[+18]O Tesão Líquido das primeiras vezes(por Francesinha)

Fico intrigada quando alguém comenta que a primeira vez é sempre uma droga.

Dá para entender quando a primeira vez em questão é o começo de tudo, a trepada número um, quando ainda não se conhece bem nem o próprio gozo. Já as outras primeiras vezes no sexo, apesar dos desencaixes naturais, costumam ser momentos de tesão intenso, difíceis de serem revividos ou reproduzidos.

Mesmo que a gente leve um pé na orelha, que o orgasmo venha descompassado, a excitação da novidade, da descoberta daquele corpo, é uma sensação inebriante que, no caso da mulher, funciona como o mais potente de todos os lubrificantes.

lubrificada

Os homens que gostam de um território encharcado precisam saber aproveitar este momento de abundância espontânea em que qualquer palavra falada ao pé do ouvido vira mais uma gota. É nesse dia que as preliminares podem se resumir a apenas um olhar safado, em que todos os manuais de sexo tornam-se obsoletos.

Quando o desejo escapa pelos poros, quando a vontade está perto de se concretizar, até o medo e o nervosismo se liquidificam. Na primeira vez, todos os fluidos ficam deliciosamente descontrolados.

Não há roupa ideal para esse dia. Se visto calças, sinto-me impelida a toda hora olhar para baixo para ver se o tecido não está encharcado e tenho a impressão que meu cheiro está em toda parte. Se visto saia ou vestido e percebo a calcinha ensopada, temo molhar uma cadeira, por isso o melhor é continuar em pé.

Para aqueles que adoram uma buceta pingando, a primeira vez deveria ser reverenciada, desfrutada desesperadamente a cada segundo molhado. Claro que, felizmente, a fonte a não seca, mas essa sensação de tromba d’água que surge espontaneamente, sem esforço, nem sempre volta.

Esse é o momento de lambuzar até a sobrancelha, sentir a calcinha dela literalmente embebida de tesão, deslizar a ponta dos dedos pelos grandes lábios e senti-los se abrindo naturalmente, de se meter em um espaço perfeitamente pronto, de ouvir todos os sons encharcados.

Por mais que os homens também desfrutem da excitação do início, do primeiro contato, o efeito no corpo deles não costuma ser tão significante quanto no das mulheres. Isso acontece por causa das diferenças entre o desejo masculino e feminino. Sem entrar demais nas explicações científicas, nos homens, o tesão é mais constante durante toda a vida. Já nas mulheres, existem momentos em que o desejo é mais forte, sendo o da fase da conquista um dos mais intensos.

Nem preciso concluir dizendo que, quanto mais desejo, mais excitação e, consequentemente (se não houver nenhum problema), mais lubrificação.

make-a-mess

A primeira vez não precisa ser literal, uma única vez com alguém novo. Pode virar até algumas primeiras vezes com esse mesmo alguém, porém o efeito inundação é limitado. Com a curiosidade saciada e a conquista efetivada, a excitação segue um ritmo mais preguiçoso. Os fluidos passam a brotar a conta-gotas. Só um olhar já não basta, é preciso muito mais manobras e saliva.

Claro que, para compensar, existem todos os prazeres e as delícias da intimidade de um bom comfort sex, de trepar com alguém que se ama, ou pelo menos se gosta, de estar com alguém que já leu seu manual e sabe quais botões apertar, entre muitas outras razões que fazem o sexo valer a pena nos relacionamentos de longa duração. Mas isso não tira, pelo menos para mim, o pedestal da primeira vez ou das primeiras vezes.

Não sei como as pessoas podem viver sem nunca mais voltar a essa sensação.

Seria incrível poder reviver o tesão da primeira vez com alguém que já conhece o seu corpo, mas não dá.

A biologia é injusta.

O cérebro e os hormônios respeitam mais nossos desejos primitivos do que racionais. Se não há outra forma de reproduzir as sensações da primeira vez a não ser vivendo outras primeiras vezes, esse é o caminho que escolho seguir. Sou viciada nos prazeres espontâneos da primeira vez e não aceito me tornar refém da saliva.

Ainda não aprendi a viver sem tesão líquido.

Mecenas: Fever

Aguçar os sentidos. provocar sensações. Deixar o que é bom ficar ainda mais intenso. Aumentar o prazer, a libido e o desempenho sexual sem comprometer a saúde. Estes são alguns dos atributos do Fever – um energético sexual totalmente natural, sem contraindicações, que pode ser consumido por homens e mulheres acima dos 18 anos.

Produzido no Brasil, sua fórmula é 100% natural. Para saber mais, é só acessar o site do pessoal da Fever.

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[18+] O tesão líquido das primeiras vezes

Francesinhapor
em 16/01/2014 às 10:32 | Ladies Room, Mecenas, PdH Shots, Sexo

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Por Que Não Faz Sentido Se Acomodar Em Relações Meia Boca

(Caracas! Ontem eu escrevi um texto relacionado ao Viver a vida na medida certa com seu amor. E HOJE, justamente HOOOJE(não faz sentido algum, pois é um dia qualquer!) Achei este TEXTO escrito por uma Advogada que por sinal tem IDEIAIS altamentes invejados(amei esta escritora, já quero casar com ela AGORA).

Enfim, apreciem… sem moderação.)

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Fundamental é mesmo o amor. E o respeito. E a lealdade. E o carinho. E o companheirismo. E a diversão. E a fidelidade. E a confiança. E o apoio. E a alegria. E a cooperação. E todo o resto.

Relacionamento é um negócio complicado, diriam os leigos. Confesso com alguma vergonha que eu mesma, tropeçada na tolice dos trancos e barrancos de algumas relações meia-boca, já repeti esse clichê equivocado. E usando essas poucas linhas como confessionário, peço perdão. Falei errado. Foi sem pensar. Sem refletir. Sem vivenciar. Vou me desculpar.

Perdoe-me também pela grosseria da sinceridade, mas preciso enfatizar: relacionamento é um negócio simples pra caralho. Não tem o que complicar. Complicado é física quântica. Mandarim. Números complexos. Aprender latim… Se o relacionamento estiver complicado, permita-me a franqueza, meu caro, mas você está fazendo isso meio errado.

É tudo muito paradoxal. Vivemos na era da liquidez, da fluidez, da correnteza e da facilidade e ainda tem gente engasgando com relacionamentos arrastados. Vejo gente empurrando com a barriga relacionamentos sem sintonia a troco de sabe-se lá o que e me pergunto, indignada, da onde vem o comodismo emocional dessa geração teoricamente movida a novidades.

