Antes só do que mal Acompanhado!

ImagemComo dizem: Antes só do que mal acompanhado! Prefiro estar solteiro a estar do lado de quem não valoriza os pequenos gestos, as coisas simples que você faz, e até as grandiosas. Prefiro estar só, porque sei que essa pessoa que dará o valor exato, chegará. Não que as pessoas que já passaram por mim não tenham dado valor, mas chegará a pessoa que não se cansará deste valor. Tal pessoa saberá mudar as coisas pra melhor quando ver que o relacionamento não vai bem das pernas. Tal pessoa saberá pedir desculpas mesmo quando não estiver errada, só pra que tudo fique bem. Tal pessoa saberá ser adulta em suas atitudes e arcar com suas palavras.

Mas não espere por ela, pois ninguém baterá em sua porta com uma placa no peito dizendo: Vim pra amar-te e respeitar-te até o fim dos tempos. Não se esqueça que sua vida depende de seus atos. Quer fazer acontecer? Quer fazer com que as coisas mudem? Comece por você! Não precisa mudar radicalmente. Quem não estiver satisfeito com quem você é, não merece seu afeto. Mas mude para seu bem, isso não é egoísmo. Estando bem consigo mesmo, encontrará coisas e pessoas boas no seu caminho.

Tinhosos aparecerão pra romper esta barreira benéfica que você começará a criar dentro de você, mas não se deixe levar para que não caia em perdição. Lembre-se do que eu disse: sua vida depende de seus atos.

E, assim, numa esquina qualquer, num Bom Dia, numa palavra singela, você estará fazendo bem a esta pessoa e ela, a você. Nós nunca saberemos quando iremos encontrar o amor de nossa vida, mas não precisa saber. Deixe acontecer. Apenas permita-se. O que é seu pode demorar, mas vem pra ficar. Eu adoro demais as palavras, não é a toa que não vivo sem elas, mas o que mais amo é a atitude. Quer conquistar? Tenha isso!

Pare de rejeitar convites, pare de arrumar desculpas. Deixe acontecer. Permita-se. Tudo acontece por um motivo e aí que está o enigma principal disso. Talvez nunca entendamos o Tudo, mas podemos entender seus Motivos.

Retirado de Literatura de Cabeça

Anúncios

Você

Imagem

Seja a mudança que você quer ver no Mundo. Não adianta fazer escolhas sem um rumo na vida. A maneira como você remaneja suas prioridades é que trarão resultados ou não, pois o único fator que vai determinar isto é o Tempo. Não importa se você é interesseiro ou vaidoso ou simplório, a lei da vida afeta todos. Mais cedo ou mais tarde VOCÊ colherá TODOS os frutos que plantou. Isso é fato, isto é bíblico.

Então pense bem, repense seus caminhos enquanto ainda é jovem, porque a vida é uma via de mão única. Cada escolha refletirá no presente e no amanhã. Você não é o senhor do tempo, então escolha com sabedoria porque a vida não tem dó de julgar você.

Estive muito tempo preocupado com o que poderia fazer, com o que seria, mas nunca parei pra pensar no que estou sendo, até agora. Veja bem, você não precisa morrer de trabalhar ou ficar sério demais ou levar uma vida em devaneio e tributo ao senhor Seriedade pra conseguir o que deseja na vida. Você simplesmente tem que viver e fazer deste desejo uma rotina. É juntando cada pedregulho, cada grãozinho de areia que você irá construir seu Mundinho. Ele pode até ser pequeno pra algumas pessoas, mas pense bem, ele é TOTALMENTE SEU!

Você não precisa dizer pro mundo o que te faz feliz, se é um carro, se é uma casa ou um emprego bom que você tenha, na verdade o mundo não faz questão de saber de nada, porque ele também tem suas prioridades na vida, você tem que viver pra si. O que vier deste estilo de vida, emana pra fora. Esta é uma das leis da vida.

