Andando pela Floresta

floresta
O sol estava alto, forte, vívido e me acordou dentre tantos barulhos nesta selva de Pedra, acordei com o brilho em minha face. Era um dia qualquer, de um mês de verão. O cronograma do dia não sabia ao certo qual seguir, geralmente em férias deixamos todos os cronogramas de lado. Mas este dia era algo diferente.

Peguei minha bicicleta, não era aquela Brastemp, mas dava pra andar bem, sem se preocupar em ter que regular macha em cada esquina, ou fazer um check-up a cada saída de casa. Parti rumo a uma reserva florestal, que tinha perto de casa, não era a melhor reserva florestal do mundo, mas era a única que tinha ali, então.. fui andar por lá. Gosto de andar de bicicleta, pois pareço que sou livre, quando o vento entrelaça minha face, sinto uma sensação muito boa, uma sensação divina… não é como você sonhar que pode voar, mas a concepção de sentir o vento aquela velocidade sem barulho algum(de carro ou moto), dá pra viajar bem lentamente nesta idéia.

Já estava perto do Crespúsculo diário, também com uma noite anterior daquelas, acordar no fim da tarde era algo já padrão. Estava armando chuva, achei que seria só alguns trovões, mas por incrível que pareça, apesar de todo aquele alvoroço nos céus, eram somentes alguns barulhos para assustar velhinhas de asilo, nada de mais nem de menos.

Então, pedalando e refletindo a vida, me deparei com um pedregulho… sabe aquele momento em que você pensa que não vai cair, pensa que não pode acontecer nada de errado, e simplismente você capota? SIM! eu capotei, não cheguei a dar um salto da Dayane dos Santos, porém foi um belo e sanguinário salto.
E foi tão rápido que quando percebi, já estava ao chão, apreciando o gosto da terra e o calor do corpo latejando na roupa. Acho que quebrei uns 2 dentes, talvez 3, não lembro ao certo, fiquei meio tonto por alguns segundos. Quando levantei, caí novamente, senti um choque na perna rápido, porém como bati com a cabeça ao cair, fiquei desacordado alguns momentos. Bem, achei que era por alguns momentos, pois ao voltar desse pequeno “cochilo”, já percebi que estava anoite, e chovendo. Na verdade acordei por estar engasgando na poça de água que tinha feito perto da minha cabeça.
Ao retormar consciência em parte do que estava acontecendo, me deparei com um coelho roçando em minha perna, aí pensei: “porra, tá chuvendo e tem um coelho tentando me comer na chuva?”, Aí eu fiquei nervoso, tentei chutá-lo, mas doía quando tentava movimentar a perna, senti o mesmo choque novamente, quando comecei a prestar atenção na mesma, eu tinha fraturado a canela. Fiquei intrigado porque naõ estava sentindo dor, e geralmente as pessoas dizem que doem muito.

Ao tentar pegar meu celular no bolso, não o achei, e naquele banho de lama, duvido muito que o acharia. Enfim.. estava o cidadão no chão, com lama no corpo inteiro, debaixo de um toró de chuva, com a boca cheia de terra, um mulambeiro com a perna fraturada e um coelho tentando lhe “encoxar”, sem celular. Este foi o momento em que eu avistei em meio a escuridão da floresta dois sujeitos vindo em direçaõ a minha pessoa. E claro, como eu estava debilitado eu já fui gritando por ajuda… Mas por ironia do destino, era 2 assaltantes, e acabaram levando minha mochila, minha bicicleta, e eles ainda acharam o celular na lama, e até minha blusa.

Fico indignado do tanto que Bandido é folgado e sem coração, mas ele teve compaixão.. ele deixou eu ficar com o tênis, porque ele falou que a caminhada ia ser longa. Como eu já estava na merda mesmo, fiquei meio no frio encostado em uma árvore, e resolvi durmir ali mesmo.

Acordei já era dia, um sol de rachar na cara e dois policiais me chutando e dizendo: “acorda vagabundo!”. E eu assustado, fiquei sem entender a situação enquanto um resmungava com o outro: “Esse é aqueles pedintes que fica nos sinal arrastando a perna, quer ver que isso é mentira?!”, Antes que ele pudesse fazer algo para comprovar sua teoria, já fui supitando palavras cultas e um diálogo suave: “Pelo amooor de Deeeus! faz isso naõ meu senhor! Se eu te contar a minha história o senhor naõ acreditaria..”.

Por sorte, um amigo meu estava passando e quando me viu, ficou horrorizado, e só então os doutores da lei me deram devida atenção.
Cheguei em casa, todo mundo preocupado, aquela choradeira, bom que ganhei lasanha, sorvete, tratamento 5 estrelas.. coisa de louco mermão!

E foi assim que terminou meu Final de semana. MÁGICO!

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