Tudo muda tão rápido. Geramos conteúdo e conhecimento na mesma velocidade com que nos comunicamos arrastando dedos ágeis por telas” touch screen”. É tudo tão global. Tão aparentemente esclarecido. Tão fácil. Tão mutável. Acessamos o mundo, podemos nos dar ao luxo de querer cada vez mais, e, vai entender, tem gente se contentando com pouco, muito pouco, na vida real.

Preciso contar: esses dias eu conheci um casal que passou sessenta anos juntos. Sessenta infelizes anos. “Ele me traiu desde a lua de mel”, disse ela em um tom assustadoramente conformado. Não dormiam juntos há pelo menos uns cinquenta. Um afogou a vida do outro. Brigas, discussões, desentendimentos. Os filhos vangloriavam-se: “nossos pais fizeram bodas de diamante esses dias”. Cada boda que se foda. Um levou a felicidade do outro embora. Recomeço? Que piedade! Que dor nos olhos eu senti. Relacionamentos são uma parcela muito importante da minha vida e, refletindo, concluí que eu até conseguiria, embora não sem pesar, passar sessenta anos sem me relacionar com ninguém, mas passar sessenta anos sobrevivendo um relacionamento de merda, sem a alegria que deveria ser inerente a qualquer relação interpessoal, ah, isso seria a morte para mim.

Até entendi os motivos do casal. Era outro tempo. Ainda mais patriarcal, reacionário e machista. Dependência financeira. Dependência social. Necessidade do status do casamento. Toda essa ladainha bélica que deveria ter ficado lá, muito antes de atirar infelicidade nessa gente. O que me intriga é o fato de em plena época de zoeira com o cara que bebe “champagne” em busca de “statis”, ainda existir gente que compra status com a própria felicidade, que, acredito eu, não se paga com oceanos de “Veuve Cliquot”.

Graças a Deus nós não precisamos nos contentar com pouco. Conhecer gente nova é muito mais fácil. Livrar-se das amarras dos rótulos é muito mais fácil. Casamento não é mais sinônimo de sucesso para ninguém. Não se mensura o sucesso de uma relação pelo tempo de duração. Podemos apagar as fotos. E as mensagens. E as marcas. E foda-se o retrógrado que comenta: “Viu fulana? Já trocou de namorado”. Ainda bem. Trocou porque estava ruim. Agora está feliz. E você, que maquia um relacionamento meia-boca duradouro? E você, que trai, que retrai, não atrai? E você, que acomoda essa bunda preguiçosa nas frouxas almofadas da insatisfação?

Preciso esclarecer que eu acredito em casamentos felizes, acredito em relações plenas, acredito em amor eterno. E como acredito! Desde que seja amor. Não pode ser genérico, pirata, imitação. Tem que ser genuinamente amor. Com ele, naturalmente caminham o respeito, a lealdade, a confiança e tudo aquilo que eu já não preciso mais repetir. É ele que simplifica tudo. Se acaba o amor, tudo isso transforma-se em regra, protocolo a seguir, lei a respeitar. E regra é uma merda, Meu Amor. É esse meio-amor que complica tudo.

Relacionamento é um negócio simples. Se está ruim, tenta consertar – conheço casos que deram certo. Mas não perde a vida nessa tentativa. Tem muito amor no mundo para você se contentar com pouco, com solidão acompanhada. Vive. Fundamental é mesmo o amor. É bem possível ser feliz sozinho…

[Retirado do Casal Sem Vergonha.]

Um texto qualquer!

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Às vezes eu penso que não sei o que falo, às vezes eu falo que penso que vou falar, às vezes eu não falo é nada! Dias bons ou ruins não são motivos pra gente querer desistir de algo que queremos, mesmo porque geralmente TUDO que queremos nunca está(necessariamente) ao nosso alcance. Veja bem, no colegial eu era apaixonado por uma garota(gatíssima naquela época), e hoje eu não tenho afeição alguma por ela, sabe por que? Porque na verdade nunca foi amor verdadeiro.

O ser humano tem a necessidade mórbida de se agarrar no primeiro momento de “química BRUTA” que ele encontra no decorrer do seu caminho, e acha que por aquela Química ter dado certo, logo, acha que é o AMOR PRA VIDA INTEIRA.  Meu amigo(a)… isso não é verdade. Acorda pra vida, viver uma química boa não significa que você está feliz por completo. Tem pessoas que ficam com outras por CONSIDERAÇÃO de estarem “2 anos” ou mais juntas.. Isso é NECESSARIAMENTE RIDÍCULO. Não é atoa que geralmente quando namoram 3, 4, 5 anos quando não casam de uma vez terminam de uma vez! E reclamam da vida porque ficou “Tanto” tempo preso naquela Bosta e não viveu. A resposta está BEM aí na sua frente: “Zona de Conforto”.
Pessoas deixam de se arriscar em ter um futuro bonito, promissor e de amor(o verdadeiro) por causa de costumes antigos. Vejo casais “felizes” que não felizes, é tudo “lindo”, tudo “perfeito” no facebook, mas na vida mesmo nunca foi.

Às vezes você passará a vida inteira caçando a pessoa amada, a sua alma gêmea e nunca vai encontrar. Não, este texto não pra te confortar e muito menos pra lhe dar  um tapinha nas costas e dizer: “tudo bem, você vai ser feliz, a pessoa está a sua espera”.
Pessoal!!! Acordem pra VIDA!  Tudo que é verdadeiro volta um dia pra você… SEMPRE, você tem que deixar a vida fluir e seguir o seu caminho, o resto vai vim de bandeja.

Explicação Final: Como para bom entendedor meia palavra basta então é assim: Não deixe de viver o que quer viver por causa de outra pessoa, mais cedo ou mais tarde ela também fará escolhas que você não estará inclusa. Só porque você gosta dela não significa que você deve MORRER por ela. Felicidade não é uma apólice de Seguro portanto não leve NUNCA em consideração aqueles momentos que aquela pessoa estava com você nos momentos de “Aflição”, acredite, foram BONS momentos pra você, mas já PASSOU, ninguém vive de passado.

E lembre-se: AMIGO de verdade é aquele que fala tudo na SUA CARA, é o que briga por você está fazendo escolha errada e também é o mesmo que te oferece álcool, que te sacaneia, que tenta furar seu olho e te avisa, não aquele que só está do seu lado qdo tudo tá bem.

Não deixe a vida acomodar em você, viva e trace seu caminho com amor próprio. Só assim o verdadeiro vai vim.

Benjamin Franklin: A verdadeira Biografia

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Benjamin Franklin foi um dos pioneiros do espírito de auto-aprimoramento americano. Tendo tido menos de três anos de educação formal, ele aprendeu por conta própria quase tudo que sabia, incluindo francês, alemão, italiano, latim e espanhol. Ele aprendeu a tocar violão, violino e harpa, por exemplo. Tornou-se autor e editor influente; fundou uma gráfica, um jornal e uma revista de sucesso, criando também uma rede de parcerias entre gráficas por todas as colônias americanas.