Acordei ouvindo hoje “Violent Rhythm (feat. Linkin Park)” e comecei a pensar sobre as escolhas da vida, e a primeira escolha da vida no dia-a-dia é:
– Como será o seu dia, qual o seu primeiro pensamento ao acordar?
Bom, eu sou meio suspeito pra falar disso, mas pensei em sexo, faz parte. Acordei com tesão. Acho que isto é bom, significa que meu dia será revigorado, VÍVIDO, cheio de energia pra distribuir! huahuhUAHUhauHAUuh

Mas então pessoal, Hoje eu acordei feliz(como todos os outros dias), mas mudei meu foco, não vou pensar em como será meu dia, na verdade já acordei pensando que está maravilhoso e É Maravilhoso. Uma dica: deixe suas preocupações de lado, tome aquele banho, vá trabalhar, seja o profissional que a empresa quer, não o que você acha que é certo. Ninguém quer saber da sua vida pessoal, todo mundo está lá pelo mesmo motivo: Trabalho é sobrevivência, Trabalho é profissional e quando sair dele, volte pra sua vida pessoal tranquilamente. Afinal a vida é feita de escolhas, escolhas que perpetuarão por toda a sua trajetória neste humildes Planeta habitado da Galáxia.

E como eu sempre digo, felicidade não é um sentimento, é um estado de Espírito!

Passar bem, paz e prosperidade, sempre.

A escolha é sua

ImagemVocê já ouviu, alguma vez, falar de livre arbítrio? Livre arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção. Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher. E a cada momento a vida nos exige decisão. Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude. Desde o momento que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra. Ao ouvir o despertador você pode escolher entre abrir a boca para lamentar por não ser seu dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de oportunidades.
Ao encontrar o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos escolher entre resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia. Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com mau humor. Conta um médico que trata de pacientes com câncer, que as atitudes das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas.
Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que extirpar um seio por causa da doença.
Uma delas ficou feliz pois continuaria viva e poderia brincar com os netos, a outra optou por se lamentar sempre pelo seio que havia perdido, embora também tivesse netos para se distrair. Quando alguém o ofende, você pode escolher entre revidar, calar-se ou oferecer o tratamento oposto. A decisão sempre é sua.
Mas vale ressaltar que todas as ações terão uma reação correspondente . Isso é uma consequência natural. E essa ação é da nossa total responsabilidade. É isso que temos que ensinar para os nosso filhos desde cedo. Caso a criança escolha agredir seu colega e leve alguns arranhões, deverá saber que isso é resultado da sua ação e, por conseguinte, de sua inteira responsabilidade.
Tudo na vida está sujeito à lei da causa e efeito: para uma ação positiva, um efeito positivo, para uma ação infeliz, o resultado correspondente. Se você chega no trabalho bem humorado, alegre, radiante, e encontra seu colega de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na faixa dele ou fazer com que ele sintonize na sua.
Você tem ainda outra possibilidade de escolha: ficar na sua, fechado.
Todavia, de sua escolha dependerá o resto do dia. E os resultados lhe pertencem. Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se semeamos sementes de flores, colheremos flores, se plantamos espinheiros, colheremos espinhos. Não há outra saída. Mas o que importa saber é que a opção é nossa. Somos livres para escolher, antes de semear. Aí é que entra a Justiça Divina.
Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia terão seus frutos.
São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina, aqueles que aparentemente vão ficar impunes. Um dia eles aparecerão e reclamarão colheita.
Igualmente os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e perfume agradável.
É só deixar nas mãos do Jardineiro Divino, a quem chamamos de criador.
Pense nisso!
A hora seguinte será o reflexo da hora atual.
O dia de amanhã trará os resultados do dia de hoje.
É assim que vamos construindo nossa felicidade ou a nossa infelicidade, de acordo com a nossa livre escolha, com o nosso livre arbítrio.”

