Leitura não é pra qualquer um!

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Nasci livre, no Brasil, “Um país de Todos”, mas que precisa crescer demais em todos os aspectos. Cresci sempre, progressivo e maçante sem sobrar espaço pra soberba, inveja, infantilidade e falta de amor. Por isso a leitura é algo sadio, mágico e distinto. Me espelho em grandes escritores, autores, filósofos, cineastas, políticos, idealizadores e alguns personagens fictícios e sabe por que? Porque através deles a verdade emana de forma pura, transcendendo a alma e alterando qualquer indício de desprezo.

As pessoas para começarem a ter opinião, desde pequenas estudam pra isso, porque só quem tem opinião é quem tem consciência e pra ter consciência, tem que ter estudo. A maioria do mundo não têm essa visão e a minoria que brota com tamanha variedade de verdades e assuntos diversificados são massacrados, apedrejados e humilhados geralmente, mas depois de longos anos são considerados mártires! É sim.

Mas o meu estudo no entendimento da Razão e da Opinião se baseia em 3 vértices: Leitura, compreensão e absorção. A principal é ler. Ler muito, ler sempre, ler o que cair à mão, ler até bula de remédio. Ler sem medo, ler sem vergonha, ler com prazer. Algumas sugestões são de cunho mais acadêmico; outras, mais voltadas à alma. O crítico Luís Augusto Fischer sentencia: “Leia como se fosse o psicanalista que ouve um paciente”. O professor Luiz Antonio de Assis Brasil indica (e eu assino embaixo): “Use em abundância o ponto final”. No entanto, foi o ótimo Marcelino Freire que deu os toques mais parecidos com o que sinto, vivo e penso. Ele recomenda:
PARA LER
1. Quanto mais um livro fizer mal, melhor.
2. Confortável precisa ser a cama, não a literatura.
3. Evitar lista dos mais vendidos.
4. Livro não é para ser entendido, é para ser sentido.
5. Desconfiar das dicas que te dão.

PARA ESCREVER
1. Cortar palavras.
2. Não usar gravata na hora de escrever.
3. Ouvir, mesmo que baixinho, a própria voz.
4. Desconfiar daquele texto que sua mãe gostou.
5. Ler e beber muito. E, no mais: viver.

Eu, particularmente, sigo o mestre Caio Fernando Abreu: “Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta.”

Mestres como estes nunca se preocuparam com o que os outros acham, afinal, a literatura vem de dentro pra fora, é uma expansão do corpo, da mente, mais precisamente da alma!

Apesar de eu ser pequeno, minha alma é infinita, transcende tudo que conheço e desconheço. Não são momentos, atos e caminhos que fazemos e seguimos que definem o pensamento. Na verdade a consciência já foi estabelecida, o pensamento simplesmente exala e a maneira como você interpreta que determina o que será.
Aí depois vem a compreensão, singela, sorrateira e varonil. Leve como uma pena, serena como o vento, justa! A compreensão sempre é justa. No dicionário compreensão é um processo psicológico relacionada com um objeto físico ou abstrato. Na filosofia se baseia em três: Compreensão dos Deuses; Compreensão da morte e Compreensão dos Desejos. Na literatura isso é unânime, universal porque o escritor escreve de si e para si, não pro mundo. É lindo.

E por fim a absorção. Ah… Meus queridos leitores, a absorção é bela, é um processo que alimenta a alma. É divina a maneira como a compreensão humana pode digerir a literatura. Mas tem que tomar cuidado, porque existem pessoas que não tem um bom estômago. Leem de qualquer maneira, interpretam como bem entendem, procuram o lado negro do texto e absorve a crítica, porque é mais fácil, às vezes é o que vivem, porque é o que a carapuça veste. Aí haja estômago. Mas não deixa de ser um processo belo. Afinal a literatura é a porta da Alma, você só deixa entrar o que lhe convém.

E termino este texto da madrugada com outro conselho do mestre Caio Fernando Abreu: “Eu não tenho opinião definida sobre nada. Não acho que isso seja insegurança. Acho que é abertura, que tudo é passível de uma outra interpretação.”

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