Na Filadélfia, ajudou a fundar o primeiro batalhão de polícia, o primeiro corpo de bombeiros, a primeira empresa de seguros contra incêndios, o primeiro hospital, a primeira biblioteca pública e a faculdade que se tornaria a primeira instituição de ensino superior da Pensilvânia (University of Pennsylvania). Trabalhando para os correios, ele primeiro dobrou e depois triplicou a freqüência das entregas.

Segundo relatos, Franklin reuniu a primeira das grandes bibliotecas privadas dos Estados Unidos e ajudou expandir as fronteiras da ciência e das invenções. Fundou a American Philosophical Society, a primeira associação científica do país, que criaria a primeira biblioteca e museu de ciências e o primeiro escritório de patente; mais de noventa membros da sociedade receberiam prêmios Nobel. Durante suas oito viagens transatlânticas, Franklin tomou medições que ajudaram a mapear as correntes do golfo. Foi um dos pioneiros no estudo da hidrodinâmica e meteorologia. Inventou as lentes bifocais, mas ficou mais famoso por seus experimentos com eletricidade, especialmente com relâmpagos.

Franklin esteve mais envolvido com a fundação da república americana do que qualquer outra pessoa. Como representante dos americanos em Londres, convenceu o parlamento inglês a abolir o impopular Stamp Act [“Lei do selo”], o que deu aos americanos dez anos a mais para se preparar para o conflito armado com a Inglaterra. Ele estava no comitê que indicou Jefferson para escrever a primeira versão da Declaração da Independência. Foi à França, onde garantiu ajuda militar e uma aliança formal, sem a qual os americanos dificilmente venceriam a guerra revolucionária. Ajudou nas negociações de paz com a Inglaterra. Conseguiu criar o consenso que impediu o colapso da Convenção Constitucional e fez com que a Constituição fosse adotada.

Franklin criou ligações entre os nascentes movimentos em defesa da liberdade. James Madison lembrava que “nunca tinha passado meia hora em sua companhia sem ouvir alguma observação ou anedota digna de ser lembrada”. Franklin jantou com Adam Smith, o autor de Wealth of Nations [“A riqueza das nações”]. O filósofo escocês, David Hume, disse a Franklin que “a América tem nos dado muitas coisas boas: ouro, prata, açúcar, tabaco, índigo, mas você é o primeiro filósofo e, de fato, o primeiro grande homem de letras que devemos à América”. Edmund Burke, que se opunha à guerra da Inglaterra contra as colônias americanas, chamou Franklin de “o amigo da humanidade”. Quando Voltaire, o francês espirituoso, se encontrou com William Temple Franklin, ele brincou: “Deus e Liberdade! Essa é a única benção que pode ser dada a um neto de Franklin”. Jacques Turgot, que implementara os princípios do laissez-faire na França, observou que Franklin “arrancara os relâmpagos do céu e os cetros dos tiranos”.

Franklin, que só se tornaria um revolucionário mais tarde na vida, negociara escravos como parte da sua atividade geral como comerciante. Ele e sua esposa tinham dois escravos. Em 1758, aos cinqüenta e dois anos de idade, ele propôs que fosse fundada a primeira escola para negros na Filadélfia. Aos setenta, parou de apoiar o Império Britânico e se comprometeu com a Revolução Americana. Os Quakers da Filadélfia lançaram o movimento abolicionista ao fundar a Pennsylvania Society for Promoting the Abolition of Slavery (1775); essa pioneira sociedade cessou suas atividades durante a Revolução, mas voltou à ativa em 1787 quando Franklin, aos oitenta e um anos de idade, se tornou seu presidente. Dois anos depois, ele declarou seu apoio aos ideais da Revolução Francesa.

Embora Franklin fosse generoso com os amigos e com suas famílias adotivas, era insensível com sua própria. Ignorou os pedidos da sua esposa moribunda, que queria que ele voltasse da Inglaterra, onde representava os interesses das colônias. Ele não aceitou que sua filha, Sarah, se casasse com o homem que amava. A decisão de seu filho, William, de se aliar aos ingleses durante a Revoluação Americana provocou um amargo rompimento, que nunca foi curado.

Como o biógrafo Ronald W. Clark observeu, “Franklin tinha quase um metro e oitenta de altura, corpo entroncado e musculoso … Era visivelmente capaz de se defender, uma vantagem significativa no duro século XVIII… Esses atributos físicos eram complementados por uma grande agilidade mental, de modo que, tanto na hora de agir como de discutir ele tendia a tomar a tomar a dianteira da maioria dos homens. Acima de tudo, tinha uma determinação férrea em alcançar o sucesso, ficando bastante impaciente com aqueles que ficavam em seu caminho, o que era significativamente disfarçado por sua natureza instintivamente sociável”.

Benjamin Franklin nasceu em Boston no dia 17 de janeiro de 1706, o décimo filho de Abia Folger, cujo pai trabalhava como servo para pagar suas dívidas de imigração. Seu pai, Josiah Franklin, era fabricante de velas. Aos oito anos de idade, ele foi matriculado na Boston Latin School, que ensinava letras e matemática, e passou a trabalhar como aprendiz na loja do pai. Por gostar de livros, seu pai lhe arranjou um trabalho com seu irmão, que então tinha vinte e um anos, James, um editor de Boston. “Todo centavo que caía nas minhas mãos era investido em livros”, relatou o próprio Franklin.

Franklin foi para Filadélfia, a cidade mais vibrante das colônias americanas, onde ouviu falar que um editor precisava de ajuda. “Eu estava ainda sujo da estrada”, escreveu sobre sua chegada no Market Street Wharf, “ ainda carregava minhas bagagens entupidas de roupas, não conhecia viva alma, nem tinha ainda hospedagem. Estava cansado da viagem, da estrada e do rio, precisando de descanso. Estava faminto e todas minhas reservas financeiras eram um Dutch Dollar e cerca de um Shilling em cobre”.

