Um dia em Moscou

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Estava frio, um clima cinza, tudo parecia Nova York, mas era Moscou. Estávamos em uma lanchonete, falando inglês, comendo nuggets, tomando cerveja com um nome estranho, era um nome russo. Tínhamos perdido o trem, por isso estávamos naquela lanchonete, que parecia padaria, mas vendia cerveja, então parecia uma lanchonete. Fomos para o Hotel, que ficava atrás de uma fábrica abandonada. Para chegar no Hotel, tínhamos que passar o corredor da fábrica, a fábrica era composta de mendigos e alguns ruídos estranhos. Parecia ser mal assombrado, a mesma estrutura de Chernobyl, um lugar ocupado por fantasmas e sombras estranhas. Mas o hotel era barato, por isso estávamos lá.Tínhamos nos hospedado no 25ª Andar, de frente ao nosso apartamento, tinha um outro hotel que cinco estrelas para ele era pouco. Um hotel grande, com vidros espelhados.

Na janela em frente ao meu apartamento, havia uma mulher, bonita, que me lembrava uma amiga de Silvânia. Depois de observar por alguns momentos, percebi que era a mesma de Silvânia(cidade do interior de Goiás). Como o apartamento dela era todo de vidro, parecia um reality Show. Fiquei observando a estrutura, e o desfecho. Ela assistia TV, ia para a cozinha de calcinha e blusinha, pegava uma cerveja, voltava para a cama, e teve uma hora que foi tomar banho, um verdadeiro espetáculo. Em algum momento ela foi atender a porta, parecia ser um rapaz, de chapéu, bigode e casacão preto, porém no desfecho do entrelaçamento dos dois, quando foram despindo-se percebi que era uma mulher disfarçada. Era tão bonita quanto ela, e novamente continuei a apreciar aquele Reality show. Num momento de devaneio, me deparei com elas me observando. Ao cumprimentá-las, por estarem em tremenda tranqüilidade, me deu conta que seria um convite. Sem pensar Duas vezes, já desci para o Hotel delas. Escutei ruídos no corredor enquanto descia os 25 andares de escada, pois o elevador não funcionava. Era estranho, eu tinha uma leve impressão que tinha alguém me seguindo… Ouvindo vozes de crianças no corredor, mas não via ninguém. Fiquei assustado, mas estava mais excitado que assustado então segui meu caminho.

Chegando ao apartamento das garotas, elas me receberam calorosamente. Foram os 40 minutos mais longos e tensos que minha vida pudesse calcular. Digo 40 minutos, porque tocaram o alarme de incêndio do prédio. Parecia que seria uma simulação, mas todos começaram a sair rapidamente. Ao olhar para o meu apartamento, vi um vulto de Duas pessoas de cabelos longos no meu apartamento. Mas como foi uma olhada rápida, fiquei com a idéia de que fosse ilusão. Parecia àquela menina do Filme “O chamado”, mas fiquei com a segunda opção. Ao chegar ao térreo do prédio, já tinha me perdido das meninas, e estava mais preocupado com elas com a situação em si. De um momento para outro já estava nevando, era 21:37 quando olhei no relógio e saí na calçada. Vi alguns idosos conversando em português, e percebi que aquele hotel era um bordel chique. Fiquei impressionado por tamanho do prédio. Mas era um mero detalhe.

Voltando para meu apartamento, atravessando a fábrica, comecei a escutar grunhidos pelo lugar,  e resolvi correr, afinal não estava preparado para nenhuma surpresa. No meio das escadas, me deparei com uma horda de alguma coisa subindo as escadas, vi um rastafári estranho, parecendo tribo africana, e umas frases e grunhidos estranhos, como se não fosse real, a adrenalina tomou conta de mim e deparei a correr novamente. Chegando a meu apartamento, escutei uma tremenda explosão que tremeu as estruturas do meu apartamento. Fiquei indignado com aquilo, e ao olhar pela janela, percebi que algo tinha explodido na porta da fábrica.

Parecia uma bomba de fusão de matéria invertida, pois o lugar estava sendo “Engolido” por alguma cratera, ou podia ser somente uma mina que estava abaixo do local. Nunca saberei. Quando percebi o prédio estava desmoronando de lado. vi uma criança e a síndica caírem na outra ponta do quarteirão do meu apartamento. Naquele desespero, lembrei que as vezes eu adquiria “XP” com as jogatinas de moleque e como não tinha outra opção eu corri em direção oposta aquela erosão progressiva. Quando me deparei com um parapeito, simplesmente me joguei. Por incrível que pareça, dava de frente pra uma névoa, e além da névoa estava um lago gigante. O que me deixou intrigado não foi a questão do lago, mas a sensação de liberdade que tive ao estar em Queda livre. O ar batendo no rosto, como se pudéssemos voar. Era uma sensação boa, porém antes que eu pudesse chegar à água eu acordei…

Que sonho magnífico. Não consigo parar de pensar nas duas meninas.

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