[Retirado da Jovem Pan]

Coisas

Imagem

Gosto de escrever sobre coisas
Sobre o mundo
Sobre pessoas
Sobre seus atos no mundo

Gosto de viver de forma intensa
vívida, pura, sincera
singela, colorida, animal
Tá achando ruim?! pega no meu PÉ!
Se a vida fosse fácil
Com tudo que queremos
Do jeito que podemos
Não teria graça
Seria sem sal
Sem cor, sem vida, e principalmente sem amor.

Vejo pessoas lutando por seus ideais
vivendo por suas indecisões
sofrendo por suas escolhas
E vão vivendo assim até padecer

Você não tem que fazer demonstrações públicas de afeto para demonstrar o seu amor.
Você tem que dizer pro MUNDO que ela é tudo pra você
Você tem que dizer pra ELA que ELA é o seu Mundo!

Existem pessoas que não mastigam a verdade
Existem situações que se tornam engraçadas a base da veracidade
Existem coisas que não podemos deixar para trás
E outras que apenas existem.

“Vivemos esperando dias melhoras, dias que seremos para sempre”
Pois bem, talvez estes dias nunca cheguem. Acostume. É a vida.
Penso assim: “não tenho tudo que quero, mas Deus já me deu mais do que eu mereço.” Ponto final.
Tem pessoas que terminam o relacionamento agora, ficam tristes, em depressão, mas isso não pode abalar a vida.
Sentir saudade de alguém é normal, chorar é normal, ter esperança é mais normal ainda!
Tem que chorar mesmo, afinal na vida tudo é evolução. Se foi pra frente ou não, é evolução.
Não sou extremamente religioso, mas uma coisa é sempre certa: Às vezes Deus tira agora, pra poder dar algo MUITO melhor depois, às vezes é a mesma coisa, mas é que na HORA que tirou você não estava preparada.(Mesmo achando que estava, acostume, é a vida!)
Pense bem! Deus não demora, CAPRICHA!

Algumas coisas são livramento. Pense positivo. Este não é um texto motivacional. É apenas um texto qualquer de uma quinta feira ao meio dia.Está calor, tenho que ir trabalhar, uso cueca verde e meia branca.
dia de festa/encontro/Flerte/final de Semana é cueca branca. Nada mais a contar. E mais um detalhe…

A vila que desapareceu

Imagem

Um dos mais bizarros e inexplicáveis desaparecimentos de seres humanos se deu nas margens do lago Anjikuni, no ano de 1930. Uma vila inteira desapareceu sem deixar vestígios. Até hoje pesquisadores autônomos e oficiais vasculham a região em busca de pistas dos desaparecidos, sem sucesso. As autoridades canadenses ainda estão com o caso em aberto aguardando qualquer informação que ajude a esclarecer o fato.
É como se a tribo jamais houvesse existido.
O mistério da tribo que sumiu começa em novembro de 1930, quando um caçador de peles valiosas de nome Joe Labell entrou, caminhando pela neve, na familiar vila de barracas que costumava passar. Para espanto de Joe, a vila estava vazia. Completamente deserta.
Exatamente em duas semanas antes, o próprio Joe Labelle esteve na vila, e ela estava como de costume. Um assentamento de índios, uma vila cheia de vida com crianças correndo e fazendo algazarra. Velhas carregando roupas e homens carregando madeira e conversando nos alpendres.

