Por Que Não Faz Sentido Se Acomodar Em Relações Meia Boca

(Caracas! Ontem eu escrevi um texto relacionado ao Viver a vida na medida certa com seu amor. E HOJE, justamente HOOOJE(não faz sentido algum, pois é um dia qualquer!) Achei este TEXTO escrito por uma Advogada que por sinal tem IDEIAIS altamentes invejados(amei esta escritora, já quero casar com ela AGORA).

Enfim, apreciem… sem moderação.)

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Fundamental é mesmo o amor. E o respeito. E a lealdade. E o carinho. E o companheirismo. E a diversão. E a fidelidade. E a confiança. E o apoio. E a alegria. E a cooperação. E todo o resto.

Relacionamento é um negócio complicado, diriam os leigos. Confesso com alguma vergonha que eu mesma, tropeçada na tolice dos trancos e barrancos de algumas relações meia-boca, já repeti esse clichê equivocado. E usando essas poucas linhas como confessionário, peço perdão. Falei errado. Foi sem pensar. Sem refletir. Sem vivenciar. Vou me desculpar.

Perdoe-me também pela grosseria da sinceridade, mas preciso enfatizar: relacionamento é um negócio simples pra caralho. Não tem o que complicar. Complicado é física quântica. Mandarim. Números complexos. Aprender latim… Se o relacionamento estiver complicado, permita-me a franqueza, meu caro, mas você está fazendo isso meio errado.

É tudo muito paradoxal. Vivemos na era da liquidez, da fluidez, da correnteza e da facilidade e ainda tem gente engasgando com relacionamentos arrastados. Vejo gente empurrando com a barriga relacionamentos sem sintonia a troco de sabe-se lá o que e me pergunto, indignada, da onde vem o comodismo emocional dessa geração teoricamente movida a novidades.

Tudo muda tão rápido. Geramos conteúdo e conhecimento na mesma velocidade com que nos comunicamos arrastando dedos ágeis por telas” touch screen”. É tudo tão global. Tão aparentemente esclarecido. Tão fácil. Tão mutável. Acessamos o mundo, podemos nos dar ao luxo de querer cada vez mais, e, vai entender, tem gente se contentando com pouco, muito pouco, na vida real.

Preciso contar: esses dias eu conheci um casal que passou sessenta anos juntos. Sessenta infelizes anos. “Ele me traiu desde a lua de mel”, disse ela em um tom assustadoramente conformado. Não dormiam juntos há pelo menos uns cinquenta. Um afogou a vida do outro. Brigas, discussões, desentendimentos. Os filhos vangloriavam-se: “nossos pais fizeram bodas de diamante esses dias”. Cada boda que se foda. Um levou a felicidade do outro embora. Recomeço? Que piedade! Que dor nos olhos eu senti. Relacionamentos são uma parcela muito importante da minha vida e, refletindo, concluí que eu até conseguiria, embora não sem pesar, passar sessenta anos sem me relacionar com ninguém, mas passar sessenta anos sobrevivendo um relacionamento de merda, sem a alegria que deveria ser inerente a qualquer relação interpessoal, ah, isso seria a morte para mim.

Até entendi os motivos do casal. Era outro tempo. Ainda mais patriarcal, reacionário e machista. Dependência financeira. Dependência social. Necessidade do status do casamento. Toda essa ladainha bélica que deveria ter ficado lá, muito antes de atirar infelicidade nessa gente. O que me intriga é o fato de em plena época de zoeira com o cara que bebe “champagne” em busca de “statis”, ainda existir gente que compra status com a própria felicidade, que, acredito eu, não se paga com oceanos de “Veuve Cliquot”.

Graças a Deus nós não precisamos nos contentar com pouco. Conhecer gente nova é muito mais fácil. Livrar-se das amarras dos rótulos é muito mais fácil. Casamento não é mais sinônimo de sucesso para ninguém. Não se mensura o sucesso de uma relação pelo tempo de duração. Podemos apagar as fotos. E as mensagens. E as marcas. E foda-se o retrógrado que comenta: “Viu fulana? Já trocou de namorado”. Ainda bem. Trocou porque estava ruim. Agora está feliz. E você, que maquia um relacionamento meia-boca duradouro? E você, que trai, que retrai, não atrai? E você, que acomoda essa bunda preguiçosa nas frouxas almofadas da insatisfação?

Preciso esclarecer que eu acredito em casamentos felizes, acredito em relações plenas, acredito em amor eterno. E como acredito! Desde que seja amor. Não pode ser genérico, pirata, imitação. Tem que ser genuinamente amor. Com ele, naturalmente caminham o respeito, a lealdade, a confiança e tudo aquilo que eu já não preciso mais repetir. É ele que simplifica tudo. Se acaba o amor, tudo isso transforma-se em regra, protocolo a seguir, lei a respeitar. E regra é uma merda, Meu Amor. É esse meio-amor que complica tudo.

Relacionamento é um negócio simples. Se está ruim, tenta consertar – conheço casos que deram certo. Mas não perde a vida nessa tentativa. Tem muito amor no mundo para você se contentar com pouco, com solidão acompanhada. Vive. Fundamental é mesmo o amor. É bem possível ser feliz sozinho…

[Retirado do Casal Sem Vergonha.]

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