Franklin conseguiu um emprego, impressionou as pessoas e foi enviado à Inglaterra para tratar de equipamentos de impressão. O financiamento dos equipamentos não deu certo, mas em 1725 e 1726 ele trabalhou para duas das grandes gráficas londrinas e passou por uma experiência valiosa. Em Londres, na capital intelectual da Europa, Franklin ampliou sua visão de mundo. Durante os tediosos setenta e nove dias de viagem para casa, ele anotou alguns dos princípios para o sucesso. O original se perdeu, mas os pontos principais provavelmente são semelhantes aos que ele relembraria depois: “1. É necessário que eu seja extremamente econômico, até pagar tudo que devo. 2. Esforço-me para dizer a verdade em toda circunstância, não criar expectativas que provavelmente não serão cumpridas, tendo a sinceridade como objetivo em cada palavra e ação. 3. Dedico-me com determinação a qualquer negócio que eu tenha à mão, sem distrair minha mente com nenhum projeto bobo que supostamente me tornaria subitamente rico, porque a paciência e a dedicação são os únicos caminhos seguros para a abundância. 4. Tomo uma firme decisão de não falar mal de nenhum homem de modo algum”.

Nos meses seguintes ao seu retorno, no final de 1726, ele começou a trabalhar para si próprio. Fechou contratos para imprimir a moeda da Pensilvânia e o primeiro romance publicado na América (Pamela, de Samuel Richardson), e vendeu material impresso por outras gráficas, incluindo a Bíblia e formulários jurídicos. Franklin comprou um jornal falido, mudou seu nome para Pennsylvania Gazette, e escreveu vários artigos. A edição do dia 28 de dezembro de 1732 anunciou a venda de “Poor Richard: An Almanack” [“Almanaque do pobre Ricardo”], que trazia memoráveis aforismos sobre o sucesso, como, por exemplo: “Deus ajuda aqueles que ajudam a si mesmo”, “A diligência é a mãe da boa sorte”, “Dormir e levantar cedo tornam o homem saudável, próspero e sábio”, “Ao fazer o bem aos outros, você faz o melhor para si mesmo”. Poor Richard’s Almanack foi publicado anualmente até 1758, vendeu dez mil cópias por ano, e ajudou a tornar Franklin um nome conhecido.

Em 1727, Franklin fundou um grupo chamado “Junto”, definido como “um clube para o mútuo aprimoramento”, que se encontrava semanalmente nas sextas à noite, inicialmente em uma taverna e, depois, em uma sala alugada. Os participantes incluíam jovens aprendizes, e todos faziam apresentações uns para os outros. Durante as três décadas seguintes, o Junto ajudou a fundar muitas das instituições da Filadélfia, começando com a primeira biblioteca pública da cidade. Para aumentar a segurança contra o crime, Franklin fundou um programa chamado “City Watch”, que organizava patrulhas de vizinhos à noite. Ele promoveu a pavimentação, limpeza e iluminação das ruas e deu apoio crucial ao primeiro hospital da cidade. Acreditava que a Pensilvânia devia ter ensino superior, e recomendou que seu foco fosse em habilidades básicas como escrever e falar. Sua lista de indicações de leituras incluía o autor revolucionário do século XVII Algernon Sidney. Em 1749, Fraklin foi eleito presidente da nova faculdade, que se tornaria a University of Pennsylvania.

Franklin teve algumas aventuras românticas e uma delas gerou seu filho, William. No dia 1 de setembro de 1730, ele se casou, dentro da lei civil, com Deborah Read, um filha de carpinteiro, que parece mal ter sido alfabetizada. Eles tiveram um filho, Francis, que morreu quatro anos depois de varíola e uma filha, Sally (Sarah), que nasceu em 1743. O primeiro filho de Franklin, William, morava com eles. Durante os quarenta e cinco anos seguintes, Deborah deu mostras de uma paciência fenomenal, enquanto Franklin passava décadas em viagens de negócios pelas colônias e pela Europa.

Com sua entusiasmada curiosidade, Franklin se dedicou a seus inúmeros interesses científicos. Estudou padrões climáticos, especulou sobre a origem das montanhas, inventou um forno à lenha mais eficiente que se conectava a um radiador e, em 1744, começou a popularizá-lo como o Pennsylvania Fire Place. Franklin começou a fazer experimentos com eletricidade. Em junho de 1752, escalou uma montanha da Filadélfia, colocou uma pipa de seda para voar durante uma tempestade, atou o fio a uma chave – e recebeu um choque elétrico. Ele publicou o livro Experiments and Observations on Electricity [“Experimentos e observações sobre a eletricidade”], que foi traduzido para francês, alemão, italiano e latim. Desenvolveu pára-raios que atraíam os relâmpagos para longe das casas e as protegiam de incêndios. Esses pára-raios conquistaram para Franklin a gratidão de pessoas por toda a Europa e Estados Unidos. Foi eleito membro da English Royal Society e da French Académie des Sciences.

Na época em que Franklin se tornou famoso por seus experimentos com eletricidade, estava profundamente envolvido com a política da Pensilvânia, tendo sido eleito para o congresso do estado em agosto de 1751. Enquanto França e Inglaterra lutavam pelo controle da América do Norte, os franceses formaram alianças com muitas tribos indígenas, e a Pensilvânia ficou vulneráveis a ataques. Franklin ajudou na organização da milícia de cidadãos. Em 1754, propôs a criação de uma federação das colônias submetida à coroa inglesa.

Publicou The Way to Wealth [‘O caminho da prosperidade”] que, baseado no Poor Richard, chegou a ter nove edições em espanhol, onze em alemão, cinqüenta e seis em francês, e setenta em inglês. Além disso, o livro também foi traduzido para o checo, catalão, chinês, dinamarquês, gaélico, grego, polonês, russo, sueco e galês. O sucesso do livro tornou Franklin conhecido no exterior, o que o ajudou em suas atividades diplomáticas.

A política da Pensilvânia ficou mais intensa. Muitas pessoas se ressentiam da família Penn por suas vastas terras serem isentas de impostos, de modo que ela não ajudava a pagar pelos custos de defesa. O congresso da Pensilvânia enviou Franklin para Londres, esperando que ele defendesse seus interesses contra a família Penn. Ele foi bem sucedido e a família passou a pagar impostos como todo mundo.

Massachusetts e Geórgia também pediram a ajuda de Franklin para se oporem aos impostos britânicos. O parlamento inglês aprovou o Stamp Act, que passou a vigorar em 1 de novembro de 1765, estabelecendo impostos sobre documentos legais, jornais e jogos de cartas na colônia. Franklin se opôs à “noção errônea… de que as colônias estão à disposição do parlamento… a América está sob a posse de um povo livre”. Após avisos de que haveria resistência armada, o Stamp Act foi revogado. O parlamento tentara novamente demonstrar sua supremacia sobre as colônias, mas Franklin conseguiu gerar um consenso.

Na Inglaterra, Franklin conheceu Anthony Benezet, um professor Quaker da Filadélfia, que foi um dos primeiros defensores da libertação dos escravos. Benezet incitou Franklin a condenar o comércio de escravos e, em seguida, ele passou a falar contra o “pestilento e detestável tráfico dos corpos e almas dos homens”. Ele participou da diretoria do Bray Associates, uma organização que fundava escolas para garotos e garotas negras em Newport, Nova York, Filadélfia e Williamsburg.