Mas agora aquela vila estava vazia. Era um silêncio sobrenatural, onde nem os animais eram ouvidos. Apenas o ruído do vento e das janelas de madeira que eventualmente batiam.
Sem encontrar ninguém para recepcioná-lo como de costume, Joe começou a procurar pelo povo. Ele correu até o lago e viu que os caiaques dos esquimós ainda estavam nos sues lugares. Intactos.
As casas estavam abertas como de costume e no interior delas os tapetes, rifles e mantimentos estavam guardados. “Os esquimós não saem para caçar todos ao mesmo tempo”, pensou Labelle. Ainda mais sem os rifles.
Lbelle vviu que nas fogueiras do acampamento, a essa altura apagadas, os potes de carne de caribus – um tipo de cervo do Canadá – estavam congeladas em seus lugares.
Tudo estava em perfeita ordem e não havia sinais de incêndio, enchente ou vendaval que espantasse os esquimós. Tudo estava no lugar certo, com exceção das pessoas. Era como se a comunidade inteira de duas mil pessoas tivesse deixado subitamente as suas casas no meio de um dia normal.
Labelle começou a ficar intrigado com aquilo tudo. Ele correu para as cercanias da vila e viu que não havia nenhum rastro de que os moradores tivessem passado por ali. Caçador experiente que era Labelle sabia seguir trilhas e rastrear pegadas na neve. Mas as únicas pegadas eram as dele próprio.
Labelle foi tomado por um estranho e mórbido sentimento. (também conhecido como “cagaço supremo”) O caçador saiu dali direto para o escritório telegráfico do distrito mais próximo e alertou a polícia montada do Canadá.
Os soldados ficaram atônitos. Eles nunca tinham ouvido história parecida.
Uma expedição foi imediatamente organizada a fim de investigar a vila, sendo também empreendida uma busca ao longo das margens do lago Anjikuni.
Não foi possível localizar a tribo perdida e a expedição só serviu para agravar o mistério. Ao chegar no acampamento deserto, os mounties canadenses encontraram duas gélidas provas que insinuavam definitivamente a possibilidade de que houvesse ocorrido um evento sobrenatural. Em primeiro lugar, descobriram que os esquimós não levaram os seus trenós puxados por cachorros. Além disso, as carcaças dos huskies foram encontradas cobertas de neve acumulada pelo vento nas cercanias do acampamento. Eles morreram de inanição. Em segundo lugar, e em alguns aspectos o mais inacreditável, foi a descoberta de que as sepulturas dos ancestrais da tribo haviam sido profanadas e os restos mortais, removidos.
Ou seja apenas os humanos, incluindo os mortos foram retirados da tribo. Por quem e por quê, ninguém sabe.
Esses dois fatos deixaram as autoridades perplexas. Os esquimós não poderiam de maneira alguma ter viajado sem um dos seus meios de transporte típicos, os trenós ou os caiaques. E jamais deixariam seus fiéis servos caninos morrerem de uma forma tão lenta e dolorosa. Ainda assim, eles partiram, e os cachorros foram deixados ?
O segundo enigma, as sepulturas abertas, era o bastante para os etnólogos familiarizados com o comportamento da tribo, uma vez que a profanação de tumbas era desconhecida entre os esquimós. Além disso, o solo estava tão congelado que parecia petrificado e seria impossível escavá-lo. Como afirmou um oficial mounty na ocasião: “Esse acontecimento é, de um modo geral, fisicamente improvável.”
Mais de meio século depois, esse veredito ainda é verdadeiro.

Retirado do MundoGump

Mais uma de Caio!

Imagem

Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2014 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você.

(Caio Fernando Abreu)

Resposta a quem veste a carapuça

Imagem

“Minha querida Leitor(a),

A sua primeira pergunta – “p q vc nao fala pra mim aqui [no chat] o q quer dizer?” – me faz lembrar a tese do educador Cláudio de Moura e Castro, segundo a qual, no Brasil, ninguém lê o que um autor escreveu, mas o que se imagina que ele quis escrever. Pois é. Mas o que eu quero dizer, Leitor(a), está dito nos meus textos. Para além disso, é tudo imaginação de quem leu.

Sou um escritor e, como tal, escrevo para o público leitor. Não escrevo (meus artigos ou comentários) pra você, nem sobre você especificamente, nem dou “indiretas” pra você, nem pra ninguém. Você não é o centro do meu mundo, nem a causa única de nada do que escrevo.

Se você vestiu em algum momento a carapuça – e, evidentemente, não é a primeira vez que alguém a veste a partir de um texto meu -, esse é um problema inteiramente seu.

