o papo de boteco é improdutivo!
Ah se Vinícius (o de Moraes) ouvisse algo assim. Seria um sucesso!
Talvez se Tom (o Jobim) ouvisse isso. Seria uma obra prima!
Infelizmente acho que tudo que envolve a temática atualmente, quem ouve é o Catra!

 

(Criado por Zemaneh)

Dialogo na fila da Biblioteca ( + 18 )

Olá, tudo bem? – Olhar 43.
Oi – Olhar de quem, se tivesse um 38 me daria 6 tiros.
Você é a menina do Bloco B, não é? – Imaginando mil e uma maneiras de continuar o papo.
Tem várias meninas no Bloco B! – Imaginando mil e uma maneiras de terminar o papo.
Mas você é A menina – Forçando um elogio.
Pena que você não seja O cara – Forçando uma ofensa.
Posso tentar se você quiser – Me mostrando humilde.
Mas eu não quero! – Me humilhando.
Certeza? – Gastando o amor próprio.
Absoluta! – Matando meu amor próprio.
Você trepa por dinheiro? – Abandonando a postura de bom moço.
Que isso? Tá louco? – Abandonando a postura de moça má.
É, você tem cara de quem é profissional! – Retomando o amor próprio.
Sai de perto de mim! – Ferida em seu amor próprio.
Mas é que com essas roupas … – Detonando.
O que tem minhas roupas? – Detonada.
Ah, fala sério né, você é puta sim, ta fazendo é charminho pra cobrar mais – Desestabilizando.
Escuta aqui seu vagabundo, não sou “dessas” não! – Desestabilizada
Ta certo, me desculpa ! Eu ouvi mesmo que o preço é tabelado – Ganhando com razão.
TABELADO é a mão na sua cara! – Perdendo a razão.
Se bater eu vou querer desconto – Demoníaco .
Sai daqui ou eu chamo meu namorado! – Endemoniada.
Cafetão? Só pra ficar mais caro né! – Com maldade.
(cara de choro e silêncio) – Sentindo mal.
Não faz isso, se chorar eu não resisto e pago mais caro – Tripudiando.
Por que me trata assim? Eu nem te conheço! – Tripudiada.
Engraçado, foi justamente isso que me perguntei quando você me tratou mal – Vitorioso.
Desculpa – Vencida.
Você sai comigo? – Retomando o interesse inicial.
Sim – Interessada pela retomada inicial.
Então vamos que eu te desculpo no caminho – GLORIOSO

E ela fez um sexo digno de uma profissional, mas não cobrou.

(Criado por Zemaneh)