Chegaram às mãos de Franklin seis cartas explosivas de Thomas Hutchinson, governador de Massachusetts, que escrevera: “é preciso haver fortes restrições à liberdade natural”. Samuel Adams viu as cartas e divulgou-as ao público, gerando um alvoroço. Autoridades do governo britânico botaram a culpam em Franklin e o humilharam em audiências públicas. A experiência pôs fim a seu desejo de conciliação.

Embarcou de volta para os Estados Unidos no dia 21 de março de 1775, pouco depois de saber da morte da sua esposa, que ele não via há onze anos. Enquanto estava no mar, o conflito armado teve início, quando os soldados ingleses atiraram em americanos em Lexington e Concord, em Massachusetts. No dia 6 de maio, o dia seguinte à chegada de Franklin na Filadélfia, o congresso da Pensilvânia o indicou como delegado para o Segundo Congresso Continental que, depois, pediria que ele trabalhasse para garantir os suprimentos para a guerra que viam do estrangeiro. Como o governo não tinha crédito, Franklin adiantou 353 libras em ouro do próprio bolso.

Em outubro de 1775, Franklin conversou com um entusiasmado imigrante inglês que ele conhecera em Londres, e sugeriu que o jovem rapaz escrevesse “uma narrativa sobre as transações atuais”. O jovem rapaz, Thomas Paine, já estava trabalhando nesse projeto, e mostrou a Franklin um rascunho do seu panfleto, Common Sense [“Bom senso”], que, depois de ser publicado em janeiro de 1776, convenceu os americanos a lutarem pela independência.

Em 21 de junho de 1776, Franklin, John Adams, Thomas Jefferson, Robert Livingston (Nova York), e Roger Sherman (Connecticut) foram nomeados para um comitê que produziria uma declaração que anunciaria a independência americana. O comitê pediu que Jefferson redigisse uma primeira versão. Franklin, por sua vez, sugeria várias mudanças. Quando chegou na hora de assinar a declaração, no dia 2 de agosto, John Hancock, o presidente do congresso, observou: “Devemos agir com unanimidade; não podemos cada um tentar seguir nosso caminho; precisamos ficar juntos”. Segundo contam, Franklin teria completado: “Realmente, devemos todos ficar juntos, senão com certeza seremos enforcados separadamente”.

A melhor possibilidade de auxílio era a França que, tendo perdido uma guerra para a Inglaterra, certamente gostaria de ver o Império Britânico dividido. Mas os franceses estavam desconfiados. O rei Luís XVI achava perigoso apoiar uma revolução e os americanos se sentiam incomodados em pedir ajuda a um rei que reivindicava poder absoluto.

Quando perguntaram se Franklin poderia ir para a França, ele apontou para sua gota e outras enfermidades, dizendo: “Sou velho e já não sirvo para nada”. Mas ele concordou, sacou mais de três mil libras do seu banco e as emprestou ao Congresso. Os intelectuais franceses o respeitavam por seus experimentos pioneiros com eletricidade e as pessoas comuns sabiam que seus pára-raios salvavam casas de incêndios. Como John Adams disse: “Não havia camponês, homem da cidade, valet de chambre, cocheiro, criado, dama de companhia ou lavador de pratos que não soubesse quem ele era, e que não o considerasse um amigo da humanidade”.

Em 26 de outubro de 1776, Franklin secretamente deixou a Filadélfia com seus netos, William Temple Franklin e Benjamin Franklin Bache. Eles chegaram em Paris no dia 22 de dezembro e se instalaram em Passy, um chateau da cidade de Chaillot, que ficava a cerca de uma milha de Paris e sete milhas de Versailles. O chateau pertencia a um empreendedor amigo. Franklin descrevia a si próprio como alguém que “se veste de maneira discreta, usando cabelos finos, cinza e lisos,que saem de minha única coiffure, um belo chapéu de pele”. Retratos de Franklin apareciam em pinturas, estampas, gravuras, medalhões, placas comemorativas, anéis, braceletes, maletas e chapéus. Ele escreveu para sua filha, Sally: “Estas pinturas, bustos e gravuras (das quais cópias e mais cópias se espalham por todo lugar), fizeram a face do seu pai tão conhecida quanto a da lua”.

Em certa ocasião, Franklin estava jantando em um restaurante parisiense quando ficou sabendo que Edward Gibbon, o historiador britânico que narrara o declínio e a queda da Roma antiga, também estava lá. Quando Gibbon se recusou a sentar-se com Franklin, um rebelde, Franklin respondeu que, se Gibbon quisesse escrever a história do declínio e queda da Inglaterra, o próprio Franklin lhe forneceria “material de sobra”.

Apesar de toda a perspicácia de Franklin, ele não teria realizado muito sem indícios de que os americanos poderiam vencer a guerra. Washington cuidou disso quando atravessou o Delaware River no natal de 1776, vencendo a batalha de Trenton e capturando novecentos soldados inimigos. Franklin negociou dois tratados com a França, dando importante reconhecimento diplomático à república americana, e organizando uma sucessão de carregamentos para a América que, por incluir as coisas mais básicas, davam uma amostra de quão desesperados estavam os americanos. Uma das cargas, por exemplo, incluía cento e sessenta e quatro canhões de bronze, três mil e seiscentos cobertores, quatro mil tendas, quatro mil dúzias de pares de meia, oito mil setecentos e cinqüenta pares de sapato, onze mil granadas, nove mil quilos de chumbo, setenta e três mil quilos de pólvora, trezentos e setenta e três mil pederneiras, e cinqüenta e quatorze mil balas de mosquete.

Franklin se encarregou de várias outras tarefas. Por exemplo, ele conheceu o capitão naval John Paul Jones, nascido na Escócia, e encorajou seus ousados ataques ao longo da costa inglesa, que afetavam o ânimo dos ingleses. O principal navio de sua frota chamava-se Bonhomme Richard, em homenagem ao Poor Richard do almanaque de Franklin.

A diplomacia de Franklin e o apoio dos franceses ajudaram a garantir a vitória. O valente francês Lafayette ajudou George Washington a encurralar o general Charles Cornwallis em Yorktown, na Virgínia. A frota do almirante francês, François Joseph Paul de Grasse, evitou que os navios ingleses resgatassem Cornwallis e a guerra revolucionária terminou no dia 19 de outubro de 1781.