Eu escrevo, entre outras coisas, sobre pensamentos e condutas que se estabelecem como padrão, e eles, de fato, só me interessam por isso: porque se repetem, manifestando-se em diversas pessoas. Não tenho razões para dar conselhos a quem não me pediu, muito menos tempo para fazer correções individuais, de modo que, quando detecto uma tendência nociva se avolumando, cumpro com prazer o meu papel de esculhambar todos os seus adesistas de uma só vez, na esperança, sim, de que se reconheçam intimamente no que escrevi e, trazendo à consciência os vícios de que participam, tratem finalmente de melhorar. Isto não é “indireta”, Leitor(a). Isto é literatura. Isto é filosofia.

Se você é uma das milhares de pessoas que: 1) opinam sem saber; 2) alegam a variedade de pontos de vista como forma de legitimar o seu próprio – mesmo que falso – ou os demais – mesmo que tão diversos e contraditórios -, bloqueando portanto o exercício da inteligência só para parecer tolerante diante da opinião alheia; e 3) está entre aquelas que me chamam de arrogante por dizer (da forma como eu digo) o que estudei anos para dizer (da forma como eu digo), fico então feliz que se reconheça nos meus comentários e torço para que se corrija o quanto antes. Se tiver qualquer pergunta pra mim, sobre qualquer assunto, terei imenso prazer em responder (como faço agora), ou indicar leituras, sempre que possível. Mas, assim como jamais negarei a ninguém a liberdade de falar ou escrever o que quiser dentro dos limites da lei – e sou mesmo capaz de morrer para defender essa liberdade -, jamais deixarei de criticar o que é dito leviana e publicamente, caso julgue relevante para manter ou recuperar a sanidade geral.

Ah sim: porque eu – mau como pica-pau – “julgo tudo” mesmo, de muito bom grado, ou não seria capaz de escolher nem renunciar a coisa alguma. Quando Cristo disse: “Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos”, ele se referia a julgar pessoas em sua totalidade; ao julgamento final que cabe somente a Deus, o único capaz de enxergá-las inteiramente, pesar os bens e os males que cada uma fez e atribuir-lhes uma sentença definitiva. Mas julgar atos e palavras? Ora, isso é uma obrigação moral – e tanto mais para um escritor!

Que você, para se proteger contra qualquer julgamento legítimo, acione o reflexo condicionado de me condenar por “julgar tudo”, é apenas um sintoma do quanto está contaminada pelo ambiente cultural brasileiro (e feicebuquiano), onde a maior parte das discussões se dá entre ignorantes, que, justamente por ignorarem a qualidade objetiva das coisas julgadas, tornam o juízo a respeito delas uma projeção de sua própria alma, um mero reflexo do estado de sua psique, em vez de uma representação da realidade. Vivem num mundo de “pontos de vista” sem qualquer paisagem, onde naturalmente todas as opiniões são válidas ao mesmo tempo e todos podem ser amiguinhos.

Descontaminar-se de tais ideias falsas e paralisantes, porém, é a condição básica para a participação no debate público, do qual o facebook, bem ou mal, é um dos canais influentes.

Quanto às pessoas (todas elas?) mudarem de acordo com seus interesses – o que você parece insinuar ser o meu caso -, não faço a menor ideia do que isso tem a ver com o que estamos falando, mas devo dizer que, para quem “julga” que meus comentários (todos eles?) “generalizam”, não pega bem fazer tamanha generalização.

Com carinho,
Pim

PS: Se eu publicar essa resposta como nota, trocando evidentemente o seu nome por algo como “Leitor(a)”, não repare. Afinal, não é porque meus textos não são pra você que não posso fazer com que este, que de fato é, também sirva para as outras pessoas. Um escritor não pode desperdiçar material… Um beijo!”

16 de fevereiro de 2012 às 07:56
(Retirado do excelentíssimo Escritor da Coluna da VEJA, Felipe Moura Brasil )