Franklin realizou maravilhas apesar de Londres saber o que ele estava fazendo. Seu principal assistente em Passy era o Dr. Edward Bancroft, seu amigo, um americano que trabalhava como espião inglês. Jonathan Dull, autor de Franklin the Diplomat [“Franklin, o diplomata”], observou que “a missão americana estava tão cheia de pessoas roubando informações que é surpreendente que elas não esbarrassem uma nas outras”.

O Congresso Continental indicou Franklin para o comitê que negociaria os termos de paz com a Inglaterra. Depois de oito anos e meio, tendo cumprido a missão, ele deixou Paris no dia 12 de julho de 1785. Ele navegou para a América com Jean-Antoine Houdon, o escultor que produzira o nobre busto de Franklin e que o ajudaria a imortalizar Jefferson, Lafayette e Washington.

Logo depois de voltar para casa, Franklin declarou: “Agora estou livre da política pelo resto dos meus dias”. Mas, aos oitenta anos de idade, ele se juntou à delegação da Filadélfia para a Convenção Constitucional, que se reuniu em maio de 1787 no Independence Hall da Filadélfia, onde o Segundo Congresso Continental se reunira e onde a Declaração da Independência fora assinada. Parecia que a convenção entraria em colapso por causa dos conflitos entre os pequenos e grandes estados sobre como eles deveriam ser representados. Franklin recomendou que fossem criado dois corpos legislativos – um idéia também sugerida por outros – porque isso tornaria possível um equilíbrio: os estados seriam representados igualmente em um corpo legislativo (o senado) e representados de acordo com sua população no outro (a câmara legislativa). Esse “grande consenso” assegurou que os pequenos estados e seus interesses fossem protegidos, tornando-os mais dispostos a ceder em outras questões, o que ajudou as deliberações a prosseguirem. Finalmente, Franklin propôs a moção para a adoção da Constituição. Ele observou que parecia que a nova Constituição iria durar, mas “nada é certo nesse mundo, exceto a morte e os impostos”.

No final de 1787, Franklin sofreu uma séria queda da escada que levava ao seu jardim, e passou também a sofrer dores excruciantes por causa de uma pedra nos rins. Escreveu seu testamento e retomou o trabalho em sua autobiografia, que começara ainda em 1771, quando estava em Londres. Assim que a Revolução Francesa explodiu do outro lado do Atlântico, Franklin escreveu para seu amigo, David Hartley, “Deus faça que não apenas o amor pela liberdade mas também o entendimento dos direitos do homem possam se expandir por todas as nações da terra, de modo que um filósofo possa colocar os pés em qualquer lugar de sua superfície e dizer ‘este é meu país’”.

Em março de 1790, Thomas Jefferson o visitou e e depois relatou: “encontrei-o na cama, onde ele permanece quase constantemente. Esteve sem dor por alguns dias, e estava animado e de bom humor… Insisti que ele continuasse o relato de sua vida”. A última carta que Franklin escreveu, nove dias antes da sua morte, no dia 17 de abril, foi para Jefferson. Franklin estava com febre e reclamava de dores no lado esquerdo do seu peito. Então, um abscesso em seu pulmão estourou e respirar se tornou cada vez mais difícil. Ele morreu no dia 17 de abril, a cerca de onze horas da noite, aos oitenta e quatro anos de idade. Quatro dias depois, um procissão para seu funeral saiu do Independence Hall e foi até o cemitério da Christ Church. Cerca de vinte mil pessoas foram demonstrar seu respeito. Ele tinha escrito seu irônico epitáfio muito tempo atrás: “B. Franklin, editor, como a capa de um livro velho, com seu conteúdo destroçado, com as letras e decorações gastas, aqui jaz, comida para vermes. Mas o trabalho não está perdido, pois ele irá – nisso ele acreditava – aparecer novamente. Em uma nova e aprimorada edição, corrigida e modificada pelo Autor”.

A primeira parte da Autobiography de Franklin, em uma versão francesa pirateada, foi publicada em 1791. Então vieram duas edições inglesas e quatorze reimpressões antes de 1800. As obras selecionadas de Franklin, incluindo sua autobiografia, só foram publicadas em 1817, por causa de atrasos de William Temple Franklin, que herdara os manuscritos do seu avô. Os manuscritos restantes de Franklin foram guardados em um estábulo e depois foram finalmente recuperados pela American Philosophical Society.

Sua autobiografia traz muito erros factuais, por Franklin ter relatado os eventos muitos anos depois deles terem acontecido; a história só foi até 1760; e Franklin revelou muito pouco de seus sentimentos. Mas o livro atraía as pessoas porque estava escrito de forma clara, narrava tanto seus fracassos quanto seus sucessos, e indentificava os princípios para a construção de uma personalidade forte. Frankiln, observou o historiador americano Cark Becker, foi “um verdadeiro filho do iluminismo… sua paixão pela liberdade e suas simpatias humanitárias… sua profunda fé no bom senso, na eficácia da razão para a solução dos problemas humanos e aperfeiçoamentos do bem estar social”.

O poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe organizou um “Friday Club”, seguindo o modelo do “Junto” de Franklin. Franklin inspirou Simón Bolívar e José de San Martín, que ajudaram a América Latina a alcançar a independência. No Japão, o autor Fukuzawa Yukichi promoveu os princípios de Franklin e inspirou empreendedores. Gaspero Barbera, pintor florentino, publicou uma tradução italiana explicando que “aos trinta e cinco anos de idade eu era um homem desorientado….Eu lia repetidamente a autobiografia de Franklin e ficava cada vez mais entusiasmado com suas idéias e princípios a tal ponto que a estes atribuo minha regeneração moral… Agora, ao cinqüenta e um anos de idade, estou saudável, entusiasmado e rico”.

Durante o auge do individualismo americano, a história de Franklin foi usaada por educadores cujos livros venderam dezenas de milhões de cópias. Por exemplo: partindo da sua autobiografia, Noah Webster incluiu um relato de onze páginas da sua vida em seu Biography for the Use of Schools (1830) [“Biografia para o uso das escolas”], Peter Parley escreveu Life of Benjamin Franklin (1932) [“A vida de Benjamin Franklin”] e William Holmes McGuffey incluiu trechos de sua autobiografia no seu enormemente popular Readers [“Leituras”].

Por volta de 1859, a autobiografia de Benjamin Franklin já tinha sido reimpressa quase mil vezes e, entre 1860 e 1890, acredita-se que Franklin foi o tema mais popular entre biógrafos americanos. Sua autobiografia inspirou James Harper a deixar sua fazenda em Long Island e lançar o que se tornaria uma das mais maiores editores, hoje chamada HarperCollins; Thomas Mellon foi inspirado a desistir da agricultara e se tornar banqueiro, criando uma fortuna para sua família. O livro também inspirou o magnata do aço, Andrew Carnegie. Jared Sparks, presidente da Harvard University, contou que esse livrou lhe “ensinou que as circustâncias não possuem um poder soberano sobre a mente”. Bancos de poupança por todo o país receberam o nome de Franklin. Ao todo, de acordo com o historiador americano Clinton Rossiter, a autobiografia de Franklin foi “traduzida e retraduzida para uma dúzia de línguas, impressa e reimpressa em centenas de edições, lida e relida por milhões de pessoas… A influência dessas poucas centenas de páginas não pode ser comparada a nenhum outro livro americano”.

Na medida em que o individualismo saiu de moda, os intelectuais passaram a menosprezar a responsabilidade e o auto-aperfeiçoamento. Em 1923, por exemplo, o romancista D. H. Lawrence ridicularizou Franklin por parecer valorizar a razão em detrimento da emoção. Em décadas recentes, algumas professores declararam que sua autobiografia era uma pose elaborada que ocultava seu “lado negro”.

Mas ninguém nega as realizações extraordinárias de Franklin. Foi um campeão da responsabilidade pessoal, da curiosidade intelectual, da honestidade, da persistência e da ponderação – princípios que ajudaram as pessoas de todo lugar a subirem ao topo. Nutriu um cultura empreendedora que cria oportunidades e esperança através da cooperação pacífica. Ele afirmou que melhorando a si próprio e ajudando os vizinhos, você pode levar uma sociedade livre ao sucesso. A mais gloriosa de suas invenções foi o sonho americano.

Escrito por Jim Powell

6 coisas que você nunca deve dizer à uma pessoa em depressão

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A depressão é uma patologia com consequências muito abrangentes, o que nos leva à necessidade de agir com extrema cautela ao lidar com seus portadores, à fim de não piorar o quadro. É um fato comprovado que aproximadamente 15% da população mundial terá uma depressão forte em algum momento da vida. E essa é uma doença extremamente perigosa, que, em muitos casos, leva inclusive ao suicídio, e não deve ser confundida com uma tristeza momentânea.

O tratamento deve ser sempre administrado por parte de profissionais da área psiquiátrica, mas nada nos impede de colaborar das maneiras que nos são acessíveis, certo? E uma delas seria passar a prestar um pouco mais de atenção nas coisas que, através dos mais diversos meios de comunicação (às vezes um simples bilhete, ou um recado na caixa postal) levamos à mente dessas pessoas.

Por conta disso, o Macaco preparou para você uma lista com 6 coisas que você deve sempre evitar falar para uma pessoa que realmente esteja sofrendo um quadro de depressão. Vale o aprendizado!

6. “Por quê você não vai dar uma volta?”

Tá, você realmente acha que o que impede uma pessoa em depressão de ir dar uma volta na rua é o fato de ninguém ter dado essa idéia antes? O problema aqui é que boa parte da depressão se resume na dificuldade de seguir o cotidiano que a pessoa um dia seguiu. Num caso desses, até ir na esquina comprar um pão pode se tornar uma complicação. É aquele negócio, não é que ela não saiba o quão bom é dar uma volta e tomar um ar fresco e uma água de côco assistindo ao pôr-do-sol, é que ela está tendo uma dificuldade absurda de forçar uma interação com o mundo aberto sem, digamos, surtar.

5. “Isso aí tá tudo na sua cabeça.”

Jura, amigão? Quer um Prêmio Nobel por essa astuta observação? Sendo uma condição mental, além de óbvio, não é muito legal martelar e refrescar a memória do seu amigo quanto à isso.

4. “Por quê você não sai mais com a gente, cara?”

Não se sinta ofendido. Seu amigo está em um momento delicado, e isso não quer dizer que ele esteja planejando te trocar, nem se vingar pelo boneco dos Cavaleiros do Zodíaco que você quebrou há 15 anos atrás. Ele simplesmente não consegue sair de casa, e, no exato momento em que você está tomando uma cervejinha e pensando em como ele tá “vacilando ultimamente”, ele provavelmente está trancado no próprio quarto, deitado, acordado, tentando juntar motivação e vontade para tomar uma ducha e trocar essas roupas que ele vem usando já há uma semana. Não é culpa sua, e pressionar não vai ajudar.

3. “Pense nas coisas boas da vida!”

Essa é importante, e muita gente não sabe: só porque uma pessoa foi diagnosticada com depressão, isso não significa que ela não saiba identificar quais sejam as partes boas de sua vida, e muito menos que não estejam gratas por elas. O problema aqui é que, por melhores que essas coisas sejam, elas são como pontos nulos no placar jogo da vida para essas pessoas, por conta de sua condição.

2. “Tem gente muito pior que você.”

O negócio é que outras pessoas terem problemas não costuma ter implicações severas em nossos problemas individuais. Principalmente quando estamos tratando de uma pessoa que está tendo uma imensa dificuldade em colocar as coisas sob uma perspectiva só e regular suas reações. Na verdade, uma pessoa depressiva ao ouvir isso só vai se sentir culpada por estar tendo um problema psicológico que, por mais que ela se esforce, não consegue controlar. E geralmente isso acaba deixando ela mais pra baixo ainda, então cuidado!

1. “Você parece outra pessoa.”

É isso. O ápice, o número um, o rei da lista, o top do ranking. Jamais diga isso para um depressivo, pois na verdade, esse é o medo mais intenso preso na garganta dele, e o que você fez foi puxar isso bruscamente para fora. De um modo abrupto, cru e violento. A verdade é que isso não é novidade nenhuma pra quem sofre de depressão. Os próprios convivem com essa incerteza, e o medo de que nunca vão conseguir reverter as transformações que vêm acontecendo ultimamente, e nunca serão “normais” novamente. O medo de que todas as coisas que eles gostavam sobre si mesmos já não fazem mais parte de suas vidas. O medo de que as pessoas não sejam mais tão próximas à eles quanto eram antes. E ao dizer isso, parabéns, você basicamente acaba de confirmar todos esses medos na cara de uma pessoa cujo estado mental está mais caótico do que nunca. Nunca diga isso, dói mais do que você imagina. Fale o que quiser, mas NUNCA use “eu não te reconheço” e seus derivados. Uma pessoa depressiva precisa acreditar que alguém ainda sabe quem ela é. Ela usa isso como uma corda para se segurar e não cair um abismo, coisa que você só entenderia com clareza se sofresse também de um quadro de depressão. E acredite, você não quer isso.

Retirado do Macaco Velho

Conheça a história do homem que levou 1 ano para atravessar a China andando

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Imagine atravessar um país inteiro a pé. Foi isso o que o alemão Christoph Rehage resolveu fazer logo depois de seu aniversário de 26 anos – quem nunca? Rehage caminhou mais de 4.500 km durante um ano em uma aventura que ele intitulou como “O caminho mais longo”.

Toda a caminhada do alemão foi registrada por ele mesmo em autorretratos, hoje mais popularmente conhecidos como selfies. Essa não foi a primeira vez que Rehage fez uma longa caminhada; na verdade, ele já havia percorrido grandes distâncias na França e também na Alemanha. Na China nem tudo foi tão simples, já que ele precisou de um visto diferente para poder fazer sua longa aventura.

Desafio

Fonte da imagem: YouTube

Rehage conseguia andar cerca de 5 km por hora e considera confortável percorrer 30 km por dia, o que significa até seis horas de caminhadas constantes todos os dias – considerando todas as outras tarefas cotidianas como se alimentar, dormir, tomar banho, descansar, explorar novos lugares e fazer amizades, seis horas de caminhada é bastante tempo.

Em seu site, o andarilho cineasta explicou que sua primeira caminhada foi de Paris a Munique, em um trajeto menor que levou um mês para ser percorrido. Rehage comentou que sua única preocupação quando caminhava era onde comeria e onde dormiria, e que isso, de certa forma, trazia a ele uma sensação boa e significativa.

“Eu visito um lugar de trem e eu sou um turista, eu ando no mesmo lugar a pé e de repente o lugar é meu”, disse ele quando explicou que a caminhada o faz ter a sensação de fazer parte dos locais pelos quais passa. Ainda assim, depois de um ano de peregrinação, ele sentiu que era a hora de parar.

Liberdade tem limite

Fonte da imagem: YouTube

“Muitas pessoas assistem ao vídeo e pensam ‘eu quero ser como aquele cara!’, mas elas não percebem que eu estava sendo conduzido por alguma coisa e que talvez eu estava perdendo o controle sobre isso”, explicou quando questionado a respeito de sua parada. Rehage acredita que a liberdade intensa pode despertar seu lado chefão, responsável por incentivá-lo a ir além dos limites.

Depois de terminar sua jornada, ele, que é estudante de cinema e fala mandarim, idioma usado na China, reuniu todas as suas fotos e as transformou em um vídeo. As imagens nos permitem acompanhar as mudanças físicas e de cenário. Confira o resultado final a seguir e depois nos conte o que você acha desse tipo de aventura: você teria coragem de fazer algo parecido?

Video: ( http://www.youtube.com/watch?v=5ky6vgQfU24#t=230 )

 

Retirado do MEGACURIOSO

Cuidado, insones! Neurociência explica como a falta de sono pode até matar

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Quanto conhecemos sobre o sono? É sabido que essa é uma das atividades que os seres humanos mais fazem em sua existência: se você viver até os 90 anos, certamente vai gastar cerca de 32 deles dormindo. O sono é tão vital para nós como nos alimentar ou beber água. Sendo assim, a privação dessa atividade também pode nos matar.

E o sono não é uma exclusividade dos humanos, pois dividimos essa atividade com a maioria das espécies, desde outros mamíferos até insetos ou répteis. Atualmente, os cientistas do sono têm entrado em desacordos épicos sobre a serventia do sono. Alguns sugerem que dormir é essencial para a memória, enquanto outros afirmam que o sono funciona como uma limpeza do cérebro.

No entanto, o que é mais certo de se afirmar neste mundo caótico de hoje em dia é que estamos dormindo cada vez menos e, quando conseguimos, temos um sono de pior qualidade do que dos nossos avós tinham antigamente.

Caos

A correria do dia a dia, compromissos sem fim, álcool, nicotina, remédios, uso de eletrônicos, preocupações e toda a loucura atual estão impedindo-nos de ter um sono mais saudável, que é essencial para o funcionamento do cérebro.

E o que toda essa falta de sono de qualidade pode causar? Segundo um artigo no site Fast Company, dormir mal (ou não dormir quase nada) pode causar falta de atenção e de concentração, falha na tomada de decisões, além de deixar as pessoas menos confiáveis. De acordo com o artigo, a falta de sono pode até matar.

Fonte da imagem: Shutterstock

Isso porque todas as nossas atividades e o comportamento “multitarefa” aniquilam a nossa capacidade de filtrar informações irrelevantes, como explicou Michael Chee, pesquisador do sono na Universidade Nacional de Cingapura. Em um de seus experimentos, Chee convidou voluntários para participar de uma tarefa simples: apertar um botão quando uma luz piscava. Para as pessoas que dormiam mal, até essa atividade fácil se tornava falha.

O artigo do Fast Company, baseado também em pesquisas divulgadas no The Telegraph, afirma que a falta de sono pode até estar ligada a grandes acidentes como o de Chernobyl e ao recente descarrilamento de trem em Nova York.

Quando se trata de acidentes de carro então, a falta de sono é uma das principais causas. “O perigo disso é quando acontece com quem está dirigindo ou monitora informações. O cérebro acaba ‘sintonizado’ na hora errada”, afirma Chee. E não é só isso: a falta de sono pode levar ao aparecimento de doenças cardíacas, neurológicas e baixa imunidade.

Qual a quantidade ideal?

Os pesquisadores sugerem que precisamos mesmo daquelas oito horinhas de sono por noite. De acordo com os dados divulgados, os norte-americanos dormem cerca de seis horas por noite, em média, embora passem sete horas e meia deitados.

Se você sofre de insônia ou qualquer outro distúrbio relacionado ao sono, procure um especialista da área para resolver o seu problema.

Observe também a sua rotina diária: se está acima do peso, se faz exercícios regularmente, se se alimenta bem ou não, se bebe ou fuma. Tente levar uma vida mais saudável para dormir bem. Muitas vezes, com algumas pequenas mudanças durante o dia, o seu sono pode ser muito melhor e mais reparador. Quanto conhecemos sobre o sono? É sabido que essa é uma das atividades que os seres humanos mais fazem em sua existência: se você viver até os 90 anos, certamente vai gastar cerca de 32 deles dormindo. O sono é tão vital para nós como nos alimentar ou beber água. Sendo assim, a privação dessa atividade também pode nos matar.

E o sono não é uma exclusividade dos humanos, pois dividimos essa atividade com a maioria das espécies, desde outros mamíferos até insetos ou répteis. Atualmente, os cientistas do sono têm entrado em desacordos épicos sobre a serventia do sono. Alguns sugerem que dormir é essencial para a memória, enquanto outros afirmam que o sono funciona como uma limpeza do cérebro.

No entanto, o que é mais certo de se afirmar neste mundo caótico de hoje em dia é que estamos dormindo cada vez menos e, quando conseguimos, temos um sono de pior qualidade do que dos nossos avós tinham antigamente.